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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PL 2.565/11 – royalties do petróleo: VETA TUDO, DILMA!


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O desentendimento da bancada do Governo e a astúcia dos que não têm nenhum compromisso com a qualidade da educação pública, fizeram com que a Câmara dos Deputados perdesse a oportunidade histórica de dar um novo e definitivo rumo ao Brasil. Por 9 votos (220 a 211), a proposta que destinava 100% dos royalties do petróleo para a educação pública brasileira foi derrotada.
A liberdade com que os royalties circularão nos caixas das administrações públicas, à luz do PL 2.565/11, cria entraves não apenas para o cumprimento das urgentes metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que calcula a necessidade de um patamar de investimento público equivalente a 10% do PIB em educação pública, como também macula a capacidade de transformação da sociedade brasileira. Em outras palavras, corre-se o risco de a riqueza do petróleo não ser investida adequadamente em prol do Brasil e das futuras gerações.
Além do PNE, que perde uma das mais promissoras fontes de financiamento, a valorização dos profissionais da educação também foi prejudicada. Uma das alegações para o desrespeito à Lei Nacional do Piso do Magistério, por Estados e Municípios, é exatamente a insuficiência das verbas.
Apesar de redistribuir as receitas com royalties com os Estados e Municípios não produtores, que receberão R$ 8 bilhões (oito bilhões de reais) em 2013, o PL 2.565/11, aprovado pelo Congresso, contém inúmeros vícios de inconstitucionalidade. O mais grave é o erro de cálculo que alcança 101% dos recursos provenientes da extração de plataforma continental, a partir de 2019.
Portanto, para evitar a judicialização da Lei dos Royalties e o mal uso do recurso público, clamamos: VETA TUDO, DILMA!
O Brasil está diante de uma rara chance de construir um novo futuro: próspero e justo.
#VETAtudoDILMA!, para que o país supere as gritantes desigualdades e promova a equidade social por meio da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada para todos e todas.
A mobilização é urgente! Junte-se a esta luta!
Quem concorda, participa! Quem concorda, compartilha!
Assine aqui a petição pelo veto ao PL2565/11.

Por CNTE

CNTE lança abaixo-assinado para o veto ao projeto de lei dos royalties do petróleo



Como mais uma forma de pressionar a presidenta Dilma a vetar todo o projeto de lei 2.565/11, que trata da redistribuição dos royalties do petróleo, a CNTE lança uma petição online com o objetivo de conseguir o maior número de assinaturas possível. Através desse link você pode assinar o abaixo-assinado, compartilhar com seus amigos e contribuir com essa campanha!
Saiba porque isso é importante!
O Plano Nacional de Educação, aprovado recentemente na Câmara dos Deputados, contém 20 metas que exigem a aplicação de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto do país em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, ao longo da próxima década. Caso essa condição deixe de ser atendida, o PNE não passará de mais uma carta de intenções, a exemplo da versão aprovada em 2001, que teve sua meta de investimento de 7% do PIB vetada.
Mesmo com a crise internacional, o Brasil tem conseguido manter os empregos, a renda dos(as) trabalhadores(as) e um consistente processo de inclusão social. Todavia, o país ainda sofre contenções estruturais, sobretudo no aspecto da qualidade da educação, que dificulta promover maior expansão do PIB e, consequentemente, melhores condições de vida para mais brasileiros(as).
A destinação de 100% dos royalties do petróleo para a Educação, embora não seja suficiente para garantir a integralidade dos recursos necessários para cumprir todas as metas do PNE, é indispensável para alavancar o financiamento educacional e para valorizar a aplicação republicana de uma fonte de riqueza não perene.

Por CNTE

Cérebros portáteis e seu potencial de mudar educação



Apalpe o seu bolso ou vasculhe na sua bolsa. Encontrou um aparelhinho retangular? Pois ele não é só um telefone celular. Ele é, na opinião do consultor internacional em tecnologia Scott Klososky, um dos responsáveis por algumas das drásticas mudanças que têm ocorrido na forma como as pessoas aprendem e ensinam. Esses dispositivos móveis – e nessa conta Klososky inclui smartphones e tablets – são o que chamam de “cérebros portáteis”: equipamentos que dão acesso fácil, rápido e gratuito a um volume muito maior de informação do que a humanidade jamais viu.

“Se entendermos que agora temos aparelhos que aumentam o que o nosso cérebro faz, isso muda completamente a forma como devemos ensinar as crianças, como colocamos a tecnologia em prol da educação”, disse Klososky em entrevista ao Porvir. Para o especialista, que estará em São Paulo em janeiro no evento Innovate 2013 Re-imagining School, com a facilidade de se chegar a qualquer informação, os antigos métodos de ensino, baseados na memorização e na repetição, tornaram-se inadequados. “Não faz mais o menor sentido exigir que os alunos decorem coisas. Todo o tipo de dado está disponível para qualquer um na internet”, disse.
Assim, com a facilidade de se chegar a qualquer informação, o que a escola deve fazer é ensinar o aluno a encontrar os dados de que precisa e interpretá-los corretamente. “Hoje é muito mais importante saber resolver problemas, ser criativo, ter pensamento crítico, habilidades que vão ajudá-los a prosperar no mundo”, diz ele.  Além da quantidade disponível de dados, um segundo fator tem sido fundamental nas mudanças que vêm ocorrendo no universo educacional: a facilidade de conexão com qualquer ser humano no mundo. “Qualquer pessoa pode entrar em contato com qualquer outra no mundo instantaneamente e de graça”, afirma.
Para ele, essas novas dinâmicas de troca de informação desburocratizam a transmissão do conhecimento, não é mais a universidade a única detentora do conhecimento. Os processos coletivos de troca de conteúdo, chamados de crowdsourcing, permitem que as pessoas se beneficiem com “a sabedoria das multidões” – a chamada educação informal, da qual ele mesmo se beneficiou: apesar de ser um aluno que sempre teve boas notas, ele “odiava, odiava mesmo”, segundo suas palavras, a escola; saiu do ensino médio e foi direto trabalhar porque precisava ajudar a família e, com o que aprendeu na vida, se tornou um dos especialistas de tecnologia mais respeitados nos EUA.
Apesar de ter esses dois caminhos muito bem definidos sobre o que tem mudado a educação, as perspectivas não são tão claras e a mensagem que Klososky passa é de alerta. As tecnologias estão avançando em passo acelerado, os mercados vão cobrar dos alunos habilidades que os ensinos tradicionais são menos capazes de prover, há iniciativas muito bem pensadas que estão acompanhando o movimento, mas essa percepção ainda não é generalizada. “As escolas ainda devem demorar uns 10 ou 20 anos até que aprendam como fazer uso das tecnologias no ensino”, afirma.

Aprendiz

Com informações do Blog do Professor Ivanilson 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Educação estaria passando pela maior inovação em 200 anos, diz revista



O cientista de computação Anant Agarwal lançou uma pergunta em um projeto de aulas online da Harvard: qual foi a maior inovação na educação nos últimos 200 anos? Agarwal foi nomeado esse ano para coordenar a EdX, uma faculdade digital gratuita da Harvard, nos Estados Unidos O objetivo do cientista com a questão inicial é confirmar se novas formas de educação digital prometem mesmo um futuro promissor para a área.

De acordo com a revista MIT Technology Review, para Agarwal, a educação está prestes a mudar dramaticamente. A razão disso é o poder da internet e suas tecnologias que 'mastigam' os dados apresentados. Graças a essas mudanças, é possível compartilhar online aulas em vídeo com elementos de interatividade sofisticados, e pesquisadores podem coletar dados de estudantes para ajudar a tornar o ensino ainda mais efetivo. A tecnologia é poderosa, barata e global. A EdX espera, com o novo projeto, ensinar bilhões de estudantes.
A educação online não é novidade - nos Estados Unidos, mais de 700 mil estudantes fazem cursos a distância em tempo integral. O que é diferente é a escala de tecnologia sendo aplicada por líderes que misturam alcances de mentes brilhantes com modelos de internet baratos e concorridos. O artigo que será publicado com o relatório do negócio irá mapear o impacto da educação gratuita online, particularmente o grande número de cursos online (MOOC, na sigla em inglês) oferecidos por novos empreendimentos da área educacional.
Por ser economicamente importante, a educação ainda parece ineficiente e estática em se tratando de tecnologia - é geralmente citada como a próxima indústria a sofrer uma grande "interrupção". A ideia está sendo promovida por Clayton Christensen, professor da Harvard Business School que adotou o termo "tecnologia dividida". Em dois livros educacionais, ele destaca o aprendizado online dizendo que o mesmo vai continuar a se espalhar e melhorar e, eventualmente, irá liderar muitas ideias de como ensinamos - e algumas instituições também.
Na visão de Christensen, as tecnologias divididas encontram o sucesso inicialmente em mercados "onde a alternativa é nada". Isso explica por que o aprendizado online já é importante no mercado de educação adulta. Também explica o crescimento repentino de organizações como a Khan Academy, que divulga vídeos gratuitos ensinando matemática e ganhou financiamentos de Bill Gates e atenção da mídia. O primeiro apoio para a companhia surgiu entre pais que não podiam pagar US$ 125 por hora por um professor de matemática particular. Para eles, o narrador dos vídeos Salman Khan foi um ótimo substituto.
Outro benefício das aulas online é a favorável distribuição de instruções aos estudantes. Segundo Agarwal, o mesmo grupo de três pessoas contendo um professor e dois assistentes que costumava ensinar 400 alunos pode agora compartilhar o conteúdo com mais de 10 mil estudantes na internet.
Um estudo recente da Babson College mostrou que o número de universitários americanos que fizeram ao menos um curso online cresceu de 1,6 milhão em 2002 para 6,1 milhões - cerca de um terço de todos os universitários - em 2010. Os pesquisadores I. Elaine Allen e Jeff Seaman encontraram sinais de que a média de crescimento de aulas na internet pode estar começando a diminuir. Porém, seu estudo não antecipou a entrada de universidades conceituadas na educação online neste ano. Coursera, uma aliança entre a Universidade Stanford e duas dúzias de outras escolas, registrou o cadastro de 1,5 milhão de estudantes em cursos online.
Mesmo que uma pequena fração desse número vá completar uma aula, o aumento do MOOC significa que podemos começar a pensar como uma educação gratuita e de qualidade poderia mudar o mundo. Os vídeos de Khan, por exemplo, são populares na Índia, e um levantamento mostrou que 60% dos estudantes que assistiram aos vídeos tiveram interesse voluntariamente no conteúdo. Ainda não se sabe o que um aplicativo liberal de educação poderá fazer. Será que vai aumentar demais a inovação global por desmontar barreiras de boas instruções? Vai ameaçar professores da rede pública por terem a opção da internet?
A definição será feita pela tecnologia. Todos esses milhões de estudantes clicando online podem ter o progresso rastreado e até mesmo influenciado para, no futuro, auxiliar nos métodos de ensino. Será que o novo método fará sucesso por ser totalmente diferente? Se a resposta for positiva, então teríamos a resposta à pergunta inicial: o aprendizado online é a mais importante inovação na educação nos últimos 200 anos.

Editoras e escolas privadas apostam em material digital



Com o ano letivo se aproximando do fim, as editoras de livros didáticos já começam a lançar suas novidades para 2013. A principal aposta das companhias é nos meios virtuais, que vão servir como complemento para as atividades realizadas em sala de aula.
Um dos serviços é disponibilizar conteúdo extra em portais, como o Sistema Positivo de Ensino produzido pela Editora Positivo. Esse método consiste em fornecer acesso a atividades diversificadas, facilitar a comunicação entre o professor e o aluno e dar suporte didático aos docentes. A Editora Moderna e a Edições SM também possuem páginas próprias com opções semelhantes.

A tecnologia possibilita simples adaptações que melhoram a vida do aluno, como aumentar a fonte dos textos. A preocupação com a acessibilidade é o destaque da Coleção Passaporte para as Ciências, da Editora do Brasil. O material é destinado a estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Além de ajudar estudantes portadores de baixa visão, parte dos conteúdos audiovisuais disponíveis tem legenda, o que facilita a compreensão dos alunos com deficiência auditiva.
Outro recurso adotado pelas editoras são versões virtuais dos materiais trabalhados em aula. A Moderna, por exemplo, vai lançar todos os volumes da Gramática Fundamental em formato digital. Além disso, as coleções Araribá e Moderna Plus, destinadas aos estudantes dos últimos anos dos ensinos fundamental e médio, também poderão ser acessadas por tablets. A Edições SM, por sua vez, oferece versões virtuais dos livros para professores, incrementadas com recursos multimídia. Já a Positivo disponibiliza um atlas em formato digital que pode ser personalizado pelo usuário.
O diretor editorial da Editora Positivo, professor Joseph Razouk Junior, destaca as vantagens para o trabalho em sala de aula. "Isso atrai e prende a atenção do aluno ao perceber, principalmente, que a escola não está distante da realidade e que é possível sim aprender de diferentes maneiras", acrescenta. A diretora comercial da Edições SM, Ronyse Pacheco, concorda e complementa: "Desenvolvemos a solução SM Educação Integrada pensando não só no aluno, mas também no professor, na escola e na família que hoje se deparam com novas tecnologias no processo de ensino e na aprendizagem. Sabemos das angústias e anseios por conta inclusão digital na escola e posso afirmar que nosso projeto vai facilitar este processo", afirma.
Escolas do setor privado também estão investindo em tecnologia. Um exemplo disso são as unidades do Colégio Flama, localizados na Baixada Fluminense, que desenvolveram material didático totalmente digital. Nas classes do 1º ano do ensino médio, o conteúdo é acessado por meio de tablets distribuídos pela própria instituição. Já nas outras turmas, que são equipadas com computadores, utilizam-se pen drives com o material. De acordo com um dos diretores do colégio, Alex Lima Rangel, optou-se por esse tipo de suporte, pois os professores observaram que os resultados pedagógicos eram mais positivos em atividades realizadas com novas tecnologias. De acordo com ele, parte dos alunos tinha dificuldade de entender certos conteúdos, como física mecânica, quando se utilizava material impresso. Após a mudança, segundo Rangel, os recursos interativos e multimídia possibilitarão uma aprendizagem muito melhor aos estudantes, além de otimizar o tempo de aula, pois o professor não gastaria mais tempo passando matéria no quadro.
Em escolas públicas, o impresso ainda predomina
Em escolas públicas, os livros são pré-selecionados pelo Ministério da Educação (MEC), com a ajuda de professores universitários, que escolhem algumas coleções. Posteriormente, o MEC encaminha uma lista com as opções para os colégios, que decidem quais materiais irão utilizar.
Na Escola Municipal Adolpho Barstch, de Joinville (SC), detentora do melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Santa Catarina no ensino público de 1ª a 5ª, a seleção é feita pelos professores e pedagogos da instituição. De acordo com a supervisora pedagógica, Raquel de Souza Ledoux, nem sempre os materiais são suficientes para suprir a demanda dos alunos. Além disso, segundo ela, os livros dificilmente oferecem recursos além do material impresso. "Às vezes, são disponibilizados CDs com conteúdo complementar para ajudar o professor a preparar as aulas, mas nada destinado ao uso dos alunos", completa.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Nota de alunos sobe até 30% no Rio com projeto de aulas digitais



As 19 escolas do Rio de Janeiro que adotaram sistematicamente o uso da plataforma de aulas digitais Educopédia registraram notas bimestrais de 20% a 30% melhores do que o restante da rede municipal. O projeto inclui material de suporte aos professores, com planos de aula e jogos pedagógicos, e atinge parcialmente 75% das escolas da rede. Uma pesquisa mostrou que grande parte dos alunos acredita que suas notas melhoraram por conta do projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Iniciado há três anos, a Educopédia recebeu até agora um investimento de R$ 20,1 milhões. A maior parte (R$ 15 milhões) veio da Prefeitura. O restante foi pago pelo governo federal, principalmente com bolsas para professores que foram capacitados. Segundo o mentor do projeto e subsecretário municipal da Educação, Rafael Parente, cerca de 12 mil professores já passaram por algum tipo de capacitação da plataforma e os Estados de Pernambuco e da Bahia devem começar parcerias em breve. Apesar de bons resultados, porém, as escolas ainda enfrentam dificuldades para acessar o conteúdo em sala por problemas de conexão na internet, que tem velocidade muito baixa nas instituições.

Pnaic é lançado oficialmente e promete alfabetizar crianças de até 8 anos



Crédito: Undime
Ao final do terceiro ano do ensino fundamental, as crianças de até oito anos terão que estar plenamente alfabetizadas em língua portuguesa e matemática. Essa é a proposta do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – Pnaic, lançado pela presidente Dilma Rousseff.
Para tanto, o governo federal vai investir R$ 2,7 bilhões. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a média nacional de crianças não alfabetizadas aos oito anos chega a 15,2%. Essa taxa alcança índices ainda maiores e, em alguns casos chega a dobrar, em estados como Maranhão (34%) e Alagoas (35%). A menor taxa é registrada na região Sul, com o índice de 4,9% de crianças não alfabetizadas.
No primeiro ciclo do programa, serão alfabetizadas oito milhões de crianças. Segundo Mercadante, o prejuízo de uma criança que não é alfabetizada no período certo pode se estender a outras etapas do ensino. Por isso, entre os objetivos da pasta está o de garantir a alfabetização e assim evitar a futura reprovação de alunos. De acordo com os dados do Ministério da Educação – MEC, o impacto da reprovação de alunos, em toda a educação básica, vai de R$ 7 bilhões a R$ 9 bilhões.
Ao todo, 5.270 municípios e todas as 27 unidades federativas já aderiram ao pacto, que envolve a capacitação de 360 mil professores alfabetizadores. Trinta e seis universidades públicas vão preparar cursos de 200 horas para uniformizar procedimentos educacionais em todo o País. Os recursos investidos no pacto também vão garantir uma bolsa de R$ 750 mensais aos orientadores, que vão capacitar os professores alfabetizadores.
Com informações da Agência Brasil. e do Blog Educação

domingo, 11 de novembro de 2012

MP cobra igualdade de acesso em cursos a distância na UFRN



O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública nesta terça-feira para cobrar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) isonomia na oferta de vagas. De acordo com o MPF, cursos a distância oferecidos pela instituição reservaram turmas exclusivas para servidores federais e empregados do Banco do Brasil, sem abrir espaço para o público em geral.

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, a ação requer que a Justiça Federal impeça a universidade de vincular vagas de cursos de graduação a determinados segmentos da sociedade. A única exceção, segundo ele, se deve às cotas e reservas previstas na legislação.
A ação é resultado de um inquérito que apurou irregularidades no oferecimento de vagas para um curso a distância, aberto em 2006. O curso-piloto de Administração, feito em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED) e o Banco do Brasil, reservou 70% das vagas para empregados de bancos estatais e as demais 30% para servidores públicos federais.
Cursos com restrições semelhantes foram abertos em várias universidades federais do país, porém a maioria das instituições atendeu a uma recomendação expedida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, em Brasília, e garantiu a reserva de vagas para a demanda social. "No entanto, diferentemente das demais universidades, a UFRN informou ao MEC (¿) que o processo seletivo em referência não contemplou vagas para a demanda social, sem mencionar se providenciaria a regularização do curso quanto a esse aspecto".
O caso será analisado pela Justiça. O Terra entrou em contato com a assessoria da universidade, mas não obteve uma posição.


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Concurso levará professor e alunos para intercâmbio na Inglaterra



Escolas e professores de inglês de todo o mundo, juntamente com seus alunos com idade entre 13 e 20 anos, já podem se inscrever no concurso internacional EF English Challenge 2012, realizado pela EF Cursos no Exterior, maior empresa de educação internacional do mundo. Para participar, o professor deve cadastrar seus dados ou os da sua escola no site do evento. A competição vai até o dia 30 de dezembro.
Feita a inscrição, pelo menos 15 alunos da escola cadastrada devem fazer o teste de inglês online. O professor cujos alunos obtiverem o melhor resultado irá com eles para a Inglaterra fazer um curso de intercâmbio por duas semanas, com direito à passagem e bolsa auxílio para toda a turma.

Além dessa premiação, no Brasil a EF também dará ao professor ou à escola com a melhor posição no ranking nacional um curso de duas semanas no programa EF Teacher Training Course, especializado no treinamento de professores, incluindo passagem. A melhor escola de cada estado do Brasil será premiada com o selo "Best English Level Award", certificando-a como a escola com o melhor nível de inglês daquele Estado. Para a entrega desta premiação, a EF oferecerá um coquetel para pais e alunos participantes do concurso.
Passo a passo
Assim que cada aluno terminar o teste online, o professor receberá o resultado individual via e-mail. A nota de cada estudante será calculada em porcentagem de acordo com o número de questões respondidas corretamente. Essa porcentagem será correlacionada com os níveis de inglês doCommom European Framework, quadro criado pelo Conselho Europeu que estabelece um padrão para todos os exames de idiomas. Este quadro se aplica para exames de inglês, alemão, francês e espanhol e é utilizado em todas as partes do mundo.
Logo que o mínimo de 15 alunos da turma concluir o teste, a classe entrará no ranking mundial baseado na média dos resultados obtidos. Se mais de 15 alunos fizerem o teste, serão considerados os 15 melhores resultados. O nome da escola aparecerá no site, caso esteja entre as 15 primeiras do ranking. O resultado sairá no dia 20 de fevereiro de 2013.
Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Currículo escolar deve levar em conta internet, sugere estudo



Pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) constatou que, apesar do crescimento do uso da internet pelos jovens, a educação pública não acompanhou esta evolução. "Com tantas mudanças no mundo, o currículo das escolas não se alterou", afirma a professora Juliana Santos Albach, autora do estudo. Ela entrevistou alunos do último ano do ensino fundamental de uma escola em São Paulo para chegar às conclusões do trabalho.
As informações são da Agência USP de Notícias.
Os estudantes contaram que usam a internet corriqueiramente em suas vidas. Os professores conhecem esse fato, mas o currículo das escolas não atenta para isso: as tarefas não têm orientação para a pesquisa na rede. A instituição de ensino não se prepara para propor ou receber trabalhos utilizando essa ferramenta.
O uso da internet para auxiliar em pesquisas para a escola é unânime entre os alunos entrevistados. Existe, porém, uma visão geral entre eles de que os trabalhos não são aproveitados. "Eles acham que estes trabalhos vão para o lixo", conta Juliana. Por falta de orientação e retorno, as tarefas escolares acabam ficando sem significado.
Os alunos contaram que não existe problematização do tema dentro da sala de aula. "Ninguém discute o assunto", conta a pesquisadora. "O currículo escolar é estático", ressalta. A pesquisa, intitulada Os usos que os jovens fazem da internet: relações com a escola, procurou exatamente tornar a questão pauta do debate acadêmico.
Alguns estudantes afirmaram que a Wikipédia chega a ser recomendada por alguns professores como fonte de pesquisa. Isso demonstra que as possibilidades da internet não foram totalmente compreendidas, visto que a ideia de se pesquisar em uma enciclopédia, como se fazia antes do advento dessa ferramenta, ainda é utilizada. Essa forma de pesquisa é apenas uma reconstrução do mesmo método usado há muito tempo em outra plataforma.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Site ajuda professores a trabalharem com as novas tecnologias em sala de aula



Materiais produzidos por educadores de três escolas públicas de Pernambuco, Tocantins e Ceará estão disponíveis no site Telinha na Escola.  O novo portal quer estimular professores e alunos a experimentarem as novas tecnologias de uma forma criativa e que transforme os processos de aprendizagem.
Na seção “aulas criativas”, é possível baixar planos de aulas que ajudam o professor a abordar o uso das redes sociais, realizar dinâmicas de reflexão sobre a história das mídias interativas no Brasil ou até mesmo a levar a história do hipertexto para a sala de aula.
A categoria “edição” também disponibiliza materiais que auxiliam na criação de vinhetas animadas e vídeos literários. Enquanto em “mobilidade”, é possível achar conteúdos que orientam o professor a trabalhar temas como mídia e cidadania usando máquinas fotográficas e aparelhos celulares.
O portal surgiu graças a um trabalho realizado, desde 2009, pela ONG Casa da Árvore, nas escolas Arraial Novo do Bom Jesus (PE), Don Alano (TO) e Joaquim Alves (CE). O foco do projeto é a capacitação do professor para que ele pense e produza aulas usando as novas tecnologias. Toda a produção dessas escolas fica disponível para uso livre e aberto (em licença Creative Commons) e pode ser editado, modificado e reproduzido livremente por qualquer educador.
“Nossa ideia é ter uma interface muito simples, que permita uma navegação mais autônoma, em que cada um possa aprender aquilo que quer da forma que acha melhor”, disse Aluísio Cavalcante, coordenador do projeto Telinha na Escola.

Por portal Por Vir.

Com informações do Blog Educação

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Educação Tecnológica a distância


O Ministério da Educação (MEC) lançou, em 2007, o programa Escola Técnica Aberta do Brasil (Rede e-Tec Brasil) com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico de nível médio à educação profissional e tecnológica. Nos três primeiros anos de atuação foram oferecidos pela Rede e-Tec Brasil aproximadamente 30 mil vagas em 49 cursos técnicos de nível médio a distância agrupados em dez eixos, segundo o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. 
Os cursos do programa são gratuitos e oferecidos pelos Institutos Federais, Escolas técnicas federais e instituições integrantes dos sistemas estaduais de ensino. O MEC oferece assistência técnica e financeira às instituições públicas para oferta e elaboração dos cursos. Em contrapartida, os Municípios, Estados e o Distrito Federal são responsáveis pela infraestrutura física, tecnológica e recursos humanos dos polos de apoio presencial.
A interação entre alunos, professores e tutores ocorre principalmente pela internet, mas, cada instituição integrada ao e-Tec Brasil mantém obrigatoriamente um polo para encontros presenciais. A infraestrutura física da escola parceira – como laboratórios pedagógicos/didáticos, laboratórios de informática e específicos, bibliotecas, salas de estudo, salas de coordenação, salas de tutoria, salas para atividades presenciais, auditório e/ou sala para palestras fica à disposição dos alunos do e-Tec Brasil.
Em 2008, seu primeiro ano efetivo de atuação, o programa contou com 193 polos regionais e atendeu a 23 mil estudantes. Em 2010, o número de polos chegou a 259, localizados em 19 estados, e cerca de 29 mil estudantes foram atendidos. Em 2011, encontram-se matriculados na Rede e-Tec aproximadamente 80 mil alunos. O MEC prevê que a oferta de vagas continue em crescimento pelos próximos anos. Até 2014, a previsão é de atender pelo menos 263 mil alunos pela Rede e-Tec Brasil.
Fontes: 


Com informações do Blog da Professora Juraci

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como então controlar seus funcionários quanto às redes sociais e principalmente ao Facebook? O que fazer?

Vejamos algumas possíveis soluções:
A mais simples e já adotada por muitas companhias é fechar totalmente o acesso ao Facebook e aos outros sites de relacionamento. Isso é relativamente simples para a maior parte das empresas de médio e grande porte. Basta configurar o bloqueio do acesso aos endereços dessas redes em seus roteadores ou servidores e pronto. Vale lembrar que quem opta por isso deve fechar também sites redirecionadores, que permitem o acesso das redes sociais através deles. A vantagem dessa atitude é que você realmente fará com que seus funcionários não percam tempo valioso com assuntos não relacionados ao trabalho. A desvantagem é que você poderá prejudicar um pouco o clima organizacional com a falta de conversas sobre novidades e sobre o que anda acontecendo por aí, nesta época em que todo mundo fica sabendo e comentando de tudo, na hora dos acontecimentos, o que poderá deixar alguns de seus colaboradores insatisfeitos, podendo também prejudicar um pouco a atratividade da empresa.



Outra solução é deixar que eles acessem livremente esses sites e que se estabeleça na empresa uma cultura de responsabilidade e bom senso na navegação em redes sociais. No entanto é importante deixar claro que isso é muito difícil e o que acontecerá é que alguns até conseguirão administrar bem esta liberdade, mas outros não. Infelizmente bom senso não é “senso comum” e, por isso, corre-se o risco de muitos colaboradores não entenderem os limites desta liberdade e acabarem prejudicando seu desempenho na companhia. A vantagem é que a empresa provavelmente deixará os colaboradores felizes com esta decisão e, ainda, se for uma empresa onde a criatividade seja algo importante, este canal de comunicação aberto ajudará a criar um ambiente mais descontraído, sem tantas regras e limitações, o que poderá ajudar no poder criativo e produtivo de muitos deles. A questão nesse caso é saber os limites do uso e até onde as redes sociais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho durante o dia de trabalho de cada cargo específico.



Outra maneira de abordar este problema é abrir o acesso em horários específicos como antes do início da jornada de trabalho, na hora do almoço e após o expediente. Esta também tem sido uma opção utilizada por várias empresas. A vantagem é que desta maneira a empresa consegue fazer com que os colaboradores fiquem focados no trabalho, mas também não se sintam totalmente “isolados do mundo digital”, pois podem acessar seus perfis nos horários permitidos pela empresa. Porém, como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, com este procedimento outras coisas podem acontecer, como por exemplo o excesso de horas extras que podem se acumular por causa do horário de saída tardio ou antecipado. Ou seja, o funcionário chega mais cedo ou sai mais tarde apenas para acessar suas redes sociais, e este período acaba sendo contabilizado como horário de trabalho. Nesse caso, é importante deixar claro a todos os colaboradores que eles serão pagos apenas pelas horas de trabalho e que, caso fiquem na empresa além do necessário para acessar esses sites, esse tempo não contará como horas de trabalho.



Por fim, outra opção é adicionar horários de pausa durante o expediente, compondo com a solução anterior, para aliviar o uso excessivo antes e depois do expediente, liberando o acesso apenas nesses momentos de descontração e relaxamento, algo em torno de 15 minutos por período. O horário da pausa é uma boa saída também para resolver outro problema, que é daqueles que fumam, pois ajuda a oferecer igualdade de período de relaxamento a todos os colaboradores, tanto aos que fumam quanto aos que não fumam, permitindo também o acesso aos sites de relacionamento nestes horários. Dessa forma, os colaboradores focam em suas tarefas e se programam para acessar suas redes sociais apenas nos períodos permitidos.



Esta é uma solução que tem dado certo em algumas empresas, mas é necessário que a gerência tenha muito controle sobre os acessos de cada um dos colaboradores para que eles não “burlem” os períodos permitidos. Uma saída é desenvolver um sistema automático para liberar o acesso apenas durante esses períodos. Nestes casos há de se tomar cuidado também com os navegadores que acessam o serviço nos horários permitidos, mas por permanecerem logados, continuam com estes acessos nos períodos não permitidos. O departamento de TI dessas empresas deverão estar atentos a esse detalhe.



Outra solução é criar uma política de acesso diferenciada por nível hierárquico ou por departamento. Para alguns departamentos, o acesso às redes sociais pode ser muito importante, enquanto para outros pode ser totalmente supérfluo e desnecessário. Imagina-se também que, quanto mais alto o nível hierárquico, maiores as responsabilidades deste colaborador e maior também pode ser sua liberdade de ação, bem como a possibilidade de acesso às notícias. Uma possibilidade é criar uma política que permita o acesso apenas para quem precisa ou para quem saberá usar com responsabilidade. Caso você decida utilizar esta forma, lembre que é muito importante ficar muito claro, para todos, os motivos que darão direito a uns e não darão direito a outros. Evite abrir para alguns colaboradores e fechar para outros do mesmo nível hierárquico ou do mesmo departamento, pois isso poderá gerar um sentimento de exclusão e desagregar o time.



Em resumo, essa nova realidade é um assunto que deve ser tratado com atenção, sabendo de antemão que não haverá um modelo perfeito que agrade totalmente tanto aos funcionários quanto à empresa. Em todos eles há prós e contras. O importante é que os gestores conheçam sua equipe, o estilo da sua empresa e o perfil dos funcionários, de modo a construir uma política alinhada com os dias de hoje e que seja adequada à empresa, equilibrando o clima organizacional, o rendimento dos colaboradores e os interesses da companhia.

 

As vantagens das Redes Sociais

Antes vistas apenas como passatempos fúteis, as redes sociais se transformaram em uma potencial ferramenta para a troca de informações e experiências entre os usuários. A história do ex-morador de rua, Ubirajara Gomes da Silva, que passou no concurso do Banco do Brasil em 2008, apenas estudando e trocando informações com outros candidatos por meio do Orkut é um exemplo de que as redes se tornaram um instrumento de ajuda aos concursandos.
Na época, Ubirajara fazia uso dos computadores das bibliotecas municipais e de lan houses que cobravam preço baixo para obter material de estudo. Foi também pela rede social que o ex-morador de rua leu o edital do concurso e se tornou “celebridade” no Orkut.

Para quem está em busca de informações de forma mais rápida e fácil, basta criar uma conta no microblogging (Twitter), que virou febre no Brasil em 2009. A informação é limitada (são aceitos somente textos de até 140 caracteres por vez), mas não deixa de proporcionar vantagens ao concursando em busca de notícias relevantes e em tempo real.
As redes de relacionamento – Orkut e Facebook – também podem se tornar úteis ao candidato que procura dicas e material de estudo por meio das comunidades. Nessa ferramenta, o concursando se relaciona com pessoas que têm os mesmos interesses, acessa artigos, opiniões, participa de enquetes e pode fazer downloads de apostilas disponibilizadas pelos usuários.
Há comunidades no Orkut e perfis no Twitter que oferecem dicas para concursos públicos. Confira alguns deles:

Eu estudo para concurso público

Eu passei em concurso público

Material para concurso público

Concurso público pelo msn

Aprovação em concurso

Adoro um concurso público

Dica pra concurso



Por Marina Dutra

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Site vai mapear iniciativas culturais e educativas em torno de 15 mil escolas públicas



Se a formação de um indivíduo extrapola os limites da escola, como identificar os espaços culturais e educativos de uma comunidade para que eles se articulem, potencializando as práticas de educação formal? O CulturaEduca.cc nasce para ajudar a localizar e a integrar essas iniciativas.
A plataforma vai mapear os entornos de 15 mil unidades educacionais da rede pública que integram o programa Mais Educação, do governo federal, que apoia financeiramente as escolas que queiram ampliar não apenas o tempo de permanência dos alunos na sala de aula, mas as suas oportunidades de aprendizagem.
O projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto Lidas, em parceira com o Ministério da Cultura (MinC) e Ministério da Educação (MEC).
Por meio de uma tecnologia de georreferenciamento está sendo construída uma ferramenta online que agrega dados de Pontos de Cultura, bibliotecas, teatros, museus, centros culturais, além de equipamentos públicos de saúde, esporte e assistência social. A presidente do Instituto Lidas, Inaê Batistoni, explica que o objetivo é cruzar esse conjunto de informações oficiais com a percepção subjetiva dos próprios moradores e dos sujeitos das ações.
Plataforma colaborativa
“A rede será alimentada colaborativamente, ou seja, o usuário poderá cadastrar livremente iniciativas como o sarau do Zezinho, que não está na base de dados oficiais”, afirma. Com isso, o trabalho pretende valorizar o saber popular no processo de ensino-aprendizagem que, para ela, muitas vezes é ignorado pela educação formal.

O mapeamento deve abranger um raio de 2 km a 5 km ao redor da escola.
Serão mapeados os entornos das escolas, em um raio que varia de 2km a 5km, de acordo com a base censitária de cada região – a área delimitada poderá ser modificada posteriormente, caso faça sentido para os moradores. Não haverá restrição ao cadastro, já que a ideia é que o portal seja apropriado pela população e que ela mesma identifique e corrija as informações que não se enquadrem à realidade.
Além disso, o CulturaEduca é produzido com licença Creative Commons para que as informações do portal circulem livremente em prol da própria rede. Segundo Inaê, os primeiros mapas devem estar prontos em dezembro deste ano e os dados devem ajudar também a criar indicadores relacionados às ações de cultura e educação, o que não existe atualmente.
Instrumento pedagógico
E como isso será trabalhado nas escolas? “Isso ainda está em debate, mas a proposta é que a plataforma seja divulgada nas escolas selecionadas como uma ferramenta de subsídio para as próprias atividades do programa Mais Educação”. Com isso, o CulturaEduca pretende constituir-se também como um instrumento pedagógico virtual, em que educadores e alunos podem inserir e consultar, de maneira interativa, informações sobre o território educativo.
Além do mapa interativo, o site contará com fóruns para debates, trocas e produção de metodologias da área. Nesse espaço virtual poderão interagir educadores, produtores culturais, estudantes, gestores de políticas públicas, pesquisadores  e o público em geral.
Para isso, o Instituto Lidas trabalha em parceria com a Casa de Arte de Educar, que tem fomentado uma rede de agentes interessados na área. A instituição desenvolve uma pesquisa-ação em cinco capitais para investigar e apresentar propostas de políticas públicas que articulem cultura e educação.

Aprendiz 


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Universidade virtual 'descobre' o Brasil



"Ganhei dinheiro suficiente, é tempo de retribuir." Com essa frase o israelense Shai Reshef explicou ao portal americano Huffington Post por que decidiu criar uma das maiores iniciativas de ensino online do mundo, a University of the People (Universidade do Povo ou, na sigla em inglês, UoPeople).
Escolhido em 2010 pelo Huff Post como uma das pessoas que estão "mudando o jogo" da educação e neste ano pela revista Wired como uma das 50 personalidades que estão transformando o mundo, Reshef fez fortuna como executivo. Transformou a Kidum israelense de um cursinho preparatório para exames em um gigante da prestação de serviços educacionais - ela foi comprada pela americana Kaplan em 2005 por mais de US$ 25 milhões.
Depois disso, Reshef doou US$ 1 milhão para o projeto da UoPeple, lançado em 2009 com apoio da Organização das Nações Unidas. Com cursos de Administração e Ciências da Computação, a universidade cobra apenas uma taxa de inscrição e outra para custear o processo de avaliação, no valor total de US$ 150. A UoPeople tem vivido dessas taxas e da doação de fundações como a de Bill Gates, graças a um modelo de baixíssimo custo, apoiado em professores voluntários de primeira linha.
Reshef, que participou na semana passada, no Rio, do Global Economic Symposium, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, planeja tornar a UoPeople sustentável a partir de 2015, sobrevivendo só com a receita das taxas, no que pode ser o primeiro modelo de negócio viável de uma instituição de ensino online. Nesta entrevista, ele falou sobre o interesse de firmar parcerias no Brasil:
Desde que o senhor lançou a UoPeople, houve várias outras iniciativas de ensino online gratuito, como Coursera e Udacity, ambos criados por professores da Universidade de Stanford. O que o sr. acha deles e como vê o atual estágio do ensino online?
A UoPeople apoia totalmente o conceito de Mooc (sigla em inglês para cursos abertos online massivos, criados para atingir grandes públicos) e o movimento de Recursos Educacionais Abertos (material e ferramentas de ensino com licença aberta de uso). Os Moocs representam a livre disseminação do conhecimento para o aperfeiçoamento da humanidade e são excelentes ferramentas de aprendizado.
A UoPeople se diferencia por ser uma universidade com currículo amplo que dá acesso a diplomas formais de Administração e Ciências da Computação. Os Moocs são bastante atraentes se a pessoa quer se aprofundar em um tópico específico ou deseja ver um professor renomado tratando de um tema, mas não abrem caminho para o diploma.
Outra distinção importante é o fato de que a UoPeople garante ao estudante atenção individualizada. Em vez de oferecer um só curso para milhões, quebramos os nossos em classes de 20, 30 estudantes. Isso permite ao instrutor fazer a supervisão e interagir com os alunos, algo básico no processo de aprendizado.
Qual é a situação atual do mundo no que diz respeito ao acesso ao ensino superior?
Milhões de pessoas em todo o planeta enfrentam obstáculos por limitações financeiras, geográficas, sociais e pessoais. Projeções da Unesco sugerem que até 2025 haverá um público de 98 milhões de jovens que precisam de ensino superior, mas não terão vaga nas instituições existentes.
O ensino online é uma maneira excelente de conseguir atender a essa demanda incrível por ensino superior - não só para atender demandas individuais, mas também para tornar o mundo um lugar melhor para todos.
Quais são os próximos passos da UoPeople? Vocês mantêm
a meta de construir um modelo de negócios sustentável até 2015?
Embora não cobremos mensalidade, o ensino que oferecemos não é totalmente gratuito. Mas a UoPeople tem sido bem-sucedida em cortar quase todo o custo associado ao ensino superior. Não cobramos, por exemplo, por livros e material didático. Tudo o que pedimos é que o estudante pague uma taxa para entrar na nossa seleção, de US$ 50, e para bancar o processo de avaliação do seu curso, de US$100 - mesmo assim, só se eles puderem.
Precisamos de recursos no valor de US$ 6 milhões para chegar a 2015. Daí em diante, não apenas vamos nos sustentar integralmente com as taxas de avaliações como também poderemos ajudar a um número maior de estudantes que não podem pagá-las. Além disso, estamos criando um Portal de Minibolsas, o primeiro do gênero em qualquer universidade, no qual estudantes que não podem bancar as taxas podem contar sua história e pedir ajuda a nossos apoiadores que se interessam por patrocinar alunos.
Quantos estudantes,
voluntários e funcionários vocês têm agora? E quais instituições apoiam a UoPeople?
Temos 3 mil voluntários e 1,5 mil estudantes de 132 países. Estamos ligados à Organização das Nações Unidas, à Escola de Direito da Universidade de Yale e à Iniciativa Global de Bill Clinton. Recebemos apoio de mais de 1 milhão de pessoas no Facebook e temos acordos de colaboração com a Universidade de Nova York, que identificou talentos entre nossos estudantes e os selecionou para seu câmpus em Abu Dhabi, e com a Hewlett-Packard, para oferecer estágios a alunos. Recebemos apoio de líderes de universidades como Oxford e de diversas fundações, entre elas as de Bill & Melinda Gates e do Google.
O que o senhor sabe sobre a educação no Brasil?
Sei o básico. Por exemplo, que os estudantes têm de passar por um processo competitivo para ter acesso ao ensino superior. Dos vários brasileiros que estudam conosco e compartilharam suas histórias, notamos que, além da gratuidade, um dos grandes motivos para escolher a UoPeople é a capacidade de se comunicar globalmente.
Temos depoimentos nessa linha: "Escolhi a UoPeople porque ela me oferece uma oportunidade de intercâmbio cultural, além de me ensinar a ser uma pessoa mais centrada. Se você quer ser especial, precisa fazer parte de algo especial".
Vocês planejam ter parcerias aqui no Brasil?
A UoPeople está aberta a parcerias em todo o mundo e está ansiosa por fechar acordos no Brasil, especialmente com gente disposta a patrocinar estudantes brasileiros.
O sr. mencionou em uma
entrevista anterior a necessidade de se aperfeiçoar o ensino
médio. Também disse que
achava que era uma tarefa
urgente para governos e outras instituições trabalharem com níveis inferiores de educação.
Há progressos sendo feitos em relação a isso?
Quanto mais alunos se formarem no ensino médio, maior o número de pessoas que nós poderemos ajudar. Alguns governos até podem passar a considerar que o que fazemos na UoPeople tem potencial para ser aplicado nesse nível de ensino.
É correto, do ponto de vista de um governo, considerar o ensino gratuito de qualidade uma ferramenta para aumentar dramaticamente o Produto Interno Bruto (PIB)?
Não existe necessariamente uma correlação entre PIB alto e ensino gratuito. No entanto, há uma clara conexão entre PIB alto e altas taxas de acesso e frequência à universidade. Assim, deveria ser do interesse dos governos garantir taxas mais altas de acesso à universidade. Se as pessoas não conseguem pagar as mensalidades, o foco deveria ser garantir acesso ao ensino gratuito. Conhecemos diversos governos que estão olhando para o modelo que construímos na UoPeople como uma opção para lidar com essa situação.
Hoje, pelo menos aqui no Brasil, é muito comum ver
autoridades e a sociedade
em geral atribuir parte dos problemas do País à falta de instrução da população. Não faz sentido, nesse cenário,
oferecer ensino online gratuito em larga escala?
Totalmente. Nós adoraríamos participar dessa missão tão importante - seja compartilhando nosso conhecimento ou oferecendo educação a mais brasileiros.

Estadão

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Smartphones aumentam nota de alunos de baixa renda



Enquanto uma pesquisa divulgada hoje pela consultoria Strategy Analytics diz que no mundo já existem mais de 1 bilhão de usuário de smartphones, dentro de sala de aula, eles nem sempre são bem-vindos. Se, por um lado, cada celular esconde um universo de distrações, como videogames, redes sociais e programas de mensagem instantânea, por outro, estudos têm mostrado que as tecnologias móveis são capazes de ajudar os alunos a terem melhores experiências de aprendizado e, consequentemente, melhores resultados nas provas.
É o que mostram os resultados do K-Nect, que levou smartphones a alunos de baixa renda de várias escolas na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O projeto foi criado em 2008 para ajudar alunos do 9º ano em situação de risco social, que não tinham internet em casa, a desenvolverem as chamadas habilidades do século 21, além de diminuírem o déficit que apresentavam em matemática. Com o apoio da Qualcomm, o Project K-Nect forneceu smartphones com acesso liberado à internet e conteúdo personalizado e alinhado aos planos de aula dos professores. Os jovens, então, passaram a interagir com os colegas com mais facilidade, a fazer exercícios com feedback instantâneo, a buscar informações a qualquer hora do dia. Em um ano, os alunos que participaram do projeto viram suas notas crescerem em 30%.

“Nem todo mundo tem televisão, computador ou mesmo eletricidade em casa, mas estamos nos aproximando do ponto em que todo mundo poderá ter acesso à internet”, disse Peggy Johnson, vice-presidente da Qualcomm Incorporated e presidente de desenvolvimento de marketing global, ao Mashable. “A cobertura da internet sem fio já alcançou os quatro cantos do mundo.” Para ela, a tecnologia sem fio pode ajudar a melhorar a educação nos Estados Unidos e no mundo.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, uma das grandes vantagens do smartphone é seu tamanho. Com a mobilidade, os dispositivos podem ser levados de forma fácil – e mais barata – para lugares que sofrem com a falta de infraestrutura. Existe a possibilidade, inclusive, de a internet levar professores a vilarejos onde não há nem escolas. “Em vilas que não teriam condições de ter uma sala de aula ou um professor, você pode enviar um único tablet e algumas instruções e aí você não precisa de uma sala de aula”, disse Johnson.

O Project K-Nect faz parte da Wireless Reach Initiative, um programa da Qualcomm que procura levar internet sem fio a comunidades ao redor do mundo que não têm acesso a esse tipo de tecnologia. Com a ajuda de parceiros, o programa tenta melhorar a qualidade de projetos educacionais, da assistência médica e da sustentabilidade local.

Estadão


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia mobiliza o país



Ascom Ufal
O tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” mobiliza todo o país, neste mês, com a realização da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 15 a 21 de outubro. A abertura oficial será realizada pelo ministro Marco Antonio Raupp, em Brasília, no dia 16 de outubro, às 15h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília).
Em Alagoas, a programação será concentrada em sete cidades que irão promover 215 eventos. Na capital, Maceió, haverá oficinas e shows de química e física, entre os dias 16 e 18, em escolas estaduais dos bairros Jacintinho, Vergel e Benedito Bentes.
A Universidade Federal de Alagoas e a Usina Ciência estão apoiando, mais uma vez, a iniciativa de reunir as instituições para debater a consciência ecológica que influencia na economia e na qualidade de vida das pessoas. Três escolas públicas de Maceió ainda vão receber exposições, mostra de filmes e fornecer atendimentos na área da saúde. Os professores da Ufal também vão ministrar palestras nas cidades de Maragogi, Major Isidoro e Delmiro Gouveia.
Confira aqui a programação completa em Maceió.
Temática
Todos os anos, as ações são promovidas em torno de uma temática de importância social. Para a edição de 2012, o tema escolhido – “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” – está em sintonia com as discussões da Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em junho deste ano, no Brasil. A Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
O tema principal é escolhido pelo MCTI com base em sugestões e consultas a instituições e entidades parceiras na organização. Durante o ano e, principalmente, no período da SNCT, são promovidas e estimuladas atividades de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com esse tema, com debates sobre as estratégias e as mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um modelo de desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.
Evento é lei
Criada por decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 9 de junho de 2004, a SNCT busca popularizar a ciência e mostrar sua importância para o desenvolvimento, além de despertar na população a criatividade, a atitude científica e a inovação. O evento é realizado sempre em outubro, sob a coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis).
Desde a primeira edição, a semana nacional obtém participação crescente e entusiasmada de estudantes, professores, instituições e municípios. Em 2011, foram realizadas cerca de 16 mil atividades, em 654 municípios brasileiros. A 9ª SNCT terá atividades em todas as regiões do país, mobilizando diversos parceiros como universidades, instituições de pesquisa, escolas, empresas públicas e privadas, governo e entidades da sociedade civil.
Por ufal.edu.br