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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Crianças digitais: elas estão crescendo ou nascendo assim?



Figurinhas, bolinhas de gude, esconde-esconde e outras brincadeiras: jogos do passado que felizmente nos acompanharam durante a infância. Certamente, muitos leitores nascidos nos anos 60 e 70 lembram com carinho e nostalgia da primeira vez que tiveram a ajuda de seus pais para aprender a andar de bicicleta ou dos campeonatos de bolinhas de gude na escola. No entanto, parece que, para as crianças de hoje, suas lembranças de infância estarão ligadas à aquisição do seu primeiro celular ou do primeiro computador pessoal. Elas nascem com conhecimentos incorporados e são chamadas de crianças digitais.

O espaço “Coluna Livre” publica artigos de opinião produzidos por leitores do Portal Aprendiz. O texto “Crianças digitais: elas estão crescendo ou nascendo assim? foi produzido por Rubem Saldanha, Gerente de Educação da Intel Brasil.
Adotar novas práticas e convertê-las em hábito requer uma preparação cultural constante. É possível observar ao longo da história que o sucesso de uma invenção começa quando existe uma necessidade por parte da sociedade, que deve estar preparada para recebê-la. No entanto, o historiador e sociólogo Lewis Mumford destaca que, entre 1700 e 1850, a técnica se apoderou da imaginação: as máquinas e os objetos que a sociedade produzia eram desejados rapidamente. De alguma maneira, o sucesso não depende do objeto criado, mas sim da compreensão do seu uso, quer dizer, a função que as pessoas encontram nele.
Desde muito pequenas, as crianças mantêm uma relação com a tecnologia que alguns adultos jamais chegarão a alcançar. Os computadores voltados ao público infantil têm uma vida útil inferior a de dez anos atrás. Por isso eles preferem jogar nos dispositivos dos adultos e utilizam todas as ferramentas tecnológicas com grande facilidade e rapidez.
Estas crianças nasceram na era digital e crescem conhecendo as novas invenções; são atraídas pelos desenvolvimentos tecnológicos e desejam possuí-los. Ao interagir com seus jogos e brinquedos começam a amadurecer e a se preparar para o futuro, muitas vezes sem nem se dar conta disso.
Nos últimos anos, governos e empresas têm trabalhado em conjunto para que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) sejam incorporadas às salas de aula de forma adequada e efetiva. A televisão também estimula a convergência nas telas. Canais infantis da TV a cabo, por exemplo, recomendam que as crianças acessem suas páginas web para baixar conteúdo lúdico.
O que muitas vezes esquecemos é que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, motivo pelo qual devemos trabalhar e incentivar os valores que desejamos que perdurem ao longo do tempo. O fato é que os pais e as diferentes instituições – sejam elas públicas ou privadas – precisam saber acompanhar o crescimento e a evolução desta nova geração. O apoio dos adultos e de toda a cadeia educacional é fundamental para que os jovens façam bom uso das novas tecnologias e possam aplicá-las em seu benefício e da sociedade. No final de tudo, o que vale mesmo é incentivar e apoiar os interesses destas crianças, para que no futuro, seus sonhos se tornem realidade.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Programa de banda larga gratuita chega a 63 mil escolas



Mais de 63 mil escolas públicas de ensino Fundamental e Médio contam com conexão banda larga à internet dentro do Programa Banda Larga nas Escolas. O levantamento, divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), mostra que, de janeiro a agosto, o programa recebeu mais de 17 novas instituições por dia.
Segundo a Telebrasil, o projeto implantado pelas concessionárias de telefonia fixa tinha meta inicial de conectar 55 mil instituições de ensino, mas a previsão atual é de chegar a 70 mil escolas.
Do total de escolas conectadas, 37.773 são instituições municipais, 25.363 são estaduais e 258 federais. As escolas estão conectadas em velocidades que variam entre 2 megabits por segundo (Mbps) a 10 Mbps.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tecnologias na Educação: entre inovação e panaceia



Desde que o computador se tornou pessoal e a rede mundial, muito se fala sobre uma revolução iminente na educação – educação entendida como sistema escolar. O fato é que já estamos há duas décadas neste processo e o sistema de ensino pouco se afetou. Mas este baixo impacto da revolução tecnológica no ensino escolar não passou incólume – a cada dia, mais e mais se fala do fracasso do sistema, do descrédito da profissão de ensinar, da indisciplina dos estudantes. Os dois fenômenos – a revolução tecnológica e o fracasso do sistema escolar – estão ligados: a nova geração tem uma forma de pensar, agir, se comunicar e relacionar que não encontra ressonância no modelo escolar.

As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos necessários para o processo de aprendizagem. Não se trata de conteúdos, mas sim de estímulo à curiosidade, de diversão, de oportunidades para que se percebam autores, de diálogos múltiplos, de desafios constantes, de aventura. É assim que saem da passividade da sala de aula para o engajamento nas redes sociais.
O potencial das tecnologias para a inovação na educação está no reconhecimento desta inversão radical no papel do estudante, de objeto para sujeito da aprendizagem.  Quando a tecnologia entra no sistema de ensino sem isso, torna-se panaceia, remédio para a cura de todos os males, uma forma de dourar a pílula amarga da escola: o ambiente onde predomina a hostilidade entre estudantes e professores, os conteúdos descontextualizados, o ensino burocratizado, o desânimo generalizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de apostar na revolução empreendida pela hipermídia, com sua estrutura reticular, transversal, que favorece a exploração e a curiosidade, reproduz no mundo digital a forma enciclopédica, com sua coletânea de verbetes e fascículos que se empilham e acumulam mantendo a estrutura linear das notas, séries, disciplinas e aulas.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de promover a autoria do estudante no processo de aprendizagem, reproduz na forma digital a estrutura das aulas centradas no saber dos professores. Ver uma aula filmada pode ajudar o aluno a reter conteúdos, superando a relação hostil que marca a sala de aula real e dando-lhe a oportunidade de pausar e voltar, mas está longe de promover efetivo aprendizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de envolver os jovens em desafios reais como a colaboração coletiva em larga escala para uma nova descoberta ou para a disseminação de uma nova atitude, reproduz a artificialidade da sala de aula em games onde os riscos e as decisões a serem tomadas são todos controlados e limitados.
A tecnologia é inovadora na educação quando potencializa o autoaprendizado e as formas colaborativas de produção de conhecimento. A tecnologia é pílula dourada quando usada como ferramenta para reter conteúdos definidos externamente, ou para reproduzir no ambiente virtual um simulacro do real, assim como se faz em sala de aula. Nesta medida, quando reduzida a vídeos de aulas ou games de determinados conteúdos, a tecnologia aplica-se perfeitamente adoçar os amargos exames baseados em testes de múltipla escolha, por exemplo, tornando menos desagradável a tarefa de estudar conteúdos que não interessam às crianças e aos jovens. Mas, a tecnologia será inovadora quando for usada para avaliação da aprendizagem significativa em outras bases, que favoreçam a criatividade, o pensamento e a atitude críticos.
Em resumo, a tecnologia é inovadora na educação quando promove a transformação nas dimensões de tempo, espaço e relacionamento humano no ambiente educativo. Se as tecnologias da informação são usadas dentro das quatro paredes da sala de aula, nos horários fracionados das aulas, na abordagem especializada das disciplinas, sob autoridade do professor e voltadas para avaliações lineares e episódicas, então elas não aportam inovação e sim, reforço da mesma estrutura desgastada e distante das novas gerações.
O potencial revolucionário da tecnologia está dado. Hoje são milhões de pessoas conectadas no mundo todo, inclusive no Brasil, e novos aplicativos estão possibilitando cada vez mais o desenvolvimento da criação colaborativa, sob demanda, online, digital, móvel e inteligente.
As decisões a serem tomadas na educação devem considerar este fato e suas decorrências: as desigualdades em termos de autoria e difusão de ideias entre os que programam e os que não programam; a questão da validação dos conteúdos – se é um corpo editorial ou a comunidade de usuários, o que implica a necessidade de criação de uma massa crítica para fontes difusas; o uso da tecnologia para a promoção em escala da educação de qualidade. Estas são as questões decorrentes dos aspectos realmente inovadores das tecnologias na educação.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

EAD: Tecnologia promete eficiência na avaliação dos alunos



Para atender à exigência do Ministério da Educação (MEC) de que pelo menos 51% da nota de cada disciplina do aluno seja presencial, cursos de Educação a Distância (EAD) apostam na digitalização das provas.
Desde o primeiro semestre do ano passado, a PUC de Minas Gerais utiliza o Sistema de Gestão de Provas (SGP) nas avaliações dos cerca de 600 alunos de graduação e 2.200 de pós em EAD.
Desenvolvido fora da universidade, ele está sendo usado também em outras instituições de ensino e permite a criação de um banco de questões, a elaboração das provas a partir de critérios pré-definidos de dificuldade e a impressão diretamente no local da avaliação.
O CEO da empresa responsável pelo sistema, Adriano Guimarães, conta que em cada prova é impresso um QR code, uma espécie de código de barras. Depois que a tarefa é concluída pelo estudante, esse material é digitalizado e vai direto para o professor responsável pela disciplina. Através do software, o docente pode fazer comentários, riscar e fazer qualquer intervenção que faria com a avaliação física. A empresa criou também um aplicativo para tablets em que o professor pode corrigir a prova através da ferramenta com o dedo, como se estivesse com o papel na mão. "Ele pode levar o tablet pra praia e corrigir à beira-mar se quiser", conta Guimarães.
É possível ainda usar a mesma ferramenta no desktop para fazer correções e comentários. Depois disso, o teste é liberado para o aluno, que tem acesso através do navegador de internet. Esse processo pode ser feito tanto em desktops como em tablets, e não é necessário baixar um aplicativo.
O diretor de ensino a distância da PUC Minas, Marcos André Kutova, conta que, antes da implantação, esse processo era mais difícil e os alunos só tinham acesso às provas corrigidas se fizessem essa solicitação específica e, então, ela era enviada pelo correio. Na opinião do diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Luciano Sathler, esse retorno do professor é fundamental para a fixação e para o melhor entendimento do conteúdo por parte do estudante.
Para Sathler, as regras impostas pelo MEC - como a exigência de provas presenciais - para reconhecimento dos cursos são necessárias para o desenvolvimento sadio da atividade, mas acabam travando o processo. "Na Europa, Estados Unidos ou Ásia, a legislação não entra nesse nível de detalhe. No mundo inteiro a qualidade dos cursos é avaliada pelo resultado. No Brasil, é pelo resultado, pelo Enade, por exemplo, mas também pelo processo. Infelizmente, no nosso País, creio que isso seja necessário para que o EAD possa crescer em quantidade, mas com qualidade", explica Sathler.
Segundo censo realizado pelo MEC em 2010, existem no Brasil 930 cursos de graduação pelo método a distância. Além disso, são diversas as opções de pós-graduação nos quais o aluno não precisa estar no mesmo ambiente físico do professor, mas precisa ser avaliado como se estivesse. Ao todo, em 2010, um milhão de pessoas já estudavam através das diversas modalidades de ensino a distância no Brasil. O número impressiona, mas ainda representa pouco frente ao potencial de crescimento desse método de ensino. O diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Luciano Sathler, explica que, apesar de crescente, a baixa quantidade de jovens e adultos com ensino superior mostra o quanto a modalidade pode crescer.
FGV desenvolveu seu próprio sistema de avaliação digital
Depois de comprar o SGP, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) acabou criando sua própria versão e aplicou em todos os seus cursos online pagos - que atingem 90 mil alunos em 2012 -, além de parte dos gratuitos. O sistema teve modificações como permitir links entre as questões corrigidas e a posição no material didático em que se encontra a resposta correta. "O que a gente pode garantir é que a evolução do aluno depende do trinômio qualidade do material, conteúdo e desempenho. Essa ferramenta melhora o processo de avaliação em si. É possível destacar comentários que vão ajudar o aluno a complementar seu aprendizado", diz o diretor executivo da FGV Online, Stavros Xanthopoylos.
Na Unicamp existe apenas um curso em EAD. Coordenado pelo professor e pesquisador Munir Skaf, essa atividade faz parte de um convênio feito pelo governo de São Paulo que aprimora a formação dos professores da rede pública do Estado. Como 40 das 360 aulas do curso são feitas de modo presencial, as atividades discursivas ficam para esses momentos, e as provas são objetivas, aplicadas pelo setor de vestibulares da instituição. A plataforma de aulas, no entanto, é interativa e navegável, o que permite a troca tanto entre os alunos como entre esses e os mediadores.
Internet ruim mantém regiões afastadas longe das inovações
Segundo o diretor da ABED, algumas instituições de ensino não podem fazer a troca para sistemas mais modernos como o SGP simplesmente porque não há internet de banda larga em todas as regiões do Brasil. "Isso faz com que entidades de muito boa qualidade fiquem presas a tecnologias da década de 1970, como a transmissão de aulas via satélite", conta. Nesse caso, as provas são realizadas nos polos e enviadas para correção dos professores, e apenas as notas são divulgadas.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

domingo, 7 de outubro de 2012

Rede social quer aproximar jovens de instituições de ensino e de empresas



O Bizut é oferecido gratuitamente - DivulgaçãoUma rede social para a vida profissional, que mistura elementos do LinkedIn e do Facebook, com a finalidade de aproximar jovens, instituições de ensino e empresas. Essa é a proposta do Bizut (www.bizut.com.br), plataforma online gratuita em que jovens poderão receber orientação, concorrer a oportunidades de trabalho e ter aulas e notícias voltadas para a busca por emprego.
O Bizut foi criado para um público que vai desde a adolescência até o fim do período de universidade. Um dos principais objetivos é dar visibilidade a quem não tem experiência. Outra prioridade é oferecer informações sobre instituições de ensino e o mundo acadêmico.

Na plataforma, os usuários montam um perfil, que pode ter fotos, vídeos e um currículo acadêmico e profissional. Esse perfil pode ser enriquecido com o envio de arquivos de texto, PDFs e apresentações de slides de trabalhos realizados, dentro ou fora do ambiente de estudos, como espécie de portfólio. Também é possível adicionar amigos, compartilhar links e comentar nas postagens de outros usuários, em uma interação inspirada no Facebook, incluindo o botão "Gostar!", versão do "Like" da rede social norte-americana.
O portal oferece vagas de estágio e emprego, a que o usuário pode se candidatar. Empresas também podem selecionar candidatos em potencial mesmo que eles não concorram formalmente à vaga.
Existe ainda um espaço criado especificamente criado para as instituições de ensino, em que elas poderão ter acesso a alunos e recém-formados e fazer divulgação.
“O Bizut é um guia de profissões e universidades e expõe oportunidades profissionais, cursos e alternativas de especialização, com aulas online sobre os mais diversos temas e matérias, permitindo, também, interação entre aluno e professor”, afirma Anderson Nabuco, idealizador do projeto.
Nabuco já trabalhava com recrutamento e seleção para empresas e decidiu criar o Bizut porque percebeu uma brecha na área de buscas de pessoas com pouca experiência. "O Bizut nasceu a partir da percepção da carência de uma ferramenta de busca de pessoas que ainda não tenham uma história para contar."
O fundador afirma que algumas multinacionais estão em fase de fechamento de contrato de parceria com o Bizut. Segundo ele, uma das que vai utilizar a rede social é White Martins, que oferecerá 30 vagas de estágio.
Cerca de R$ 3 milhões foram investidos até aqui no projeto, de acordo com o idealizador. A equipe do portal é formada por 20 pessoas, de diversas áreas, como administração, economia e psicologia. Elas selecionam e publicam o conteúdo dos temas pertinentes.

Estadão

Com informações do Blog Educação