Seguidores

Faça sua pesquisa aqui

Google

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Especialista: formação do professor é investimento, não custo



Consultor de organizações como o Banco Mundial, Unesco e a OCDE, além de autor de livros que são referência no assunto, Hargreaves vê na dinâmica .... Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
O futuro das transformações educacionais no mundo está na inovação, na inclusão e na incorporação de tecnologias digitais no aprendizado - mas a importância do professor em sala de aula não diminui. A avaliação é do professor de Educação Andrew Hargreaves, da Lynch School of Education da Boston College, nos Estados Unidos.
Consultor de organizações como o Banco Mundial, Unesco e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e autor de livros que são referência no assunto, Hargreaves vê na dinâmica adotada em alguns países desenvolvidos um modelo para resgatar a qualidade da educação. Essa mudança passa por uma formação mais rigorosa dos educadores, bem como políticas de incentivo à profissão.

Hargreaves discute também como a ideia do design thinking pode aproximar professores e alunos, além de promover um aprendizado adaptado às necessidades particulares de cada estudante - fugindo, assim, dos padrões utilizados tradicionalmente. "O design thinking trata de aproximar mudanças ou inovações de uma organização por meio da ideia de que todos os esforços têm um design ou uma arquitetura implícitos, baseados em suposições sobre como as pessoas se comportam, o que as motiva e como eles mudam", explica.
No livro The Fourth Way: The Inspiring Future for Educational Change (O Quarto Caminho: o futuro inspirador para mudar a educação, em tradução livre), discutiu o termo fourth way para descrever os fatores comuns e os princípios que caracterizam países e escolas com alto desempenho educacional.
"Em economias desenvolvidas, o first way das décadas de 1960 e 1970 (os anos de Paulo Freire no Brasil) tiveram excelentes ideais progressistas de justiça social e inovação, mas sem meios para alcançá-los. O second way de (Margaret) Thatcher, (Ronald) Reagan e (Augusto) Pinochet impôs uma forma de ampliação dessa mudança através da padronização, do controle e da competição de mercado. O third way de (Bill) Clinton e (Tony) Blair tentou encontrar um meio-termo entre o mercado e o Estado e proporcionando mais apoio e formação aos professores", explica. Fourth way trata de um modelo mais democrático, com mais envolvimento da comunidade e professores com mais autonomia em relação ao governo e corresponsabilidade sobre os alunos.
Confira, em entrevista concedida ao Terra, as principais observações do professor em relação à educação no mundo e no Brasil:
Terra - O senhor poderia dar exemplos de como aplicar o design thinking em uma organização?
Andrew Hargreaves - Alguns modelos presumem que o trabalho é simples, as pessoas não são dignas de confiança e precisam ser motivadas por incentivos externos. Outras arquiteturas de mudança supõem que o trabalho é complexo, as pessoas são motivadas pela satisfação intrínseca em fazer um trabalho interessante e útil e são confiáveis para encontrar suas próprias soluções para os problemas.
A organização que adota essas arquiteturas dá aos funcionários maior habilidade de decisão, incentiva-os a colaborar e reconhece que a maior inovação vem de baixo.
Terra - Que tipo de vantagem isso pode trazer para o processo de ensino e aprendizado?
Hargreaves - Isso pode ajudar as pessoas a ver a interligação de um sistema, como as partes trabalham juntas e afetam umas às outras. Nem todo mundo aprende da mesma forma - algumas pessoas aprendem bem ouvindo ou lendo; outras têm de testar fisicamente um conceito científico por meio da manipulação de materiais. Alguns aprendem rápido; outros levam mais tempo. Isso nos leva a debater quais tipos de currículos são necessários para atender a uma variedade de estudantes.
Um dos princípios de concepção do currículo é chamado design universal. Em vez de primeiro criar um edifício para só depois pensar em como ele pode ser adaptado para pessoas com deficiência, se concebe uma edificação que, desde o início, pode ser usada e desfrutada pelo máximo de pessoas possível. O mesmo vale para uma sala de aula: em vez de pensar uma que presume que todos viverão a experiência da mesma maneira e só depois fazer ajustes para aqueles cujo aprendizado é diferente, é melhor propiciar, desde o início, experiências de ensino inclusivas.
Terra - Qual é a diferença entre esse método e o tradicional?
Hargreaves - Os métodos tradicionais são padronizados. Embora haja algumas exceções, inclusive no Brasil, por mais de cem anos, o ensino tem um currículo pré-definido, para crianças agrupadas por idade e seguindo o mesmo ritmo, de uma forma bastante padronizada.
Alguns movimentos modernos de reforma querem perpetuar e até mesmo intensificar isso - concentrando apenas em alfabetização e matemática nos primeiros anos, prescrevendo o currículo de forma severa e monitorando todos por meio de testes padronizados.
Terra - O senhor poderia apontar bons exemplos de design thinking (ou do fourth way) aplicadas à educação no mundo?
Hargreaves - Entre os países que eu já havia mencionado (Canadá, Finlândia e Cingapura), o mais relevante deles para o Brasil, talvez, seja Cingapura, que passou do terceiro mundo para um país de primeiro mundo em uma geração e meia, e onde a transformação do sistema educacional foi grande parte dessa conquista.
Despesas de educação em Cingapura ficam atrás apenas das despesas militares. Professores iniciantes são pagos tanto quanto engenheiros, para atrair os melhores matemáticos e cientistas para o ensino. Há uma grande ênfase na inovação curricular, e há aplicações muito eficazes da tecnologia em combinação com um bom ensino, sem substituí-lo. Colaboração e comunicação são valores primordiais. Cingapurianos dizem que passam adiante suas melhores ideias porque isso os leva a inventar novas. Todos nós podemos aprender com isso.
Terra - Como o senhor vê a posição social, a reputação e a valorização do professor em uma perspectiva mundial?
Hargreaves - Nos países onde o desempenho da educação são os mais altos do mundo, como Canadá, Cingapura e Finlândia, os professores têm alto valor social. Eles são bem pagos e muito bem treinados.
Eles trabalham em ambientes bastante colaborativos, onde os professores detêm uma responsabilidade coletiva sobre os estudantes em geral, não apenas sobre aqueles matriculados em sua sala de aula. Os professores são vistos como pessoas que criam o futuro da sociedade. Eles são um investimento, não um custo.
Infelizmente, com a crise financeira global, os professores são vistos como uma carga tributária cara e um custo para os estados endividados. Portanto, há muitas medidas que visam a incentivar pessoas a lecionar por apenas alguns anos enquanto jovens (o que mantém o custo do ensino baixo), regular o ensino com mais força (o que permite remover pessoas indesejadas da profissão mais facilmente), reduzir as qualificações exigidas para o ensino e tentar substituir, sempre que possível, o método tradicional pela aprendizagem online de forma independente.
Em países em desenvolvimento, essa situação é ainda mais problemática, pois os bancos internacionais de crédito frequentemente impõem uma proibição nos aumentos de salário para professores como condição de empréstimo. O resultado é um corpo docente com baixa qualificação, sem tempo para colaborar (porque às vezes os professores têm de trabalhar em dois empregos) e sem as habilidades para mediar o uso da tecnologia na sala de aula.
Terra - Em que sentido o processo de formação de professores precisa ser melhorado?
Hargreaves - A preparação dos professores, assim como a de médicos, é extremamente importante para torná-lo um profissional. Infelizmente, a qualidade da formação do professor é muito variável. Por razões históricas, muitas instituições de ensino voltadas para esse tipo de formação contam com professores e instrutores que não foram bons educadores, ou sequer atuaram como professores.
Os que buscam essa formação são mal supervisionados nas escolas e muitas vezes são espalhados em diversas escolas (o que resulta em um suporte deficiente) em vez de trabalhar em equipes, desenvolvendo os mesmos projetos em menos escolas. Países de alto desempenho em educação têm menos instituições de formação de professores, porém de maior porte, com maior qualidade. Os educadores ficam intimamente ligados a escolas locais e também mantêm uma boa comunicação com a política governamental.
Terra - O que precisa ser mudado para melhorar a educação em países com o Brasil?
Hargreaves - Nos últimos anos, a Organização das Nações Unidas enfatizou justamente a necessidade de acesso universal ao ensino primário básico para todas as crianças. O governo brasileiro tem tomado medidas heroicas que o tornaram um líder mundial em pagar as famílias para enviar seus filhos à escola, para que eles não tenham que trabalhar ou catar coisas na rua para sustentar suas famílias, que vivem em extrema pobreza. O próximo objetivo, acredito, é o acesso universal à educação de qualidade.
O objetivo a longo prazo é mudar a preparação dos professores e melhorar sua remuneração, para que isso não os desvie do núcleo de seu trabalho. No curto prazo, há grandes evidências de que, em qualquer grupo de professores, é possível melhorar significativamente a qualidade do ensino ao reforçar o capital social dos docentes oferecendo oportunidades para que eles vejam exemplos de boas práticas em outras escolas, tecnologia para se comunicarem online etc. Esse esforço envolve um custo baixo para um retorno mais rápido, ao mesmo tempo em que o país aumenta lentamente o seu investimento na profissão docente como um todo.
A segunda questão que afeta a qualidade é a equidade. Relatórios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico mostram claramente que, se você quiser aumentar a qualidade, você tem que melhorar a equidade. Então, Brasil e outros países como ele devem procurar formas de reduzir as diferenças de qualidade entre as escolas públicas e privadas, por meio de subsídios e outras medidas.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Instituto Cervantes criará rede ibero-americana para formação de professores



O Instituto Cervantes aproveitará a 4ª edição do Congresso Internacional da Língua Espanhola, que será realizado no Panamá em novembro de 2013, para concluir a criação de uma rede ibero-americana de centros de formação de professores de espanhol como língua estrangeira.
"A criação dessa rede é algo urgente", declarou nesta terça-feira o diretor do Instituto Cervantes, Víctor García de la Concha, durante a apresentação de "El Libro del Español Correcto", editado pela Espasa.

Desde que assumiu a direção do Cervantes, em janeiro de 2012, García de la Concha vem insistindo na necessidade de reforçar a vocação ibero-americana deste organismo, além de contar com as instituições e universidades latino-americanas para promover a língua espanhola pelo mundo.
O diretor do Cervantes, que acaba de voltar de uma viagem ao México, também falou "com diferentes autoridades" sobre a criação dessa rede ibero-americana de centros de formação de professores de espanhol.
"Esperamos que essa rede possa estar configurada em novembro de 2013, algo que é tido como urgente pela grande necessidade de professores preparados".
A formação desses professores deverá levar em conta as especificidades de cada região do mundo. "Não é a mesma coisa ensinar espanhol a um chinês e a um alemão ou a um maia que chega aos Estados Unidos", completou.
García de la Concha também se reuniu hoje com o diretor da cidade madrilena de Alcalá de Henares, Javier Belo, a quem assinalou que essa cidade será a sede da Rede Ibero-Americana de Centros de Professores de Espanhol.
Ao término da reunião, Belo celebrou a escolha de Alcalá como sede do projeto e exaltou sua experiência como ponte de união com a região ibero-americana e na formação de professores de espanhol.
O próximo Congresso Internacional da Língua Espanhola estará organizado, como todos estes grandes encontros culturais, pelas Academias da Língua Espanhola e pelo Instituto Cervantes.
O último congresso da língua espanhola, que deveria ocorrer em Valparaíso (Chile), em março de 2010, teve que ser suspenso por causa de um forte terremoto que sacudiu o país poucos dias antes. No entanto, as conferências foram realizadas via internet e evitaram assim que os esforços por trás de cada congresso fossem perdidos.
A primeira edição desse congresso foi realizada na cidade mexicana de Zacatecas em 1997, seguida de Valladolid (Espanha), em 2001; Rosário (Argentina), em 2004, e Cartagena das Indias (Colômbia), em 2007.
EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Em reunião com a CNTE, Aloizio Mercadante defende 100% dos royalties do petróleo para a educação e o reajuste do piso nacional


Em reunião com a CNTE nesta terça-feira, o ministro Aloizio Mercadante defendeu a inclusão de medida que direciona 100% dos royalties do petróleo para a educação no Plano Nacional de Educação e a aplicação imediata do PNE. "Minha preocupação é que o PNE não vire um tratado de Kyoto onde todo mundo concorda, mas ninguém aplica", afirmou. Mercadante irá ao senado em audiência pública na próxima quinta-feira para defender os 100% dos royalties para a educação no texto do PNE.
A proposta do critério de reajuste do Piso Nacional do Magistério elaborada pela CNTE, Undime, Campanha Nacional Pelo Direito à Educação e Comissão de Educação e Cultura na Câmara, que prevê a reposição da inflação pelo INPC e mais 50% equivalente ao crescimento das receitas do Fundeb, anualmente, também fez parte da reunião.
Roberto Leão, presidente da CNTE, lembrou que a proposta da CNTE é a de um reajuste mais seguro e substancial para os professores, contando com a aprovação de Mercadante. O ministro afirmou que o MEC não apoiará nenhuma negociação que não vise ganho real para os professores. Agora, a CNTE irá pressionar os deputados para que o governo encaminhe uma Medida Provisória aprovando o reajuste ainda este ano. Nesta quarta-feira, a CNTE se reunirá com a deputada Fátima Bezerra, líder da Comissão de Educação e Cultura na Câmara.
O MEC também se comprometeu a priorizar a homologação do parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a jornada, respeitando o 1/3 da hora atividade. O objetivo é chegar a uma solução até o final do ano.
Assine a petição defendendo o veto e a destinação de 100% dos royalties do petróleo para educação, através desse link.

Por CNTE

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sala de aula Star Trek ajuda crianças a aprender matemática



Com mesas sensíveis ao toque e conectadas ao quadro negro, sala permite mais participação e pro-atividade dos alunos. Foto: DivulgaçãoTudo no futuro parece que será conectado e sensível ao toque: o que inclui as salas de aula. Pesquisadores da universidade de Durham, no Reino Unido, descobriram que trabalhar coletivamente e com mesas multi-touch ajuda as crianças a aprender matemática.
Um estudo que durou cerca de três anos e fez experimentos com mais de 400 estudantes, a maioria de 8 a 10 anos, percebeu que a flexibilidade e a fluência dos baixinhos com os números melhoram quando eles trabalham em grupo em mesas sensíveis ao toque - a sala é chamada de Star Trek. A ideia é que todos contribuem para o raciocínio, de forma criativa e coletiva.

"Percebemos que as mesas encorajam os estudantes a colaborar mais efetivamente. Ficamos impressionados ao observar grupos de estudantes ajudando a melhorar o entendimento dos outros de conceitos de matemática. Esse tipo de colaboração não aconteceu quando os estudantes usaram papel", diz a pesquisadora chefe, Liz Burd, da Escola de Educação da Durham.
"Nosso objetivo era estimular níveis maiores de engajamento dos estudantes, onde o conhecimento é obtido no compartilhamento, na criatividade e na resolução de problemas, em vez de ao assistir (as aulas) passivamente", continua Liz. Segundo os dados da pesquisa - publicados no periódicoLearning and Instruction -, as crianças que trabalham em grupo e com mesas multi-touch melhoraram a flexibilidade e a fluência em matemática, enquanto as que lidaram com papel melhoraram apenas a flexibilidade.
O projeto Synergy, no qual se insere a pesquisa, desenvolveu mesas capazes de perceber múltiplos toques simultâneos graças a sensores de visão que leem luzes infravermelhas. As mesas são conectadas entre si e com um quadro inteligente.
O programa desenvolvido pelos pesquisadores da universidade permite que o professor envie diferentes exercícios para cada mesa, e também de uma mesa para a outra, para que, por exemplo, um grupo complemente o trabalho do anterior. Ainda é possível o docente acompanhar cada grupo de alunos, identificar se algum está com dificuldades e o auxiliar sem atrapalhar a atividade coletiva dos demais.
"É possível atingir fluência em matemática pela prática, mas ampliar a capacidade dos estudantes de achar diferentes soluções aritméticas é algo mais difícil de ensinar. Essa sala de aula pode ajudar professores a usar o aprendizado colaborativo para melhorar a flexibilidade dos alunos com a matemática", afirma a pesquisadora Emma Mercier.
Os custos de implantar salas de aula como a Star Trek ainda é alto, dizem os pesquisadores, mas desde o início dos estudos os valores baixaram consideravelmente, apontam. Eles ainda indicam que outras disciplinas poderiam se beneficiar da tecnologia tanto quanto a matemática.
O Synergy foi desenvolvido em 12 escolas do nordeste britânico e é uma iniciativa interdisciplinar com colaboração da Escola de Educação, do Departamento de Psicologia e do Departamento de Ciência da Computação.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mercadante entrega 200 tablets para professores em Brasília



O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, entregou 200 tablets aos coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa. Os equipamentos são destinados à capacitação de professores. ''Há uma demanda explosiva por educação no Brasil. A desigualdade social está na escola'', disse o ministro em solenidade realizada nesta terça-feira, em Brasília.

Para Mercadante, começar a capacitação dos tablets pelo professor do ensino médio é estratégico. ''Estamos discutindo em como melhorar o ensino médio e temos que fortalecer o professor dentro de sala de aula e o melhor caminho é o tablet'', avaliou Mercadante.
Foram licitados pela pasta dois modelos de tablets, um com sete e outro com 9,7 polegadas. As vencedoras foram as empresas brasileiras Positivo e Digibras. Os Estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013.
Para dar início à capacitação pedagógica de professores do ensino médio da rede pública de todo País, o ministério adquiriu 5 mil unidades de tablets para serem utilizados no projeto piloto do Proinfo Integrado. A entrega dos aparelhos nas escolas será realizada em 2013. Os coordenadores do programa farão curso de formação para, em seguida, treinar os multiplicadores, que formarão os professores em cada estado participante.
O modelo de sete polegadas para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste tem um custo aos cofres públicos de R$ 278,90 e, para o Nordeste e Sul, de R$ 276,99. Já o modelo de 9,7 polegadas será adquirido pelos Estados pelo valor de R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste e de R$ 462,49 para Nordeste e Sul. De acordo com o ministro, um tablet de 7 polegadas com as mesmas especificações é vendido no mercado brasileiro por R$ 799, em média.
Segundo Mercadante, com a entrega de novas tecnologias da informação, os professores e as escolas públicas vão poder combinar os equipamentos com as demais mídias. Ele citou o Portal do Professor, onde estão disponíveis cerca de 15 mil aulas criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministro destacou que todas as obras literárias e livros didáticos adquiridos pela pasta também estão disponíveis no equipamento.
O Ministério da Educação (MEC) transferiu este ano R$ 117 milhões a 24 estados e Distrito Federal para compra de 382.317 tablets, que serão destinados inicialmente a professores de escolas de ensino médio do país. Mercadante anunciou também que na próxima sexta-feira, ministros da Educação dos países do Mercosul vão se reunir em Brasília e lançarão um programa de intercâmbio digital.



Com informações do Blog do Professor Ivanilson

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Anunciado em 2011, projeto do MEC não entregou nenhum tablet



A menos de um mês para o fim do ano letivo, o programa nacional de distribuição de tablets para professores de ensino médio da rede estadual não entregou nenhum aparelho. Anunciada em 2011 pelo Ministério da Educação (MEC), a distribuição dos aparelhos estava prevista para iniciar ainda em 2012.
Em fevereiro deste ano, o ministro Aloizio Mercadante afirmou que cerca de R$ 150 milhões seriam utilizados para comprar e distribuir 600 mil tablets ainda em 2012.
Até o início do mês de novembro, segundo o MEC, o valor total do projeto, cerca de R$ 330 milhões, foi utilizado pelos estados que aderiram ao programa para adquirir 409.793 dos 900 mil tablets que devem ser distribuídos até 2013. Ainda de acordo com o ministério, o atraso na distribuição dos aparelhos se deve à variação no prazo de entrega, que depende dos contratos feitos por cada estado.
No Pará, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a primeira remessa de 12.458 tablets, que serão utilizados em 545 escolas, está em processo de aquisição, e o treinamento dos professores começará em 2013. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação da Bahia, o estado já fechou contrato com uma fabricante de tablets, mas não possui informações sobre a data de entrega dos produtos. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Educação estima que 34.340 tablets sejam distribuídos em dezembro. Com investimento de cerca de R$ 9,5 milhões, o Paraná pretende distribuir 27 mil tablets de 7 e 10 polegadas para os professores da rede estadual até janeiro de 2013, além de comprar mais 5 mil, para estoque de reserva.
Nos dois estados mais populosos do País, a distribuição dos tablets também não começou ainda. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, os 73 mil aparelhos estão previstos para serem distribuídos a partir de dezembro, enquanto em Minas Gerais, de acordo com a assessoria da secretaria de educação do estado, 66.294 tablets poderão ser utilizados pelos professores do ensino médio apenas em 2013.
Fabricados no Brasil pelas empresas CCE Digibras e Positivo Informática, os tablets terão a distribuição restrita a escolas da rede estadual, em áreas urbanas e com internet banda larga sem fio. Amapá e Maranhão são os únicos estados que não aderiram ao programa. Com 7 ou 10 polegadas e conteúdos de disciplinas como física e química traduzidos de portais em inglês, os tablets devem chegar a institutos federais e escolas da rede municipal em um segundo estágio do programa, e sem recursos federais nessas últimas, segundo o MEC.
Programa não prevê capacitação de professores
O uso dos tablets em sala de aula já vem sendo adotado em diversos países, e pode ser sinônimo de melhora no desempenho escolar, segundo pesquisa da norte-americana Abilene Christian University. Após três anos de estudos com estudantes da própria universidade, os pesquisadores afirmaram que aqueles que utilizaram seus iPads para anotar os conteúdos vistos em sala de aula apresentaram um desempenho 25% maior em relação aos colegas que escreveram a matéria no caderno.
No caso do programa do MEC, no entanto, a falta de uma definição de estratégias de utilização das ferramentas e capacitação dos professores, gera um pessimismo entre especialistas em educação. "As expectativas não são muito boas, pois programas como esse já nascem enviesados; não se pensa na formação do professor e na infraestrutura das escolas. Essas iniciativas devem ser bem planejadas, pois a tecnologia tem cada vez mais relevância no processo educacional, e a garotada precisa aprender a usar materiais multimídia que interessem a eles, que evitem que o ensino se torne tedioso. É muito além de sair por aí comprando equipamento", destaca Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania, que trabalha com projetos educacionais e tem sede em São Paulo (SP).
Além do programa federal, iniciativas dos próprios estados já levam tablets para as salas de aula do ensino médio de colégios públicos. Em Pernambuco, a secretaria de educação implantou, em 2008, o Professor Conectado, que forneceu notebooks para todos os professores da rede estadual e internet sem fio em 450 escolas estaduais. Até o final de 2013, o órgão pretende levar rede sem fio a todas as 1,1 mil escolas da rede. Além de aderir ao programa do MEC, encomendando 18 mil tablets para os professores do ensino médio (ainda sem previsão de entrega), a secretaria está distribuindo, desde julho deste ano, tablets para os estudantes da rede estadual do 2º e do 3º anos do ensino médio, em 750 escolas.
Segundo o secretário de educação do estado, Anderson Gomes, o programa teve um custo de R$ 115 milhões, e até meados de novembro, 170 mil tablets devem ser utilizados pelos alunos pernambucanos. "Houve atrasos sim, mas eles foram superados, e os alunos estão recebendo normalmente os tablets. É cedo para dizer qual o impacto do programa, e a discussão deve ultrapassar a necessidade ou não de ter o tablet, pois não podemos pensar mais em um ambiente onde o estudante não tem contato com a tecnologia, que é uma ferramenta adicional para obtenção de informação", destaca.
Uma das primeiras escolas a receber os tablets do governo de Pernambuco, o Ginásio Pernambucano conta com 700 alunos no ensino médio, e cerca de 470, matriculados nos dois últimos anos, utilizam os tablets desde julho. Segundo a gestora geral do colégio, Neuza Pontes de Mendonça, os estudantes podem levar o produto para casa, mas só utilizam a ferramenta em aula com a autorização do professor.
Apesar de destacar como positivo o uso dos tablets no ambiente escolar, com o aumento do interesse dos estudantes por pesquisas relacionadas com disciplinas estudadas na sala de aula, Neuza ressalta a falta de orientação prévia aos alunos e professores sobre o conteúdo disponível nos tablets antes do recebimento dos produtos. "Não houve diretamente um projeto pedagógico, uma preparação anterior. Passamos a entender o funcionamento do tablet apenas quando ele chegou na escola. Não houve grandes dificuldades, e os alunos estão aproveitando a ferramenta como um recurso pedagógico na elaboração de trabalhos e blogs, mas se nós soubéssemos quais conteúdos seriam distribuídos, o uso teria sido mais fácil", afirma.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Rio de Janeiro terá escola integral focada em novas tecnologias



Uma escola onde o aluno será protagonista de sua formação, participando da construção do próprio saber e envolvendo-se nos processos de aprendizagem. É esta a ambição do Ginásio Experimental de Novas Tecnologias (GENTE), escola piloto de tempo integral que começa a ser implementada em 2013 na Rocinha, comunidade da zona sul carioca, pela Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro.

A primeira unidade do GENTE terá sede na Escola Municipal André Urani, com capacidade para atender 210 alunos do 7º ao 9º anos. Beatriz Alqueres, gerente de projetos estratégicos da Secretaria explica que os alunos não serão reunidos por ano seriado, mas por competências. “O objetivo não é trabalhar por conteúdo, mas com a construção de habilidades”, diz.
Norteada por um princípio de excelência acadêmica aliada aos projetos de vida dos alunos, a concepção do GENTE partiu de estudos feitos com escolas inovadoras internacionais, onde foi possível observar formas pioneiras nos processos de avaliação, na ambientação interna, na gestão e formação dos docentes.
Itinerários
Ao ingressar no GENTE todos os alunos passarão por uma prova diagnóstica para identificar possíveis deficiências ou níveis diferentes de aprendizagem. Feito o teste, os alunos receberão um itinerário formativo, com foco nas habilidades e competências que desenvolverão durante aquele período e pelas quais avançarão. As avaliações bimestrais serão realizadas por um sistema informatizado, aplicadas no computador, gerando resultados imediatamente.
Cumprida a grade de atividades básicas, o aluno pode escolher, segundo seus interesses, quais atividades eletivas quer realizar, constituindo uma aprendizagem individualizada e personalizada. Entre as disciplinas eletivas, estão “cineclube”, “construção de blogs como portfólio”, “inteligência artifical” – em parceria com a Universidade de Stanford –, “webdesign”, “programação básica” e “os últimos livros de Shakespeare, em inglês” – esta última viabilizada graças a uma parceria com a Universidade de Harvard.
Para proporcionar maior eficácia, as aulas valorizam a transdisciplinaridade, em ambientes amplos e integrados, com projetos desenvolvidos a partir de uma situação problema ou perguntas dos próprios alunos. Os professores são polivalentes, atuando em todos os núcleos do conhecimento. “O professor se torna um arquiteto da aprendizagem do aluno, disponibilizando recursos no itinerário do estudante. Seu papel não será o de transmissor, mas daquele que garante a aprendizagem”, ressalta Beatriz.

Solidários
A ideia é que o professor acompanhe os alunos mais de perto, tornando-se um tutor a partir das motivações identificadas com os ideais e projeto de vida elaborado pelo aluno. O efeito é estratégico. De acordo com Beatriz, “isso aumenta a motivação para se frequentar a escola, a assiduidade, encontrando mais sentido pela aplicação prática dos saberes”.
As novas tecnologias serão empregadas como recursos didáticos para motivar e ampliar o envolvimento dos alunos. Cadernos serão substituídos por tablets e smartphones, e usados tanto por alunos quanto professores.
Outro eixo norteador das atividades são o desenvolvimento das habilidades não cognitivas, tais como a desenvoltura socioemocional, além da criatividade e da colaboração em grupo. “Num projeto como esse, o foco é justamente criar cidadãos mais autônomos, solidários e competentes, capazes de intervir onde vivem com projetos e estratégias criticas e participativas”, ressalta Beatriz.
Rocinha
“A Rocinha é uma região da cidade com carência de escolas ginasiais que atendam do 7º ao 9º ano”, observa Beatriz Alquéres. Com três escolas municipais e um Ciep – Centro Integrado de Educação Pública –, a Rocinha é a região administrativa da cidade que tem a população com menor nível de escolaridade entre todas do município do Rio de Janeiro, segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com Beatriz, o local que abrigará o GENTE foi um clube esportivo, recentemente desativado, o que também favoreceu a transformação do espaço em unidade escolar de tempo integral. “Uma área que é dominada por uma milícia do tráfico vai depender de mil outros fatores [para mudar], mas também da formação das pessoas daquele território e da consciência da influência da participação deles na transformação”.
Território de alta vulnerabilidade social, a Rocinha, localizada entre os bairros da Gávea e São Conrado, conta atualmente com 69,3 mil moradores, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No dia 13 de novembro de 2011, numa intervenção integrada entre as forças armadas e as polícias Federal, Civil e Militar, a comunidade viu serem apreendidas armas e drogas, além de terem sido detidos suspeitos e criminosos ligados ao narcotráfico.
Conhecida como “Operação Choque de Paz”, um ano depois a região permanece patrulhada por 700 policiais militares. Embora a ocupação tenha trazido serviços básicos que antes não chegavam à comunidade, como água, luz e coleta de lixo, outras solicitações ainda não foram atendidas, como melhoria no trânsito e tratamento de esgoto.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Facebook, Twitter e YouTube: eles podem ser os melhores amigos dos seus estudos

Se você considera Facebook, Twitter e YouTube companheiros só para a hora do lazer, está na hora de pensar diferente. Ferramentas como essas podem ser seus melhores amigos nos estudos, dizem especialistas de tecnologias da educação.
Quer escrever melhor? Conte com a ajuda de Twitter, Wikipédia e um blog. Treinar línguas estrangeiras? O Facebook pode dar uma bela mão. Entender melhor a reprodução das plantas gimnospermas? Talvez a resposta esteja lá no YouTube, entre todos aqueles vídeos de palhaçadas. São usos como esses e muitos outros que estão fazendo das ferramentas aliadas do aprendizado.

Twitter, Facebook, blogs, YouTube... Como eles podem ajudar nos estudos

Foto 5 de 5 - Mais Arte/UOL
As novas tecnologias nos tornaram consumidores vorazes de informação. Ao mesmo tempo, nos deram instrumentos poderosos para nos comunicar com quantas pessoas quisermos. “Nesse processo, podemos aprender muito mais sobre nós mesmos e o mundo”, diz Will Richardson, em seu livro Blogs, wikis, podcasts and other powerful Web tools for classrooms (Ed. Corwin, sem tradução para o português).

 

Não caia em armadilhas

Mas para tirar o melhor proveito da internet sem cair em armadilhas, é preciso responsabilidade e um tanto de cuidado. Isso é verdade principalmente para os mais novos, que em muitos casos aprenderam sozinhos a se virar no mundo virtual sem ter um guia. “A escola precisa ajudá-los nisso, pois tem por função preparar os alunos para a vida. Essa função cabe também aos pais”, diz Marcos Telles, consultor da DynamicLab, empresa especializada no uso da tecnologia no ensino.
É preciso preparo para entender as consequências do que se faz na internet. Também é essencial ter em mente que nem toda informação é confiável. Isso vale para os adultos também, para protegerem a si próprios e desempenharem o papel de mediadores na hora de falar sobre o assunto com os pequenos.
“É um trabalho em parceria. Os jovens sabem mais sobre tecnologia, enquanto os mais velhos têm mais noção sobre os riscos envolvidos”, diz Valdenice Minatel, coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo (SP).

UOL EDUCAÇÃO

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cinco passos para a sua empresa dominar as redes sociais com sucesso



Thinkstock
Thinkstock
Treinamento de mídia social está se tornando cada vez mais fundamental para muitas empresas nos dias de hoje. Embora a prática tenha começado como um adicional na área de comunicação, agora, companhias como PepsiCo, Adidas e HP não só tornaram a plataforma parte do currículo, como oferecem treinamento para os seus funcionários sobre o tema.
Uma motivação óbvia para formalizar programas e políticas de mídias sociais em uma empresa é evitar um desastre nas redes sociais. Um exemplo é o vídeo "Dirty Domino’s Pizza" (Pizza suja da Domino’s), em que dois funcionários da rede aparecem brincando com os alimentos durante a preparação. O resultado? Ambos foram demitidos e presos sob a acusação de adulteração de alimentos. Três anos depois, quando se faz uma pesquisa no Google sobre a empresa, esse vídeo é o quinto resultado encontrado.
Empresas como Unisys, Sprint e HP têm um treinamento de mídias sociais para evitar esse tipo de crise e mostrar aos funcionários como as redes sociais podem ser ferramentas valiosas do negócio, que podem aumentar desempenho e produtividade.
Segundo Sara Folkerts, gerente de mídias sociais da Sprint, os funcionários muitas vezes ficam confusos em como usar a rede interna de forma correta. Ela notou que os empregados se esquecem das regras assim que ficam on-line. Por causa disso, a empresa decidiu estabelecer algumas regras gerais específicas para a internet.
Mas implementar esse treinamento não é um processo simples. Aqui vão cinco passos que simplificarão a medida e ajudarão no futuro da sua empresa.
1. Comece cedo
Na Unisys, a primeira coisa que os novos funcionários tomam conhecimento é a política de redes sociais. É um dos passos da contratação. “Nós começamos a tratar do assunto no primeiro dia de trabalho do novo empregado. Logo, teremos um vídeo explicativo sobre como agir nas redes sociais”, afirma Gloria Burke, diretora do departamento de conhecimento e colaboração da empresa. Criar um treinamento para novos funcionários envia uma mensagem para todos os outros de que existem regras nas mídias sociais.
2. Crie uma marca para o programa de treinamento de redes sociais
Os funcionários ficam mais entusiasmados e comprometidos e sentem que fazem parte de uma marca. Na Sprint, o programa de treinamento de redes sociais é chamado Sprint Ninja. A empresa incluiu alguns dos princípios relacionados às artes marciais, como autocontrole, moderação e cortesia, e os colocou no programa. Os cerca de 2.400 voluntários fazem um workshop de duas horas para conseguir seu certificado Ninja. O próximo passo é desenvolver uma versão on-line do programa.
3. Seja específico e explícito sobre o que pretende
Para muitas pessoas, é complicado entender a fusão de “social” com “trabalho”. Na Sprint, por exemplo, foram apresentadas sugestões de tweets e posts no Facebook para os seus funcionários. Isso fez com que os empregados se sentissem apoiados. Outra ideia é sugerir que, quando tratarem da empresa, coloquem, à frente da frase: “doando meu post para a [nome da empresa]”. “Eles acham isso tranquilizante, pois mistura trabalho e vida social, mas, ao mesmo tempo, as duas coisas continuam distintas”, afirma Sara.
4. Inclua mecanismos de jogos para engajar e recompensar os funcionários
As empresas devem entender que, apesar de redes sociais serem divertidas, são uma responsabilidade a mais para os funcionários. Por isso, usar técnicas de jogos para engajar, reconhecer e até recompensar quem completar o treinamento são uma boa estratégia. Alex Flagg, diretor de redes sociais da HP, acredita que o sucesso da empresa se deve também a essa estratégia.
5. Crie um veículo para melhoramento contínuo
Faça com que exista um meio para que os funcionários treinados compartilhem suas práticas com os outros. Como é algo social, os supervisores devem permitir e encorajar conversas durante o processo de treinamento. Eles também devem ouvir as experiências dos seus funcionários e estarem dispostos a se adaptarem ao retorno que receberem.

FORBES BRASIL

PL 2.565/11 – royalties do petróleo: VETA TUDO, DILMA!


veta_tudo_dilma_banner_final

O desentendimento da bancada do Governo e a astúcia dos que não têm nenhum compromisso com a qualidade da educação pública, fizeram com que a Câmara dos Deputados perdesse a oportunidade histórica de dar um novo e definitivo rumo ao Brasil. Por 9 votos (220 a 211), a proposta que destinava 100% dos royalties do petróleo para a educação pública brasileira foi derrotada.
A liberdade com que os royalties circularão nos caixas das administrações públicas, à luz do PL 2.565/11, cria entraves não apenas para o cumprimento das urgentes metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que calcula a necessidade de um patamar de investimento público equivalente a 10% do PIB em educação pública, como também macula a capacidade de transformação da sociedade brasileira. Em outras palavras, corre-se o risco de a riqueza do petróleo não ser investida adequadamente em prol do Brasil e das futuras gerações.
Além do PNE, que perde uma das mais promissoras fontes de financiamento, a valorização dos profissionais da educação também foi prejudicada. Uma das alegações para o desrespeito à Lei Nacional do Piso do Magistério, por Estados e Municípios, é exatamente a insuficiência das verbas.
Apesar de redistribuir as receitas com royalties com os Estados e Municípios não produtores, que receberão R$ 8 bilhões (oito bilhões de reais) em 2013, o PL 2.565/11, aprovado pelo Congresso, contém inúmeros vícios de inconstitucionalidade. O mais grave é o erro de cálculo que alcança 101% dos recursos provenientes da extração de plataforma continental, a partir de 2019.
Portanto, para evitar a judicialização da Lei dos Royalties e o mal uso do recurso público, clamamos: VETA TUDO, DILMA!
O Brasil está diante de uma rara chance de construir um novo futuro: próspero e justo.
#VETAtudoDILMA!, para que o país supere as gritantes desigualdades e promova a equidade social por meio da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada para todos e todas.
A mobilização é urgente! Junte-se a esta luta!
Quem concorda, participa! Quem concorda, compartilha!
Assine aqui a petição pelo veto ao PL2565/11.

Por CNTE

CNTE lança abaixo-assinado para o veto ao projeto de lei dos royalties do petróleo



Como mais uma forma de pressionar a presidenta Dilma a vetar todo o projeto de lei 2.565/11, que trata da redistribuição dos royalties do petróleo, a CNTE lança uma petição online com o objetivo de conseguir o maior número de assinaturas possível. Através desse link você pode assinar o abaixo-assinado, compartilhar com seus amigos e contribuir com essa campanha!
Saiba porque isso é importante!
O Plano Nacional de Educação, aprovado recentemente na Câmara dos Deputados, contém 20 metas que exigem a aplicação de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto do país em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, ao longo da próxima década. Caso essa condição deixe de ser atendida, o PNE não passará de mais uma carta de intenções, a exemplo da versão aprovada em 2001, que teve sua meta de investimento de 7% do PIB vetada.
Mesmo com a crise internacional, o Brasil tem conseguido manter os empregos, a renda dos(as) trabalhadores(as) e um consistente processo de inclusão social. Todavia, o país ainda sofre contenções estruturais, sobretudo no aspecto da qualidade da educação, que dificulta promover maior expansão do PIB e, consequentemente, melhores condições de vida para mais brasileiros(as).
A destinação de 100% dos royalties do petróleo para a Educação, embora não seja suficiente para garantir a integralidade dos recursos necessários para cumprir todas as metas do PNE, é indispensável para alavancar o financiamento educacional e para valorizar a aplicação republicana de uma fonte de riqueza não perene.

Por CNTE

Cérebros portáteis e seu potencial de mudar educação



Apalpe o seu bolso ou vasculhe na sua bolsa. Encontrou um aparelhinho retangular? Pois ele não é só um telefone celular. Ele é, na opinião do consultor internacional em tecnologia Scott Klososky, um dos responsáveis por algumas das drásticas mudanças que têm ocorrido na forma como as pessoas aprendem e ensinam. Esses dispositivos móveis – e nessa conta Klososky inclui smartphones e tablets – são o que chamam de “cérebros portáteis”: equipamentos que dão acesso fácil, rápido e gratuito a um volume muito maior de informação do que a humanidade jamais viu.

“Se entendermos que agora temos aparelhos que aumentam o que o nosso cérebro faz, isso muda completamente a forma como devemos ensinar as crianças, como colocamos a tecnologia em prol da educação”, disse Klososky em entrevista ao Porvir. Para o especialista, que estará em São Paulo em janeiro no evento Innovate 2013 Re-imagining School, com a facilidade de se chegar a qualquer informação, os antigos métodos de ensino, baseados na memorização e na repetição, tornaram-se inadequados. “Não faz mais o menor sentido exigir que os alunos decorem coisas. Todo o tipo de dado está disponível para qualquer um na internet”, disse.
Assim, com a facilidade de se chegar a qualquer informação, o que a escola deve fazer é ensinar o aluno a encontrar os dados de que precisa e interpretá-los corretamente. “Hoje é muito mais importante saber resolver problemas, ser criativo, ter pensamento crítico, habilidades que vão ajudá-los a prosperar no mundo”, diz ele.  Além da quantidade disponível de dados, um segundo fator tem sido fundamental nas mudanças que vêm ocorrendo no universo educacional: a facilidade de conexão com qualquer ser humano no mundo. “Qualquer pessoa pode entrar em contato com qualquer outra no mundo instantaneamente e de graça”, afirma.
Para ele, essas novas dinâmicas de troca de informação desburocratizam a transmissão do conhecimento, não é mais a universidade a única detentora do conhecimento. Os processos coletivos de troca de conteúdo, chamados de crowdsourcing, permitem que as pessoas se beneficiem com “a sabedoria das multidões” – a chamada educação informal, da qual ele mesmo se beneficiou: apesar de ser um aluno que sempre teve boas notas, ele “odiava, odiava mesmo”, segundo suas palavras, a escola; saiu do ensino médio e foi direto trabalhar porque precisava ajudar a família e, com o que aprendeu na vida, se tornou um dos especialistas de tecnologia mais respeitados nos EUA.
Apesar de ter esses dois caminhos muito bem definidos sobre o que tem mudado a educação, as perspectivas não são tão claras e a mensagem que Klososky passa é de alerta. As tecnologias estão avançando em passo acelerado, os mercados vão cobrar dos alunos habilidades que os ensinos tradicionais são menos capazes de prover, há iniciativas muito bem pensadas que estão acompanhando o movimento, mas essa percepção ainda não é generalizada. “As escolas ainda devem demorar uns 10 ou 20 anos até que aprendam como fazer uso das tecnologias no ensino”, afirma.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Educação estaria passando pela maior inovação em 200 anos, diz revista



O cientista de computação Anant Agarwal lançou uma pergunta em um projeto de aulas online da Harvard: qual foi a maior inovação na educação nos últimos 200 anos? Agarwal foi nomeado esse ano para coordenar a EdX, uma faculdade digital gratuita da Harvard, nos Estados Unidos O objetivo do cientista com a questão inicial é confirmar se novas formas de educação digital prometem mesmo um futuro promissor para a área.

De acordo com a revista MIT Technology Review, para Agarwal, a educação está prestes a mudar dramaticamente. A razão disso é o poder da internet e suas tecnologias que 'mastigam' os dados apresentados. Graças a essas mudanças, é possível compartilhar online aulas em vídeo com elementos de interatividade sofisticados, e pesquisadores podem coletar dados de estudantes para ajudar a tornar o ensino ainda mais efetivo. A tecnologia é poderosa, barata e global. A EdX espera, com o novo projeto, ensinar bilhões de estudantes.
A educação online não é novidade - nos Estados Unidos, mais de 700 mil estudantes fazem cursos a distância em tempo integral. O que é diferente é a escala de tecnologia sendo aplicada por líderes que misturam alcances de mentes brilhantes com modelos de internet baratos e concorridos. O artigo que será publicado com o relatório do negócio irá mapear o impacto da educação gratuita online, particularmente o grande número de cursos online (MOOC, na sigla em inglês) oferecidos por novos empreendimentos da área educacional.
Por ser economicamente importante, a educação ainda parece ineficiente e estática em se tratando de tecnologia - é geralmente citada como a próxima indústria a sofrer uma grande "interrupção". A ideia está sendo promovida por Clayton Christensen, professor da Harvard Business School que adotou o termo "tecnologia dividida". Em dois livros educacionais, ele destaca o aprendizado online dizendo que o mesmo vai continuar a se espalhar e melhorar e, eventualmente, irá liderar muitas ideias de como ensinamos - e algumas instituições também.
Na visão de Christensen, as tecnologias divididas encontram o sucesso inicialmente em mercados "onde a alternativa é nada". Isso explica por que o aprendizado online já é importante no mercado de educação adulta. Também explica o crescimento repentino de organizações como a Khan Academy, que divulga vídeos gratuitos ensinando matemática e ganhou financiamentos de Bill Gates e atenção da mídia. O primeiro apoio para a companhia surgiu entre pais que não podiam pagar US$ 125 por hora por um professor de matemática particular. Para eles, o narrador dos vídeos Salman Khan foi um ótimo substituto.
Outro benefício das aulas online é a favorável distribuição de instruções aos estudantes. Segundo Agarwal, o mesmo grupo de três pessoas contendo um professor e dois assistentes que costumava ensinar 400 alunos pode agora compartilhar o conteúdo com mais de 10 mil estudantes na internet.
Um estudo recente da Babson College mostrou que o número de universitários americanos que fizeram ao menos um curso online cresceu de 1,6 milhão em 2002 para 6,1 milhões - cerca de um terço de todos os universitários - em 2010. Os pesquisadores I. Elaine Allen e Jeff Seaman encontraram sinais de que a média de crescimento de aulas na internet pode estar começando a diminuir. Porém, seu estudo não antecipou a entrada de universidades conceituadas na educação online neste ano. Coursera, uma aliança entre a Universidade Stanford e duas dúzias de outras escolas, registrou o cadastro de 1,5 milhão de estudantes em cursos online.
Mesmo que uma pequena fração desse número vá completar uma aula, o aumento do MOOC significa que podemos começar a pensar como uma educação gratuita e de qualidade poderia mudar o mundo. Os vídeos de Khan, por exemplo, são populares na Índia, e um levantamento mostrou que 60% dos estudantes que assistiram aos vídeos tiveram interesse voluntariamente no conteúdo. Ainda não se sabe o que um aplicativo liberal de educação poderá fazer. Será que vai aumentar demais a inovação global por desmontar barreiras de boas instruções? Vai ameaçar professores da rede pública por terem a opção da internet?
A definição será feita pela tecnologia. Todos esses milhões de estudantes clicando online podem ter o progresso rastreado e até mesmo influenciado para, no futuro, auxiliar nos métodos de ensino. Será que o novo método fará sucesso por ser totalmente diferente? Se a resposta for positiva, então teríamos a resposta à pergunta inicial: o aprendizado online é a mais importante inovação na educação nos últimos 200 anos.

Editoras e escolas privadas apostam em material digital



Com o ano letivo se aproximando do fim, as editoras de livros didáticos já começam a lançar suas novidades para 2013. A principal aposta das companhias é nos meios virtuais, que vão servir como complemento para as atividades realizadas em sala de aula.
Um dos serviços é disponibilizar conteúdo extra em portais, como o Sistema Positivo de Ensino produzido pela Editora Positivo. Esse método consiste em fornecer acesso a atividades diversificadas, facilitar a comunicação entre o professor e o aluno e dar suporte didático aos docentes. A Editora Moderna e a Edições SM também possuem páginas próprias com opções semelhantes.

A tecnologia possibilita simples adaptações que melhoram a vida do aluno, como aumentar a fonte dos textos. A preocupação com a acessibilidade é o destaque da Coleção Passaporte para as Ciências, da Editora do Brasil. O material é destinado a estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Além de ajudar estudantes portadores de baixa visão, parte dos conteúdos audiovisuais disponíveis tem legenda, o que facilita a compreensão dos alunos com deficiência auditiva.
Outro recurso adotado pelas editoras são versões virtuais dos materiais trabalhados em aula. A Moderna, por exemplo, vai lançar todos os volumes da Gramática Fundamental em formato digital. Além disso, as coleções Araribá e Moderna Plus, destinadas aos estudantes dos últimos anos dos ensinos fundamental e médio, também poderão ser acessadas por tablets. A Edições SM, por sua vez, oferece versões virtuais dos livros para professores, incrementadas com recursos multimídia. Já a Positivo disponibiliza um atlas em formato digital que pode ser personalizado pelo usuário.
O diretor editorial da Editora Positivo, professor Joseph Razouk Junior, destaca as vantagens para o trabalho em sala de aula. "Isso atrai e prende a atenção do aluno ao perceber, principalmente, que a escola não está distante da realidade e que é possível sim aprender de diferentes maneiras", acrescenta. A diretora comercial da Edições SM, Ronyse Pacheco, concorda e complementa: "Desenvolvemos a solução SM Educação Integrada pensando não só no aluno, mas também no professor, na escola e na família que hoje se deparam com novas tecnologias no processo de ensino e na aprendizagem. Sabemos das angústias e anseios por conta inclusão digital na escola e posso afirmar que nosso projeto vai facilitar este processo", afirma.
Escolas do setor privado também estão investindo em tecnologia. Um exemplo disso são as unidades do Colégio Flama, localizados na Baixada Fluminense, que desenvolveram material didático totalmente digital. Nas classes do 1º ano do ensino médio, o conteúdo é acessado por meio de tablets distribuídos pela própria instituição. Já nas outras turmas, que são equipadas com computadores, utilizam-se pen drives com o material. De acordo com um dos diretores do colégio, Alex Lima Rangel, optou-se por esse tipo de suporte, pois os professores observaram que os resultados pedagógicos eram mais positivos em atividades realizadas com novas tecnologias. De acordo com ele, parte dos alunos tinha dificuldade de entender certos conteúdos, como física mecânica, quando se utilizava material impresso. Após a mudança, segundo Rangel, os recursos interativos e multimídia possibilitarão uma aprendizagem muito melhor aos estudantes, além de otimizar o tempo de aula, pois o professor não gastaria mais tempo passando matéria no quadro.
Em escolas públicas, o impresso ainda predomina
Em escolas públicas, os livros são pré-selecionados pelo Ministério da Educação (MEC), com a ajuda de professores universitários, que escolhem algumas coleções. Posteriormente, o MEC encaminha uma lista com as opções para os colégios, que decidem quais materiais irão utilizar.
Na Escola Municipal Adolpho Barstch, de Joinville (SC), detentora do melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Santa Catarina no ensino público de 1ª a 5ª, a seleção é feita pelos professores e pedagogos da instituição. De acordo com a supervisora pedagógica, Raquel de Souza Ledoux, nem sempre os materiais são suficientes para suprir a demanda dos alunos. Além disso, segundo ela, os livros dificilmente oferecem recursos além do material impresso. "Às vezes, são disponibilizados CDs com conteúdo complementar para ajudar o professor a preparar as aulas, mas nada destinado ao uso dos alunos", completa.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Nota de alunos sobe até 30% no Rio com projeto de aulas digitais



As 19 escolas do Rio de Janeiro que adotaram sistematicamente o uso da plataforma de aulas digitais Educopédia registraram notas bimestrais de 20% a 30% melhores do que o restante da rede municipal. O projeto inclui material de suporte aos professores, com planos de aula e jogos pedagógicos, e atinge parcialmente 75% das escolas da rede. Uma pesquisa mostrou que grande parte dos alunos acredita que suas notas melhoraram por conta do projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Iniciado há três anos, a Educopédia recebeu até agora um investimento de R$ 20,1 milhões. A maior parte (R$ 15 milhões) veio da Prefeitura. O restante foi pago pelo governo federal, principalmente com bolsas para professores que foram capacitados. Segundo o mentor do projeto e subsecretário municipal da Educação, Rafael Parente, cerca de 12 mil professores já passaram por algum tipo de capacitação da plataforma e os Estados de Pernambuco e da Bahia devem começar parcerias em breve. Apesar de bons resultados, porém, as escolas ainda enfrentam dificuldades para acessar o conteúdo em sala por problemas de conexão na internet, que tem velocidade muito baixa nas instituições.

Pnaic é lançado oficialmente e promete alfabetizar crianças de até 8 anos



Crédito: Undime
Ao final do terceiro ano do ensino fundamental, as crianças de até oito anos terão que estar plenamente alfabetizadas em língua portuguesa e matemática. Essa é a proposta do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – Pnaic, lançado pela presidente Dilma Rousseff.
Para tanto, o governo federal vai investir R$ 2,7 bilhões. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a média nacional de crianças não alfabetizadas aos oito anos chega a 15,2%. Essa taxa alcança índices ainda maiores e, em alguns casos chega a dobrar, em estados como Maranhão (34%) e Alagoas (35%). A menor taxa é registrada na região Sul, com o índice de 4,9% de crianças não alfabetizadas.
No primeiro ciclo do programa, serão alfabetizadas oito milhões de crianças. Segundo Mercadante, o prejuízo de uma criança que não é alfabetizada no período certo pode se estender a outras etapas do ensino. Por isso, entre os objetivos da pasta está o de garantir a alfabetização e assim evitar a futura reprovação de alunos. De acordo com os dados do Ministério da Educação – MEC, o impacto da reprovação de alunos, em toda a educação básica, vai de R$ 7 bilhões a R$ 9 bilhões.
Ao todo, 5.270 municípios e todas as 27 unidades federativas já aderiram ao pacto, que envolve a capacitação de 360 mil professores alfabetizadores. Trinta e seis universidades públicas vão preparar cursos de 200 horas para uniformizar procedimentos educacionais em todo o País. Os recursos investidos no pacto também vão garantir uma bolsa de R$ 750 mensais aos orientadores, que vão capacitar os professores alfabetizadores.
Com informações da Agência Brasil. e do Blog Educação

domingo, 11 de novembro de 2012

MP cobra igualdade de acesso em cursos a distância na UFRN



O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública nesta terça-feira para cobrar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) isonomia na oferta de vagas. De acordo com o MPF, cursos a distância oferecidos pela instituição reservaram turmas exclusivas para servidores federais e empregados do Banco do Brasil, sem abrir espaço para o público em geral.

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, a ação requer que a Justiça Federal impeça a universidade de vincular vagas de cursos de graduação a determinados segmentos da sociedade. A única exceção, segundo ele, se deve às cotas e reservas previstas na legislação.
A ação é resultado de um inquérito que apurou irregularidades no oferecimento de vagas para um curso a distância, aberto em 2006. O curso-piloto de Administração, feito em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED) e o Banco do Brasil, reservou 70% das vagas para empregados de bancos estatais e as demais 30% para servidores públicos federais.
Cursos com restrições semelhantes foram abertos em várias universidades federais do país, porém a maioria das instituições atendeu a uma recomendação expedida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, em Brasília, e garantiu a reserva de vagas para a demanda social. "No entanto, diferentemente das demais universidades, a UFRN informou ao MEC (¿) que o processo seletivo em referência não contemplou vagas para a demanda social, sem mencionar se providenciaria a regularização do curso quanto a esse aspecto".
O caso será analisado pela Justiça. O Terra entrou em contato com a assessoria da universidade, mas não obteve uma posição.


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Concurso levará professor e alunos para intercâmbio na Inglaterra



Escolas e professores de inglês de todo o mundo, juntamente com seus alunos com idade entre 13 e 20 anos, já podem se inscrever no concurso internacional EF English Challenge 2012, realizado pela EF Cursos no Exterior, maior empresa de educação internacional do mundo. Para participar, o professor deve cadastrar seus dados ou os da sua escola no site do evento. A competição vai até o dia 30 de dezembro.
Feita a inscrição, pelo menos 15 alunos da escola cadastrada devem fazer o teste de inglês online. O professor cujos alunos obtiverem o melhor resultado irá com eles para a Inglaterra fazer um curso de intercâmbio por duas semanas, com direito à passagem e bolsa auxílio para toda a turma.

Além dessa premiação, no Brasil a EF também dará ao professor ou à escola com a melhor posição no ranking nacional um curso de duas semanas no programa EF Teacher Training Course, especializado no treinamento de professores, incluindo passagem. A melhor escola de cada estado do Brasil será premiada com o selo "Best English Level Award", certificando-a como a escola com o melhor nível de inglês daquele Estado. Para a entrega desta premiação, a EF oferecerá um coquetel para pais e alunos participantes do concurso.
Passo a passo
Assim que cada aluno terminar o teste online, o professor receberá o resultado individual via e-mail. A nota de cada estudante será calculada em porcentagem de acordo com o número de questões respondidas corretamente. Essa porcentagem será correlacionada com os níveis de inglês doCommom European Framework, quadro criado pelo Conselho Europeu que estabelece um padrão para todos os exames de idiomas. Este quadro se aplica para exames de inglês, alemão, francês e espanhol e é utilizado em todas as partes do mundo.
Logo que o mínimo de 15 alunos da turma concluir o teste, a classe entrará no ranking mundial baseado na média dos resultados obtidos. Se mais de 15 alunos fizerem o teste, serão considerados os 15 melhores resultados. O nome da escola aparecerá no site, caso esteja entre as 15 primeiras do ranking. O resultado sairá no dia 20 de fevereiro de 2013.
Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson