Seguidores

Faça sua pesquisa aqui

Google

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Site vai mapear iniciativas culturais e educativas em torno de 15 mil escolas públicas



Se a formação de um indivíduo extrapola os limites da escola, como identificar os espaços culturais e educativos de uma comunidade para que eles se articulem, potencializando as práticas de educação formal? O CulturaEduca.cc nasce para ajudar a localizar e a integrar essas iniciativas.
A plataforma vai mapear os entornos de 15 mil unidades educacionais da rede pública que integram o programa Mais Educação, do governo federal, que apoia financeiramente as escolas que queiram ampliar não apenas o tempo de permanência dos alunos na sala de aula, mas as suas oportunidades de aprendizagem.
O projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto Lidas, em parceira com o Ministério da Cultura (MinC) e Ministério da Educação (MEC).
Por meio de uma tecnologia de georreferenciamento está sendo construída uma ferramenta online que agrega dados de Pontos de Cultura, bibliotecas, teatros, museus, centros culturais, além de equipamentos públicos de saúde, esporte e assistência social. A presidente do Instituto Lidas, Inaê Batistoni, explica que o objetivo é cruzar esse conjunto de informações oficiais com a percepção subjetiva dos próprios moradores e dos sujeitos das ações.
Plataforma colaborativa
“A rede será alimentada colaborativamente, ou seja, o usuário poderá cadastrar livremente iniciativas como o sarau do Zezinho, que não está na base de dados oficiais”, afirma. Com isso, o trabalho pretende valorizar o saber popular no processo de ensino-aprendizagem que, para ela, muitas vezes é ignorado pela educação formal.

O mapeamento deve abranger um raio de 2 km a 5 km ao redor da escola.
Serão mapeados os entornos das escolas, em um raio que varia de 2km a 5km, de acordo com a base censitária de cada região – a área delimitada poderá ser modificada posteriormente, caso faça sentido para os moradores. Não haverá restrição ao cadastro, já que a ideia é que o portal seja apropriado pela população e que ela mesma identifique e corrija as informações que não se enquadrem à realidade.
Além disso, o CulturaEduca é produzido com licença Creative Commons para que as informações do portal circulem livremente em prol da própria rede. Segundo Inaê, os primeiros mapas devem estar prontos em dezembro deste ano e os dados devem ajudar também a criar indicadores relacionados às ações de cultura e educação, o que não existe atualmente.
Instrumento pedagógico
E como isso será trabalhado nas escolas? “Isso ainda está em debate, mas a proposta é que a plataforma seja divulgada nas escolas selecionadas como uma ferramenta de subsídio para as próprias atividades do programa Mais Educação”. Com isso, o CulturaEduca pretende constituir-se também como um instrumento pedagógico virtual, em que educadores e alunos podem inserir e consultar, de maneira interativa, informações sobre o território educativo.
Além do mapa interativo, o site contará com fóruns para debates, trocas e produção de metodologias da área. Nesse espaço virtual poderão interagir educadores, produtores culturais, estudantes, gestores de políticas públicas, pesquisadores  e o público em geral.
Para isso, o Instituto Lidas trabalha em parceria com a Casa de Arte de Educar, que tem fomentado uma rede de agentes interessados na área. A instituição desenvolve uma pesquisa-ação em cinco capitais para investigar e apresentar propostas de políticas públicas que articulem cultura e educação.

Aprendiz 


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Universidade virtual 'descobre' o Brasil



"Ganhei dinheiro suficiente, é tempo de retribuir." Com essa frase o israelense Shai Reshef explicou ao portal americano Huffington Post por que decidiu criar uma das maiores iniciativas de ensino online do mundo, a University of the People (Universidade do Povo ou, na sigla em inglês, UoPeople).
Escolhido em 2010 pelo Huff Post como uma das pessoas que estão "mudando o jogo" da educação e neste ano pela revista Wired como uma das 50 personalidades que estão transformando o mundo, Reshef fez fortuna como executivo. Transformou a Kidum israelense de um cursinho preparatório para exames em um gigante da prestação de serviços educacionais - ela foi comprada pela americana Kaplan em 2005 por mais de US$ 25 milhões.
Depois disso, Reshef doou US$ 1 milhão para o projeto da UoPeple, lançado em 2009 com apoio da Organização das Nações Unidas. Com cursos de Administração e Ciências da Computação, a universidade cobra apenas uma taxa de inscrição e outra para custear o processo de avaliação, no valor total de US$ 150. A UoPeople tem vivido dessas taxas e da doação de fundações como a de Bill Gates, graças a um modelo de baixíssimo custo, apoiado em professores voluntários de primeira linha.
Reshef, que participou na semana passada, no Rio, do Global Economic Symposium, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, planeja tornar a UoPeople sustentável a partir de 2015, sobrevivendo só com a receita das taxas, no que pode ser o primeiro modelo de negócio viável de uma instituição de ensino online. Nesta entrevista, ele falou sobre o interesse de firmar parcerias no Brasil:
Desde que o senhor lançou a UoPeople, houve várias outras iniciativas de ensino online gratuito, como Coursera e Udacity, ambos criados por professores da Universidade de Stanford. O que o sr. acha deles e como vê o atual estágio do ensino online?
A UoPeople apoia totalmente o conceito de Mooc (sigla em inglês para cursos abertos online massivos, criados para atingir grandes públicos) e o movimento de Recursos Educacionais Abertos (material e ferramentas de ensino com licença aberta de uso). Os Moocs representam a livre disseminação do conhecimento para o aperfeiçoamento da humanidade e são excelentes ferramentas de aprendizado.
A UoPeople se diferencia por ser uma universidade com currículo amplo que dá acesso a diplomas formais de Administração e Ciências da Computação. Os Moocs são bastante atraentes se a pessoa quer se aprofundar em um tópico específico ou deseja ver um professor renomado tratando de um tema, mas não abrem caminho para o diploma.
Outra distinção importante é o fato de que a UoPeople garante ao estudante atenção individualizada. Em vez de oferecer um só curso para milhões, quebramos os nossos em classes de 20, 30 estudantes. Isso permite ao instrutor fazer a supervisão e interagir com os alunos, algo básico no processo de aprendizado.
Qual é a situação atual do mundo no que diz respeito ao acesso ao ensino superior?
Milhões de pessoas em todo o planeta enfrentam obstáculos por limitações financeiras, geográficas, sociais e pessoais. Projeções da Unesco sugerem que até 2025 haverá um público de 98 milhões de jovens que precisam de ensino superior, mas não terão vaga nas instituições existentes.
O ensino online é uma maneira excelente de conseguir atender a essa demanda incrível por ensino superior - não só para atender demandas individuais, mas também para tornar o mundo um lugar melhor para todos.
Quais são os próximos passos da UoPeople? Vocês mantêm
a meta de construir um modelo de negócios sustentável até 2015?
Embora não cobremos mensalidade, o ensino que oferecemos não é totalmente gratuito. Mas a UoPeople tem sido bem-sucedida em cortar quase todo o custo associado ao ensino superior. Não cobramos, por exemplo, por livros e material didático. Tudo o que pedimos é que o estudante pague uma taxa para entrar na nossa seleção, de US$ 50, e para bancar o processo de avaliação do seu curso, de US$100 - mesmo assim, só se eles puderem.
Precisamos de recursos no valor de US$ 6 milhões para chegar a 2015. Daí em diante, não apenas vamos nos sustentar integralmente com as taxas de avaliações como também poderemos ajudar a um número maior de estudantes que não podem pagá-las. Além disso, estamos criando um Portal de Minibolsas, o primeiro do gênero em qualquer universidade, no qual estudantes que não podem bancar as taxas podem contar sua história e pedir ajuda a nossos apoiadores que se interessam por patrocinar alunos.
Quantos estudantes,
voluntários e funcionários vocês têm agora? E quais instituições apoiam a UoPeople?
Temos 3 mil voluntários e 1,5 mil estudantes de 132 países. Estamos ligados à Organização das Nações Unidas, à Escola de Direito da Universidade de Yale e à Iniciativa Global de Bill Clinton. Recebemos apoio de mais de 1 milhão de pessoas no Facebook e temos acordos de colaboração com a Universidade de Nova York, que identificou talentos entre nossos estudantes e os selecionou para seu câmpus em Abu Dhabi, e com a Hewlett-Packard, para oferecer estágios a alunos. Recebemos apoio de líderes de universidades como Oxford e de diversas fundações, entre elas as de Bill & Melinda Gates e do Google.
O que o senhor sabe sobre a educação no Brasil?
Sei o básico. Por exemplo, que os estudantes têm de passar por um processo competitivo para ter acesso ao ensino superior. Dos vários brasileiros que estudam conosco e compartilharam suas histórias, notamos que, além da gratuidade, um dos grandes motivos para escolher a UoPeople é a capacidade de se comunicar globalmente.
Temos depoimentos nessa linha: "Escolhi a UoPeople porque ela me oferece uma oportunidade de intercâmbio cultural, além de me ensinar a ser uma pessoa mais centrada. Se você quer ser especial, precisa fazer parte de algo especial".
Vocês planejam ter parcerias aqui no Brasil?
A UoPeople está aberta a parcerias em todo o mundo e está ansiosa por fechar acordos no Brasil, especialmente com gente disposta a patrocinar estudantes brasileiros.
O sr. mencionou em uma
entrevista anterior a necessidade de se aperfeiçoar o ensino
médio. Também disse que
achava que era uma tarefa
urgente para governos e outras instituições trabalharem com níveis inferiores de educação.
Há progressos sendo feitos em relação a isso?
Quanto mais alunos se formarem no ensino médio, maior o número de pessoas que nós poderemos ajudar. Alguns governos até podem passar a considerar que o que fazemos na UoPeople tem potencial para ser aplicado nesse nível de ensino.
É correto, do ponto de vista de um governo, considerar o ensino gratuito de qualidade uma ferramenta para aumentar dramaticamente o Produto Interno Bruto (PIB)?
Não existe necessariamente uma correlação entre PIB alto e ensino gratuito. No entanto, há uma clara conexão entre PIB alto e altas taxas de acesso e frequência à universidade. Assim, deveria ser do interesse dos governos garantir taxas mais altas de acesso à universidade. Se as pessoas não conseguem pagar as mensalidades, o foco deveria ser garantir acesso ao ensino gratuito. Conhecemos diversos governos que estão olhando para o modelo que construímos na UoPeople como uma opção para lidar com essa situação.
Hoje, pelo menos aqui no Brasil, é muito comum ver
autoridades e a sociedade
em geral atribuir parte dos problemas do País à falta de instrução da população. Não faz sentido, nesse cenário,
oferecer ensino online gratuito em larga escala?
Totalmente. Nós adoraríamos participar dessa missão tão importante - seja compartilhando nosso conhecimento ou oferecendo educação a mais brasileiros.

Estadão

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Smartphones aumentam nota de alunos de baixa renda



Enquanto uma pesquisa divulgada hoje pela consultoria Strategy Analytics diz que no mundo já existem mais de 1 bilhão de usuário de smartphones, dentro de sala de aula, eles nem sempre são bem-vindos. Se, por um lado, cada celular esconde um universo de distrações, como videogames, redes sociais e programas de mensagem instantânea, por outro, estudos têm mostrado que as tecnologias móveis são capazes de ajudar os alunos a terem melhores experiências de aprendizado e, consequentemente, melhores resultados nas provas.
É o que mostram os resultados do K-Nect, que levou smartphones a alunos de baixa renda de várias escolas na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O projeto foi criado em 2008 para ajudar alunos do 9º ano em situação de risco social, que não tinham internet em casa, a desenvolverem as chamadas habilidades do século 21, além de diminuírem o déficit que apresentavam em matemática. Com o apoio da Qualcomm, o Project K-Nect forneceu smartphones com acesso liberado à internet e conteúdo personalizado e alinhado aos planos de aula dos professores. Os jovens, então, passaram a interagir com os colegas com mais facilidade, a fazer exercícios com feedback instantâneo, a buscar informações a qualquer hora do dia. Em um ano, os alunos que participaram do projeto viram suas notas crescerem em 30%.

“Nem todo mundo tem televisão, computador ou mesmo eletricidade em casa, mas estamos nos aproximando do ponto em que todo mundo poderá ter acesso à internet”, disse Peggy Johnson, vice-presidente da Qualcomm Incorporated e presidente de desenvolvimento de marketing global, ao Mashable. “A cobertura da internet sem fio já alcançou os quatro cantos do mundo.” Para ela, a tecnologia sem fio pode ajudar a melhorar a educação nos Estados Unidos e no mundo.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, uma das grandes vantagens do smartphone é seu tamanho. Com a mobilidade, os dispositivos podem ser levados de forma fácil – e mais barata – para lugares que sofrem com a falta de infraestrutura. Existe a possibilidade, inclusive, de a internet levar professores a vilarejos onde não há nem escolas. “Em vilas que não teriam condições de ter uma sala de aula ou um professor, você pode enviar um único tablet e algumas instruções e aí você não precisa de uma sala de aula”, disse Johnson.

O Project K-Nect faz parte da Wireless Reach Initiative, um programa da Qualcomm que procura levar internet sem fio a comunidades ao redor do mundo que não têm acesso a esse tipo de tecnologia. Com a ajuda de parceiros, o programa tenta melhorar a qualidade de projetos educacionais, da assistência médica e da sustentabilidade local.

Estadão


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia mobiliza o país



Ascom Ufal
O tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” mobiliza todo o país, neste mês, com a realização da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 15 a 21 de outubro. A abertura oficial será realizada pelo ministro Marco Antonio Raupp, em Brasília, no dia 16 de outubro, às 15h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília).
Em Alagoas, a programação será concentrada em sete cidades que irão promover 215 eventos. Na capital, Maceió, haverá oficinas e shows de química e física, entre os dias 16 e 18, em escolas estaduais dos bairros Jacintinho, Vergel e Benedito Bentes.
A Universidade Federal de Alagoas e a Usina Ciência estão apoiando, mais uma vez, a iniciativa de reunir as instituições para debater a consciência ecológica que influencia na economia e na qualidade de vida das pessoas. Três escolas públicas de Maceió ainda vão receber exposições, mostra de filmes e fornecer atendimentos na área da saúde. Os professores da Ufal também vão ministrar palestras nas cidades de Maragogi, Major Isidoro e Delmiro Gouveia.
Confira aqui a programação completa em Maceió.
Temática
Todos os anos, as ações são promovidas em torno de uma temática de importância social. Para a edição de 2012, o tema escolhido – “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” – está em sintonia com as discussões da Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em junho deste ano, no Brasil. A Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
O tema principal é escolhido pelo MCTI com base em sugestões e consultas a instituições e entidades parceiras na organização. Durante o ano e, principalmente, no período da SNCT, são promovidas e estimuladas atividades de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com esse tema, com debates sobre as estratégias e as mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um modelo de desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.
Evento é lei
Criada por decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 9 de junho de 2004, a SNCT busca popularizar a ciência e mostrar sua importância para o desenvolvimento, além de despertar na população a criatividade, a atitude científica e a inovação. O evento é realizado sempre em outubro, sob a coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis).
Desde a primeira edição, a semana nacional obtém participação crescente e entusiasmada de estudantes, professores, instituições e municípios. Em 2011, foram realizadas cerca de 16 mil atividades, em 654 municípios brasileiros. A 9ª SNCT terá atividades em todas as regiões do país, mobilizando diversos parceiros como universidades, instituições de pesquisa, escolas, empresas públicas e privadas, governo e entidades da sociedade civil.
Por ufal.edu.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Locais da prova do Enem já podem ser checados via internet


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep liberou a consultaonline dos cartões de confirmação dos locais da prova doExame Nacional do Ensino Médio – Enem nesta última segunda-feira (15). Os 5,7 milhões de candidatos inscritos podem consultar o seu cartão de confirmação no site do Inep. Para acessar o cartão virtual e conferir o seu local de prova, o candidato precisa do número de CPF e da senha cadastrados na inscrição.

Segundo o Inep, estudantes do Amapá, Acre, Sergipe, Roraima, Amazonas e Maranhão estão sendo os primeiros a receber o documento via correio. Os demais estados serão atendidos na sequência, até o dia 25 de outubro. Os 45 mil malotes com 11,5 milhões de cadernos de provas vão percorrer 9.728 rotas. Cerca de 400 mil pessoas de instituições federais, do consórcio aplicador do exame e do Inep trabalharão em todo o processo, fora os 400 mil fiscais que atuarão nas provas de 3 e 4 novembro.
Para não repetir os erros nos endereços de locais de prova que ocorreram no ano passado, o presidente do instituto, Luiz Claudio Costa, garantiu o aumento no número de itens checados. “Aumentamos o número de itens checados e, entre os pontos, estão os processos e subprocessos de checagem e de verificação dos endereços de locais de prova”, afirmou Costa.
Com informações do jornal O Globo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Professor desperta interesse de alunos com tecnologias em aula



Jogos eletrônicos, filmes em 3D e realidade aumentada, tecnologias que ainda são desconhecidas por parte dos jovens brasileiros. Ao perceber que seus alunos de Petrópolis, no Rio de Janeiro, não entendiam o que é um filme em terceira dimensão por nunca terem assistido a uma produção com essa tecnologia, o professor de matemática Guilherme Erwin Hartung decidiu mostrar a eles O Fantástico Mundo 3D.
O projeto deu tão certo que Hartung recebeu, no ano passado, o Prêmio Professores do Brasil, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). Durante as atividades oferecidas fora do horário das aulas, sem valer nota, 15 estudantes montaram um site com imagens em 3D produzidas por eles mesmos.

Antes tiveram oficinas de biologia, para saber como funciona o olho humano, de física, sobre polarização da luz, e, claro, de matemática, para entender e calcular a geometria envolvida na produção das imagens com a sensação de profundidade. Também foram feitas visitas a institutos de pesquisa e a um laboratório de computação, além de participarem de uma videoconferência com especialista em 3D de Hollywood. Tudo graças ao empenho do professor, que também é orientador tecnológico no Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de ensino médio.
"Os alunos gostaram, alguns disseram que a questão da física mudou, tem muito aluno que diz que odeia física, mas, quando vê a física aplicada, uma coisa interessante, palpável, passa a ver a física com outros olhos. A professora de biologia também comentou que os alunos realmente aprenderam o sistema de visão. Em matemática, os 15 que frequentaram o projeto todo realmente aprenderam as razões trigonométricas", contou Hartung.
Para ele, o incentivo de um professor é suficiente para mudar o destino de um aluno. "Com certeza, entre os alunos que participaram do projeto 3D, muitos falam em fazer faculdade na área de TI tecnologia da informação, já estão correndo atrás, escolheram faculdade, Enem Exame Nacional do Ensino Médio, vestibular. Fiquei feliz porque, não sei se o projeto contribuiu para isso, mas com certeza abriu um pouco a cabeça deles nesse sentido."
Outro projeto desenvolvido por ele no colégio de Petrópolis envolve uma atração irresistível para praticamente todo adolescente: os jogos eletrônicos. O professor observou o quanto é diferente o comportamento do aluno enquanto joga e quando está na escola. "Quando joga, ele 'morre' na mesma fase 100 vezes e continua tentando. Quando ensino matemática e o aluno erra o exercício, fica frustrado e não que mais fazer. Outra coisa é a concentração, quando o adolescente joga está muito focado, o que não acontece na aula. Tem também o desafio, a próxima fase precisa ser mais difícil do que a anterior. Na aula, se você dá um exemplo fácil para entender a mecânica e dá exemplos mais difíceis, dizem 'está complicando a nossa vida'".
A ideia do professor, que tem formação técnica em TI, foi estimular os alunos a produzirem seus próprios jogos. "A única regra que tinha era: esse jogo tem que você vai criar tem que ensinar alguma coisa para alguém". O professor usou softwares livres e fáceis de trabalhar, em que é possível montar a estrutura de um jogo. Nesse caso, também foram dadas oficinas sobre matemática aplicada, indústria de games, programação, desenho e linguagem visual de um jogo. Com isso, no primeiro ano do projeto foram produzido cerca de 30 joguinhos. "Percebi a melhora de alguns alunos em matemática depois do projeto. O interessante é que muitos dos jogos foram aproveitados pelos professores em sala de aula e alguns foram demandados. Isso é bem inovador, o aluno participar da prática do professor, e também a visão inovadora de usar jogos em sala de aula", comentou.
A motivação para Hartung vem do próprio exercício da profissão. "Com o cargo de orientador tecnológico, eu tinha 12 horas e um laboratório de informática, não podia deixar os alunos jogando e entrando no Facebook, então comecei a inventar coisas. Eu tinha que ajudar de alguma forma a melhorar esses índices horrorosos que o Brasil amarga nessas avaliações externas", disse o professor.
Segundo ele, o seu maior incentivo é conseguir despertar no aluno o prazer de aprender. "Eu costumo dizer que eu jogo iscas - tecnologia 3D, jogos, realidade aumentada - para trazer o aluno, para ele pelo menos tentar se envolver com aquilo, com os conteúdos que estão ali por trás. A partir do momento em que ele começa a experimentar, começa a ter essa sensação boa de 'agora eu sei um pouco mais do que eu sabia antes', aí você vê uma transformação interessante", afirma.
O professor acredita que a educação no Brasil tem melhorado, mas de uma forma muito lenta. "O ensino médio passou a ser obrigatório, a falta de professor que havia cinco anos atrás já não acontece tanto, as escolas estão com uma estrutura melhor. Mas a motivação dos alunos eu acho que não é grande coisa, pelo contrário, eu acho até que na minha época a gente não era tão desmotivado".


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Crianças digitais: elas estão crescendo ou nascendo assim?



Figurinhas, bolinhas de gude, esconde-esconde e outras brincadeiras: jogos do passado que felizmente nos acompanharam durante a infância. Certamente, muitos leitores nascidos nos anos 60 e 70 lembram com carinho e nostalgia da primeira vez que tiveram a ajuda de seus pais para aprender a andar de bicicleta ou dos campeonatos de bolinhas de gude na escola. No entanto, parece que, para as crianças de hoje, suas lembranças de infância estarão ligadas à aquisição do seu primeiro celular ou do primeiro computador pessoal. Elas nascem com conhecimentos incorporados e são chamadas de crianças digitais.

O espaço “Coluna Livre” publica artigos de opinião produzidos por leitores do Portal Aprendiz. O texto “Crianças digitais: elas estão crescendo ou nascendo assim?” foi produzido por Rubem Saldanha, Gerente de Educação da Intel Brasil.
Adotar novas práticas e convertê-las em hábito requer uma preparação cultural constante. É possível observar ao longo da história que o sucesso de uma invenção começa quando existe uma necessidade por parte da sociedade, que deve estar preparada para recebê-la. No entanto, o historiador e sociólogo Lewis Mumford destaca que, entre 1700 e 1850, a técnica se apoderou da imaginação: as máquinas e os objetos que a sociedade produzia eram desejados rapidamente. De alguma maneira, o sucesso não depende do objeto criado, mas sim da compreensão do seu uso, quer dizer, a função que as pessoas encontram nele.
Desde muito pequenas, as crianças mantêm uma relação com a tecnologia que alguns adultos jamais chegarão a alcançar. Os computadores voltados ao público infantil têm uma vida útil inferior a de dez anos atrás. Por isso eles preferem jogar nos dispositivos dos adultos e utilizam todas as ferramentas tecnológicas com grande facilidade e rapidez.
Estas crianças nasceram na era digital e crescem conhecendo as novas invenções; são atraídas pelos desenvolvimentos tecnológicos e desejam possuí-los. Ao interagir com seus jogos e brinquedos começam a amadurecer e a se preparar para o futuro, muitas vezes sem nem se dar conta disso.
Nos últimos anos, governos e empresas têm trabalhado em conjunto para que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) sejam incorporadas às salas de aula de forma adequada e efetiva. A televisão também estimula a convergência nas telas. Canais infantis da TV a cabo, por exemplo, recomendam que as crianças acessem suas páginas web para baixar conteúdo lúdico.
O que muitas vezes esquecemos é que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, motivo pelo qual devemos trabalhar e incentivar os valores que desejamos que perdurem ao longo do tempo. O fato é que os pais e as diferentes instituições – sejam elas públicas ou privadas – precisam saber acompanhar o crescimento e a evolução desta nova geração. O apoio dos adultos e de toda a cadeia educacional é fundamental para que os jovens façam bom uso das novas tecnologias e possam aplicá-las em seu benefício e da sociedade. No final de tudo, o que vale mesmo é incentivar e apoiar os interesses destas crianças, para que no futuro, seus sonhos se tornem realidade.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Programa de banda larga gratuita chega a 63 mil escolas



Mais de 63 mil escolas públicas de ensino Fundamental e Médio contam com conexão banda larga à internet dentro do Programa Banda Larga nas Escolas. O levantamento, divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), mostra que, de janeiro a agosto, o programa recebeu mais de 17 novas instituições por dia.
Segundo a Telebrasil, o projeto implantado pelas concessionárias de telefonia fixa tinha meta inicial de conectar 55 mil instituições de ensino, mas a previsão atual é de chegar a 70 mil escolas.
Do total de escolas conectadas, 37.773 são instituições municipais, 25.363 são estaduais e 258 federais. As escolas estão conectadas em velocidades que variam entre 2 megabits por segundo (Mbps) a 10 Mbps.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tecnologias na Educação: entre inovação e panaceia



Desde que o computador se tornou pessoal e a rede mundial, muito se fala sobre uma revolução iminente na educação – educação entendida como sistema escolar. O fato é que já estamos há duas décadas neste processo e o sistema de ensino pouco se afetou. Mas este baixo impacto da revolução tecnológica no ensino escolar não passou incólume – a cada dia, mais e mais se fala do fracasso do sistema, do descrédito da profissão de ensinar, da indisciplina dos estudantes. Os dois fenômenos – a revolução tecnológica e o fracasso do sistema escolar – estão ligados: a nova geração tem uma forma de pensar, agir, se comunicar e relacionar que não encontra ressonância no modelo escolar.

As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos necessários para o processo de aprendizagem. Não se trata de conteúdos, mas sim de estímulo à curiosidade, de diversão, de oportunidades para que se percebam autores, de diálogos múltiplos, de desafios constantes, de aventura. É assim que saem da passividade da sala de aula para o engajamento nas redes sociais.
O potencial das tecnologias para a inovação na educação está no reconhecimento desta inversão radical no papel do estudante, de objeto para sujeito da aprendizagem.  Quando a tecnologia entra no sistema de ensino sem isso, torna-se panaceia, remédio para a cura de todos os males, uma forma de dourar a pílula amarga da escola: o ambiente onde predomina a hostilidade entre estudantes e professores, os conteúdos descontextualizados, o ensino burocratizado, o desânimo generalizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de apostar na revolução empreendida pela hipermídia, com sua estrutura reticular, transversal, que favorece a exploração e a curiosidade, reproduz no mundo digital a forma enciclopédica, com sua coletânea de verbetes e fascículos que se empilham e acumulam mantendo a estrutura linear das notas, séries, disciplinas e aulas.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de promover a autoria do estudante no processo de aprendizagem, reproduz na forma digital a estrutura das aulas centradas no saber dos professores. Ver uma aula filmada pode ajudar o aluno a reter conteúdos, superando a relação hostil que marca a sala de aula real e dando-lhe a oportunidade de pausar e voltar, mas está longe de promover efetivo aprendizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de envolver os jovens em desafios reais como a colaboração coletiva em larga escala para uma nova descoberta ou para a disseminação de uma nova atitude, reproduz a artificialidade da sala de aula em games onde os riscos e as decisões a serem tomadas são todos controlados e limitados.
A tecnologia é inovadora na educação quando potencializa o autoaprendizado e as formas colaborativas de produção de conhecimento. A tecnologia é pílula dourada quando usada como ferramenta para reter conteúdos definidos externamente, ou para reproduzir no ambiente virtual um simulacro do real, assim como se faz em sala de aula. Nesta medida, quando reduzida a vídeos de aulas ou games de determinados conteúdos, a tecnologia aplica-se perfeitamente adoçar os amargos exames baseados em testes de múltipla escolha, por exemplo, tornando menos desagradável a tarefa de estudar conteúdos que não interessam às crianças e aos jovens. Mas, a tecnologia será inovadora quando for usada para avaliação da aprendizagem significativa em outras bases, que favoreçam a criatividade, o pensamento e a atitude críticos.
Em resumo, a tecnologia é inovadora na educação quando promove a transformação nas dimensões de tempo, espaço e relacionamento humano no ambiente educativo. Se as tecnologias da informação são usadas dentro das quatro paredes da sala de aula, nos horários fracionados das aulas, na abordagem especializada das disciplinas, sob autoridade do professor e voltadas para avaliações lineares e episódicas, então elas não aportam inovação e sim, reforço da mesma estrutura desgastada e distante das novas gerações.
O potencial revolucionário da tecnologia está dado. Hoje são milhões de pessoas conectadas no mundo todo, inclusive no Brasil, e novos aplicativos estão possibilitando cada vez mais o desenvolvimento da criação colaborativa, sob demanda, online, digital, móvel e inteligente.
As decisões a serem tomadas na educação devem considerar este fato e suas decorrências: as desigualdades em termos de autoria e difusão de ideias entre os que programam e os que não programam; a questão da validação dos conteúdos – se é um corpo editorial ou a comunidade de usuários, o que implica a necessidade de criação de uma massa crítica para fontes difusas; o uso da tecnologia para a promoção em escala da educação de qualidade. Estas são as questões decorrentes dos aspectos realmente inovadores das tecnologias na educação.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

EAD: Tecnologia promete eficiência na avaliação dos alunos



Para atender à exigência do Ministério da Educação (MEC) de que pelo menos 51% da nota de cada disciplina do aluno seja presencial, cursos de Educação a Distância (EAD) apostam na digitalização das provas.
Desde o primeiro semestre do ano passado, a PUC de Minas Gerais utiliza o Sistema de Gestão de Provas (SGP) nas avaliações dos cerca de 600 alunos de graduação e 2.200 de pós em EAD.
Desenvolvido fora da universidade, ele está sendo usado também em outras instituições de ensino e permite a criação de um banco de questões, a elaboração das provas a partir de critérios pré-definidos de dificuldade e a impressão diretamente no local da avaliação.
O CEO da empresa responsável pelo sistema, Adriano Guimarães, conta que em cada prova é impresso um QR code, uma espécie de código de barras. Depois que a tarefa é concluída pelo estudante, esse material é digitalizado e vai direto para o professor responsável pela disciplina. Através do software, o docente pode fazer comentários, riscar e fazer qualquer intervenção que faria com a avaliação física. A empresa criou também um aplicativo para tablets em que o professor pode corrigir a prova através da ferramenta com o dedo, como se estivesse com o papel na mão. "Ele pode levar o tablet pra praia e corrigir à beira-mar se quiser", conta Guimarães.
É possível ainda usar a mesma ferramenta no desktop para fazer correções e comentários. Depois disso, o teste é liberado para o aluno, que tem acesso através do navegador de internet. Esse processo pode ser feito tanto em desktops como em tablets, e não é necessário baixar um aplicativo.
O diretor de ensino a distância da PUC Minas, Marcos André Kutova, conta que, antes da implantação, esse processo era mais difícil e os alunos só tinham acesso às provas corrigidas se fizessem essa solicitação específica e, então, ela era enviada pelo correio. Na opinião do diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Luciano Sathler, esse retorno do professor é fundamental para a fixação e para o melhor entendimento do conteúdo por parte do estudante.
Para Sathler, as regras impostas pelo MEC - como a exigência de provas presenciais - para reconhecimento dos cursos são necessárias para o desenvolvimento sadio da atividade, mas acabam travando o processo. "Na Europa, Estados Unidos ou Ásia, a legislação não entra nesse nível de detalhe. No mundo inteiro a qualidade dos cursos é avaliada pelo resultado. No Brasil, é pelo resultado, pelo Enade, por exemplo, mas também pelo processo. Infelizmente, no nosso País, creio que isso seja necessário para que o EAD possa crescer em quantidade, mas com qualidade", explica Sathler.
Segundo censo realizado pelo MEC em 2010, existem no Brasil 930 cursos de graduação pelo método a distância. Além disso, são diversas as opções de pós-graduação nos quais o aluno não precisa estar no mesmo ambiente físico do professor, mas precisa ser avaliado como se estivesse. Ao todo, em 2010, um milhão de pessoas já estudavam através das diversas modalidades de ensino a distância no Brasil. O número impressiona, mas ainda representa pouco frente ao potencial de crescimento desse método de ensino. O diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Luciano Sathler, explica que, apesar de crescente, a baixa quantidade de jovens e adultos com ensino superior mostra o quanto a modalidade pode crescer.
FGV desenvolveu seu próprio sistema de avaliação digital
Depois de comprar o SGP, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) acabou criando sua própria versão e aplicou em todos os seus cursos online pagos - que atingem 90 mil alunos em 2012 -, além de parte dos gratuitos. O sistema teve modificações como permitir links entre as questões corrigidas e a posição no material didático em que se encontra a resposta correta. "O que a gente pode garantir é que a evolução do aluno depende do trinômio qualidade do material, conteúdo e desempenho. Essa ferramenta melhora o processo de avaliação em si. É possível destacar comentários que vão ajudar o aluno a complementar seu aprendizado", diz o diretor executivo da FGV Online, Stavros Xanthopoylos.
Na Unicamp existe apenas um curso em EAD. Coordenado pelo professor e pesquisador Munir Skaf, essa atividade faz parte de um convênio feito pelo governo de São Paulo que aprimora a formação dos professores da rede pública do Estado. Como 40 das 360 aulas do curso são feitas de modo presencial, as atividades discursivas ficam para esses momentos, e as provas são objetivas, aplicadas pelo setor de vestibulares da instituição. A plataforma de aulas, no entanto, é interativa e navegável, o que permite a troca tanto entre os alunos como entre esses e os mediadores.
Internet ruim mantém regiões afastadas longe das inovações
Segundo o diretor da ABED, algumas instituições de ensino não podem fazer a troca para sistemas mais modernos como o SGP simplesmente porque não há internet de banda larga em todas as regiões do Brasil. "Isso faz com que entidades de muito boa qualidade fiquem presas a tecnologias da década de 1970, como a transmissão de aulas via satélite", conta. Nesse caso, as provas são realizadas nos polos e enviadas para correção dos professores, e apenas as notas são divulgadas.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

domingo, 7 de outubro de 2012

Rede social quer aproximar jovens de instituições de ensino e de empresas



O Bizut é oferecido gratuitamente - DivulgaçãoUma rede social para a vida profissional, que mistura elementos do LinkedIn e do Facebook, com a finalidade de aproximar jovens, instituições de ensino e empresas. Essa é a proposta do Bizut (www.bizut.com.br), plataforma online gratuita em que jovens poderão receber orientação, concorrer a oportunidades de trabalho e ter aulas e notícias voltadas para a busca por emprego.
O Bizut foi criado para um público que vai desde a adolescência até o fim do período de universidade. Um dos principais objetivos é dar visibilidade a quem não tem experiência. Outra prioridade é oferecer informações sobre instituições de ensino e o mundo acadêmico.

Na plataforma, os usuários montam um perfil, que pode ter fotos, vídeos e um currículo acadêmico e profissional. Esse perfil pode ser enriquecido com o envio de arquivos de texto, PDFs e apresentações de slides de trabalhos realizados, dentro ou fora do ambiente de estudos, como espécie de portfólio. Também é possível adicionar amigos, compartilhar links e comentar nas postagens de outros usuários, em uma interação inspirada no Facebook, incluindo o botão "Gostar!", versão do "Like" da rede social norte-americana.
O portal oferece vagas de estágio e emprego, a que o usuário pode se candidatar. Empresas também podem selecionar candidatos em potencial mesmo que eles não concorram formalmente à vaga.
Existe ainda um espaço criado especificamente criado para as instituições de ensino, em que elas poderão ter acesso a alunos e recém-formados e fazer divulgação.
“O Bizut é um guia de profissões e universidades e expõe oportunidades profissionais, cursos e alternativas de especialização, com aulas online sobre os mais diversos temas e matérias, permitindo, também, interação entre aluno e professor”, afirma Anderson Nabuco, idealizador do projeto.
Nabuco já trabalhava com recrutamento e seleção para empresas e decidiu criar o Bizut porque percebeu uma brecha na área de buscas de pessoas com pouca experiência. "O Bizut nasceu a partir da percepção da carência de uma ferramenta de busca de pessoas que ainda não tenham uma história para contar."
O fundador afirma que algumas multinacionais estão em fase de fechamento de contrato de parceria com o Bizut. Segundo ele, uma das que vai utilizar a rede social é White Martins, que oferecerá 30 vagas de estágio.
Cerca de R$ 3 milhões foram investidos até aqui no projeto, de acordo com o idealizador. A equipe do portal é formada por 20 pessoas, de diversas áreas, como administração, economia e psicologia. Elas selecionam e publicam o conteúdo dos temas pertinentes.

Estadão

Com informações do Blog Educação

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maioria dos mestres e doutores trabalha com educação, diz pesquisa



Carlos Alberto Kamienski  tem doutorado em ciência da computação e dá aulas na Federal do ABC (Foto: Divulgação)As instituições de ensino são as que mais empregam profissionais com mestrado e doutorado no Brasil. De acordo com o Censo Demográfico de 2010, 32,30% dos mestres e 47,78% dos doutores trabalham no ramo da educação, seja pública ou privada. Os dados fazem parte de um estudo estatístico sobre mestrado que está sendo realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O estudo será lançado dentro de um mês e os números parciais foram divulgados com exclusividade ao G1.


Apesar de historicamente, mestres e doutores brasileiros seguirem carreiras acadêmicas e serem absorvidos por escolas e universidades, o levantamento do CGEE mostra que outros setores têm se interessado por profissionais com pós-graduação stricto sensu, que proporciona título de mestrado ou doutorado, ao término do curso.
Depois da educação, os setores que mais empregam mestres e doutores são saúde humana e serviços sociais, seguido pelos departamentos de administração pública, defesa e seguridade social (veja números abaixo). O estudo revela que o país possuía até 2010, 566.027 pessoas com títulos de mestrado e 218.721 de doutorado. Entre os doutores, 43% trabalham com carteira assinada e 31% em regime de funcionalismo público. Já entre os mestres os números são: 50% (carteira assinada) e 20% (funcionários públicos).
Veja quem emprega mestres e doutores no Brasil
SetorMestreDoutor
Educação32,30%
 
47,78%
 
Saúde humana e serviços sociais11,64%
 
15,17%
 
Administração pública, defesa e seguridade social12,72%
 
10,01%
Atividades profissionais, científicas e técnicas10,53%
 
9,46%
 
Atividades financeiras e de seguros3,51%
 
1,28%
Indústrias de transformação
(ex.refinarias de petróleo, indústrias automotivas, entre outras)
5,23%
 
2,46%
 
Demais áreas24,07%13,84%
Fonte: Censo demográfico 2010/ elaborado pelo CGEE
Segundo Sofia Daher, assessora técnica do CGEE responsável pelo estudo, há uma tendência da indústria contratar profissionais com pós-graduação, e não apenas as instituições de ensino. “Os doutores titulados recentemente tendem a ir mais para a indústria do que há 10 anos. O próprio mercado pede esta mão de obra qualificada ao abrir espaço para pesquisas.”

Mestre e doutor em ciência da computação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Alberto Kamienski, de 45 anos, é professor da Universidade Federal do ABC, que possui campi em Santo André e São Bernardo, no ABC. Na instituição, 100% do corpo docente tem título de doutorado. Antes da docência, Kamienski teve a experiência de atuar em indústrias e também a de ter a própria empresa, mas gosta mesmo é de ser professor.

Segundo ele, as empresas estão investindo em pesquisa e há muita demanda por profissional com pós-graduação nas áreas tecnológicas. “Mudou-se a cultura e hoje quem faz mestrado ou doutorado não necessariamente quer seguir a carreira acadêmica. O mercado precisa de mestres e doutores para fazer pesquisa, isso é comum nos países desenvolvidos.”
A área de TI é muito dinâmica, não teria dificuldade se tivesse de ir para o mercado, mas tenho interesse pela academia, talvez por vocação."
Carlos Alberto Kamienski, professor da UFABC
Kamienski diz que a visão de que teve do mercado o ajuda em sala de aula, e apesar de ter propostas com salários irrecusáveis de empresa privadas, optou pela carreira acadêmica. “A área de TI é muito dinâmica, não teria dificuldade se tivesse de ir para o mercado, mas tenho interesse pela academia, talvez por vocação.”
O professor afirma que na universidade está sempre se atualizando com o contato com os alunos. Para ele, independente dos objetivos, vale a pena apostar na pós-graduação stricto sensu. “Os cursos dão uma visão mais crítica e a pessoa fica preparada para analisar o ambiente, detectar problemas e encontrar soluções, fica treinada para inovações.”
Quem pretende ingressar em um mestrado ou doutorado para lecionar, tem como aliado a meta 13 do Plano Nacional de Educação que deve aumentar o número de vagas nas instituições de ensino. Em tramitação no Congresso, o plano estabelece metas de qualidades para educação para os próximos dez anos. A meta 13 diz que 75% dos docentes em exercício das instituições de ensino superior devem ter diploma de pós-graduação, sendo, do total, 35% de doutorado.
Edgar Rizzatti tem pós-doc e trabalha com pesquisa no Laboratório Fleury (Foto: Divulgação)Edgar Rizzatti tem pós-doc e trabalha com pesquisa no Laboratório Fleury (Foto: Divulgação)
‘Existe um nicho de mercado’
Edgar Gil Rizzatti, de 37 anos, é médico, fez pós-doutorado nos Estados Unidos e teve pouca experiência como professor. Há cinco anos, ele trabalha como gerente de pesquisa e desenvolvimento do Laboratório Fleury, em São Paulo. Rizatti é hematologista, atua na área de linfomas, e se interessou pela iniciação científica já durante o curso de graduação em medicina na Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
No Fleury, o hematologista coordena uma equipe de 16 profissionais, todos com título de pós, que trabalha com atividades de pesquisa e desenvolvimento de novos testes e diagnósticos. Também presta consultoria médica avaliando resultados de exames e propondo estratégias de investigação de possíveis doenças.
Para Rizatti, há um crescente interesse de instituições privadas em contratar profissionais mais qualificados. “O doutorado não é só para lecionar. Muitos profissionais chegam nesse nível de formação e existe um nicho de mercado. Pensei na carreira acadêmica, mas houveram desdobramentos na minha vida e me surgiu a oportunidade na esfera privada. Pretendo continuar neste caminho.” O especialista diz que os pesquisadores são fundamentais em diferentes segmentos, pois quanto mais diferenciada a formação do indivíduo mais ele funciona como uma agente de conhecimento na área em que atua. "E dessa forma pode contribuir para o desenvolvimento."

G1


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Nasa ensinará a montar veículo espacial em projeto da Skype


Em comemoração ao Dia do Professor na segunda-feira, dia 15 de outubro, a Skype está adicionando organizações ao projeto Skype in the Classroom: a Rede Aprendizagem Digital da Nasa, o Museu Nacional da Marinha Real Britânica e HMS Victory, o British Council , o Woodland Trust, a VerbalizeIt, a Action Aid, a Education through Expedition e a Choose2Matter. O Centro de Aprendizado Digital da agência espacial americana, por exemplo, contará com projetos nos quais os alunos poderão aprender a preparar um veículo espacial para decolagem, ajudar os cientistas e engenheiros a explorar os princípios básicos da matéria e desenhar seu próprio distintivo de missão espacial.
As turmas participantes também poderão descobrir como é viver e trabalhar no espaço e serão apresentadas a noções básicas de robótica.
Claire Jordan, diretora de Aprendizado do Museu Nacional da Marinha Real Britânica e HMS Victory , disse que "o Skype oferece uma maneira brilhante de fazer contato com as escolas de todo o mundo, que de outra forma não saberiam que nós oferecemos oficinas superinteressantes". "O alcance da Marinha Real é global e há um interesse genuíno por sua história em todo o mundo. No entanto, apesar desse interesse, as restrições geográficas significam que a grande maioria das escolas (mesmo aquelas na Grã-Bretanha) nunca teriam a chance de realmente nos visitar. Ser capaz de levar as nossas coleções a mais pessoas e dar a oportunidade de aprender sobre o Museu Nacional da Marinha Real e HMS Victory via Skype é incrível".
As novas organizações reunirão mais de 38 mil professores que já trabalham juntos em 2 mil projetos educacionais globais já em andamento. Os professores podem tirar proveito desses recursos valiosos ao se inscrever gratuitamente no site do Skype in the Classroom (em inglês). Uma vez cadastrados, os educadores podem explorar os espaços de colaboração do Skype in the Classroom, acessar uma variedade de conteúdos dessas organizações, aprender sobre novas e interessantes formas de utilizar as chamadas com vídeo do Skype nas suas escolas e conectar seus alunos com uma seleção global de especialistas convidados.

Software britânico ajuda crianças com discalculia a aprender matemática


Na caixa de e-mails de Karima Esmail, uma mãe norte-americana contava, desesperada, o seu problema: sua filha tem 18 anos e sonha em ser cabeleireira, mas simplesmente não consegue. Apesar de ser inteligente e se comunicar perfeitamente, ela não sabe fazer cálculos simples, como dar um troco ou um desconto, muito menos estimar proporção, misturar produtos químicos e xampus na medida correta para pintar cabelos ou fazer tratamentos capilares. A jovem não consegue lidar com conceitos numéricos porque, agora sua mãe sabe, tem discalculia .



“A mãe dela me dizia: ‘onde foi que eu errei? Eu quero que ela volte e aprenda tudo do zero’. Imagina quanto sofrimento e quanta limitação essa menina já não teve que passar na vida?”, pergunta Karima, engenheira britânica que vem desenvolvendo, desde 2008, o Dynamo Maths, um software para ajudar crianças e jovens com esse problema e que já foi adotado por mais de 4.000 escolas inglesas.
Dividido em quatro níveis e com 240 módulos ao todo, as atividades coloridas, dinâmicas e com estímulos auditivos começam tentando ajudar a criança a identificar padrões, ligar o “nome” do número à sua representação gráfica e ensinar os princípios das operações matemáticas básicas. As etapas do conhecimento matemático são construídas pouco a pouco, de forma que a plataforma, nos níveis mais avançados, trabalha pontos que são claramente importantes para a vida cotidiana, como ver a hora em relógio de ponteiro e entender o conceito de frações.
Cada movimento da criança fica registrado e é acessível aos profissionais que acompanham seu desenvolvimento, bem ao estilo adaptive learning. Os relatórios individuais gerados orientam as atividades que o professor pode fazer com os alunos. Os pais também podem conferir como o filho tem evoluído em cada tópico e dar o suporte necessário de casa.
Além de estarem disponíveis eletronicamente, os módulos estão também em PDF e podem ser impressos para que os jogos sejam trabalhados cara a cara entre criança e adulto, sem o intermédio de um computador. Quando um aluno aprende padrões de figuras geométricas, por exemplo, círculo, quadrado e retângulo podem ser impressos, recortados e, a partir de uma cartolina, permitir que o estudante faça manualmente a atividade apresentada no ambiente online. O programa deu tão certo ao ser aplicado individualmente no contraturno com alunos em dificuldade que, em muitas escolas, passou a ser usado também por crianças sem discalculia.
 
A ideia de criar uma ferramenta que ajudasse no numeramento das crianças surgiu quando Karima, então trabalhando com engenharia, precisou ajudar sua filha de 7 anos numa prova. Ela percebeu que os professores estavam muito pouco preparados para a alfabetização numérica. “As pessoas não dão a atenção que o numeramento precisa. É ele que dá as primeiras conexões com o mundo. As crianças precisam compreender receitas, ver as horas no relógio, fazer contas, viajar, entender quando o ônibus vai passar”, diz Kalima. Essa dificuldade, que no Reino Unido afeta em média duas crianças por sala de aula, ainda é muito mal percebida pela sociedade e nem os profissionais da educação estão preparados para lidar com ela, diz a especialista.
Monica Weinstein, mãe de uma jovem de 18 anos que tem discalculia e diretora do IABCD, instituto que cuida de crianças com transtorno de aprendizagem, concorda. Ela conta que sua filha tinha dificuldades permanentes com números e que, desde que a menina tinha seis anos, a família vinha buscando entender o que acontecia. A resposta, diz Monica, veio da própria menina, depois de muita procura especializada. “Foram muitos especialistas ao longo de muitos anos. Eles enxergavam dificuldades específicas, mas não fechavam o quadro da discalculia. Aos 13 anos, assistindo um documentário da BBC sobre transtornos de aprendizagem, minha filha fez seu próprio diagnóstico.”
Com todo essa despreparo até para entender que aquela dificuldade não tem nada a ver com preguiça, o aluno é estigmatizado por professores e colegas. “Crianças que vão mal em matemática normalmente sofrem de ansiedade porque percebem que seus colegas são muito mais rápidos nas atividades”, afirma Karima, mostrando a cópia de um exercício feito por um aluno discalcúlico. Ele não conseguia completar as operações matemáticas mais simples e seu professor, ao corrigir a atividade, marcou a caneta todos os erros e sugeriu que ele estudasse mais.
Diferentemente de uma simples dificuldade em matemática, a discalculia é um transtorno neurológico que afeta a vida cotidiana das pessoas e suas causas não foram completamente compreendidas pela ciência. Também não há um tratamento correto nem remédio para tratar da doença, ressalta Karima, o que acaba aumentando a importância do papel articulado entre famílias e escola. E, claro, quanto mais cedo a condição for identificada, melhor.
Monica ressalta que, quanto mais complexos os assuntos da matemática vão ficando, maior é o desafio para o aluno. “Mesmo que haja acompanhamento e intervenção, os conteúdos de ensino médio são muito difíceis para quem tem discalculia. Tem de haver um acompanhamento intensivo e customizado para que exista uma evolução nos conteúdos da aprendizagem matemática. Por isso é muito importante que o diagnóstico seja feito precocemente”, afirma.
Se o assunto ainda é tabu e pouco estudado no Reino Unido, o panorama não é nada diferente no Brasil. Não há números exatos de quantas crianças sofram com a doença no país, mas estima-se que cerca de 6% da população tenham algum tipo de deficiência de aprendizagem – discalculia, dislexia, déficit de atenção ou outras.

IG