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quarta-feira, 6 de março de 2013

Educação de Campo Alegre implantou Ensino em Tempo Integral em duas escolas da Rede Municipal


Modalidade oferece aulas e várias atividades de contra turno para os alunos

O ano letivo 2013 em Campo Alegre teve início no ultimo dia 25 de Fevereiro, onde o município passou a contar com avanços significativos na área educacional, e entre as novidades implantadas na Rede Municipal, destaque para a modalidade de Ensino de Tempo Integral.

As primeiras escolas da Rede que funcionarão com o Ensino em Tempo Integral serão: Escola Municipal Helenilda Correia de Araújo no Povoado Pimenteira em Campo Alegre e a Escola Municipal Escola Cícero Salustiano no Distrito de Luziápolis.

Para a implantação dessa modalidade, as instituições passaram por melhorias para garantir a realização das atividades de contra turno. Com isso as escolas foram equipadas com bibliotecas, campos de futebol, parquinhos de diversão, pula - pula, etc...

 A Escola Cícero Salustiano em Luziápolis conta atualmente, com 340 alunos de Educação Infantil, todos matriculados na modalidade Tempo Integral.

Já a Escola Helenilda Correia em Campo Alegre conta com 250 alunos, do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental que também terão aulas em Tempo Integral.

A dinâmica ocorrerá de forma que os alunos terão atividades normais nas salas de aula durante um período diário, já no contra turno, participarão de atividades como: dança, teatro, oficinas de artes (flauta doce, canto, pintura e capoeira), várias modalidades esportivas, entre outras.

 Os alunos receberão toda uma atenção oferecida pelas escolas, como banho, refeições, lanches e atividades físicas.










Com informações do Blog do Marcio José

Para construir um país mais igualitário e inclusivo, Brasil precisa investir 10% do PIB na Educação





royaltiesmarchaNo Brasil, existem cerca de 84 milhões de brasileiros em idade escolar. Mesmo com todo esse contigente, o País investe apenas 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.
Para que a educação brasileira tenha um avanço significativo, construindo um país mais desenvolvido, igualitário, inclusivo e democrático de fato, as entidades que compõem o Fórum Nacional da Educação, entre elas a CUT, cobram em nota pública (veja aqui), respeito às diretrizes deliberadas na 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae). Entre elas, a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que reúne 20 metas educacionais que o país deverá atingir num prazo de dez anos.
Incluso nessas metas está a destinação de 10% do PIB para a área educacional. Bandeira que será levada para a Marcha que a CUT e as demais centrais sindicais farão em Brasília na próxima quarta, dia 6. Será a primeira grande ação de massa dos 30 anos da Central e também a primeira mobilização unificada das entidades durante o governo da presidenta Dilma Rousseff.
"Não podemos chegar em 2014 sem a aprovação do PNE. Os estados e municípios estão aguardando para fazerem os seus respectivos planos na mesma ordem. Sem dúvida nenhuma, todas as entidades do Fórum estão fazendo ações de visibilidade, mas fundamentalmente a Marcha protagonizada pela Central Única dos Trabalhadores vai dar uma transparência ainda maior neste processo, fortalecendo a sociedade civil brasileira na luta por uma educação pública de qualidade socialmente referenciada", defendeu José Celestino Lourenço, o Tino, secretário de Formação da CUT Nacional.
Conforme lembrou o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Franklin de Leão, a inclusão desta meta no projeto do PNE é fruto da mobilização dos trabalhadores e da sociedade civil. Aprovado na Câmara, o projeto tramita no Senado como PLC 103/12.
O relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, senador José Pimentel (PT/CE), sugeriu recentemente à desvinculação do percentual de investimento do PIB em educação pública. A alteração também prevê a supressão da submeta sobre o investimento público equivalente a 7% do PIB no quinto ano de vigência da Lei, contrariando a principal indicação da Conae.
"Esta alteração é um retrocesso muito grande para a sociedade brasileira porque é a escola pública que atende a maior parcela da população. É a escola pública que está precisando de investimento e um aporte maior do governo no sentido de melhorar a qualidade do ensino oferecido, as instalações e equipamentos e valorizar os profissionais", esclareceu o presidente da CNTE.
Segundo justificativas apresentadas pelo governo, a inclusão do termo 'pública' engessaria os recursos, já que algumas políticas públicas que estão sendo implementadas, como o Ciências Sem Fronteiras, requerem também aplicação de recursos em acordos e convênios com universidades privadas no exterior. Para o governo, outros programas também seriam prejudicados, como o Prouni. "Nós temos o entedimento de que podemos fazer uma ressalva neste sentido, mas é clara a necessidade de se garantir que os recursos públicos sejam destinados especificamente à educação pública, garantindo que 7% do PIB sejam aplicados nos primeiros cinco anos de vigência do PNE. A educação pública em comparação com a educação privada está em condição de miséria. Lembrando que o setor privado atua sempre em sua maioria com uma concepção de educação como mercadoria que não é o posicionamento de todos aqueles que defendem uma educação pública gratuita e de qualidade", afirmou Tino.
Para o Brasil alcançar este índice de investimento e as metas estabelecidas no PNE, será preciso destinar outros fundos para o setor educacional, como 100% dos royalties do petróleo, 50% do fundo social do pré-sal, os royalties das mineradoras e da energia elétrica.
"É inaceitável o fato de que vamos realizar a 2ª Conferência Nacional de Educação (fevereiro de 2014) sem um Plano Nacional aprovado. E já começam a acontecer agora as conferências municipais, que vão até junho deste ano, e as conferência livres. Inclusive a CUT deverá realizar a sua conferencia de educação e qualificação profissional. O que nós estamos cobrando através do Fórum Nacional de Educação é celeridade na aprovação do Plano Nacional, porque vai nos causar muita indignação se o PNE não for aprovado neste ano", externou o dirigente da CUT.
Greve dos professores – em consonância com a Marcha das centrais, professores vão promover entre os dias 23 e 25 de abril uma greve nacional. A paralisação ocorrerá durante a Semana Nacional de Educação.
A greve, além de defender os 10% do PIB para a educação, tem eixos próprios voltados a valorização dos profissionais. "Primeiro, o cumprimento da Lei do Piso em sua plenitude, não só na questão dos vencimentos, mas em relação a jornada de trabalho e na construção de planos de carreiras. O investimento na profissionalização dos profissionais da escola tem muita importância no processo geral de construção da cidadania para que sejam reconhecidos e estimulados a se aperfeiçoarem e, também, a questão da regulamentação da Convenção 151, que dá direito a negociação coletiva no setor público", informou Leão.

terça-feira, 5 de março de 2013

MEC vai distribuir 2 milhões de senhas para curso online de inglês


Projeto integra o programa Ciência sem Fronteiras e prevê ainda a realização de provas de proficiência

A versão online do programa Inglês sem Fronteiras entra no ar a partir de desta terça-feira, 5. O programa oferece diferentes tipos de apoio para que estudantes de graduação e pós-graduação atinjam o nível de proficiência na língua e possam participar do programa Ciência sem Fronteiras. Na primeira fase, o Ministério da Educação (MEC) vai distribuir 2 milhões de senhas de acesso pessoal a estudantes de graduação e pós-graduação de universidades públicas e para alunos de universidades particulares que tenham alcançado no mínimo 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em alguma edição posterior a 2009.
O módulo online poderá ser acessado por meio do site My English Online (MEO), elaborado pelo setor educacional da National Geographic Learning em parceria com a Cengage Learning. Parte dos estudantes já recebeu a senha e pode acessar o programa. Segundo o MEC, quem tiver interesse e não participou da seleção pode se inscrever no próprio site.
O programa foi anunciado pelo ministro Aloizio Mercadante em dezembro do ano passado. Na ocasião, Mercadante disse que a ideia é ampliar a oferta do curso de inglês pela internet aos estudantes do ensino médio e, posteriormente, incluir alunos do ensino fundamental. De acordo com o MEC, a meta é distribuir cerca de 5 milhões de senhas.
O programa prevê a realização de provas de proficiência. Segundo o ministério, a Mastertest, empresa credenciada no Brasil pela Educational Testing Service (ETS), fará a aplicação de 500 mil testes Toefl para verificar o nível de inglês dos alunos das universidades brasileiras. No Brasil, existem 250 mil testes prontos para serem aplicados aguardando somente a finalização do sistema de inscrição.
A partir do diagnóstico do nível de conhecimento do idioma, feito pela Mastertest, os alunos que alcançarem melhor resultado podem ser selecionados para cursos presenciais. Para auxiliar nesta etapa, a pasta prevê a vinda de 200 professores americanos, provenientes de diferentes regiões dos Estados Unidos. A expectativa é que, em um primeiro momento, 20 mil alunos sejam atendidos.


Por Estadão

Já está na hora das Redes Sociais investirem em ferramentas associadas à Educação


Facebook ganha 10 milhões de brasileiros em seis meses



Reprodução
Facebook Brasil
O Facebook não dá sinais de cansaço na corrida para conquistar os brasileiros. Nos últimos seis meses, 10,1 milhões aderiram à rede por aqui, que atualmente conta com 66,5 milhões de visitantes.

O levantamento, realizado com a ferramenta de pesquisa da empresa Socialbakers, confirma que o Brasil é o país que mais tem contribuído para o aumento da base mundial de internautas. A alta no período avaliado foi de 15%.

A Índia é o segundo país em crescimento. Nos últimos seis meses, 7,8 milhões passaram a acessar a rede social, aumento de quase 13%.  No Vietnã a adesão também tem sido intensa. Os dados da consultoria informam alta de 3,7 milhões no número de pessoas, crescimento de 34%. Indonésia (3,1 milhões) e México (2,7 milhões) ainda se destacam na lista.

Os Estados Unidos lideram o ranking em número de pessoas no Facebook, com mais de 160 milhões de internautas.

A ferramenta da Socialbakers elabora análises com base nos dados disponibilizados pela rede social e atualizados diariamente. A pesquisa válida para este texto foi realizada na segunda-feira, 4.

Com informações de Olhar Digital

Congresso adia votação dos vetos aos royalties para quarta-feira

Decisão foi tomada após pressão dos estados produtores por conta de veto que não constava na cédula de votação

O Congresso Nacional adiou a votação do veto da presidente Dilma Rousseff que impediu a mudança na distribuição dos royalties do petróleo de áreas já licitadas. Nesta noite será feita apenas a leitura da nova mensagem presidencial que faz uma correção em relação aos vetos feitos no projeto que trata do tema. A votação, agora, está marcada para acontecer na manhã desta quarta-feira.A decisão foi tomada depois de muita pressão da bancada dos estados produtores. Eles sustentaram que a publicação de uma edição extra do diário oficial por “erro material” impediria a votação porque havia um dispositivo vetado que não constava na cédula de votação e sequer tinha sido lido no plenário. Eles já preparavam mandados de segurança para tentar fazer com que o Supremo Tribunal Federal (STF) impedisse a votação.
Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tomaram a decisão minutos antes do horário marcado para o início da sessão. A expectativa é que com a leitura do veto sejam confeccionadas novas cédulas de votação para permitir a decisão nesta quarta-feira. Parlamentares das bancadas dos estados produtores, porém, defendem que seja necessário fazer uma nova comissão para analisar os dispositivos vetados que não tinham sido lidos. Com isso, acreditam ser possível empurrar a votação para a próxima semana.

Estadão

domingo, 3 de março de 2013

MEC planeja que alunos carreguem livros didáticos em tablets



Em 2013, a estudante Beatriz Aguiar ingressou no 1º ano do ensino médio em uma escola particular de Brasília. Além de todas as mudanças já esperadas para o período, mais uma: o material escolar agora não ocupa mais do que o espaço de um tablet na mochila. Por quatro parcelas de R$ 277 ela comprou as obras que serão usadas e atualizadas durante o período letivo. O Ministério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso a esse material aos alunos da rede pública.

Obras digitais são usadas e atualizadas durante o período letivo
Consta no edital para os livros a serem distribuídas em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. "Além de termos acesso aos textos, temos outros recursos para ajudar no aprendizado, eu estou gostando muito", diz Beatriz. Hoje é o Dia Nacional do Livro Didático, e a Agência Brasil procurou a opinião de especialistas sobre as tendências nessa área da educação.
Segundo a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Priscilla Tavares, a digitalização do material didático apresenta pontos favoráveis como a aproximação dos alunos por meio de um material mais atrativo. "Avaliações do ensino reportam que os alunos não frequentam a biblioteca por falta de interesse pela leitura. Por outro lado, além de atrair, essas obras têm alcance restrito: o aluno, em casa, pode não ter computador ou internet". Dados do Ibope Media mostram que no terceiro trimestre de 2012, 94,2 milhões de brasileiros, menos da metade (47,5%) tinham acesso à internet.
Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar.
Priscilla Tavares pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas
Priscilla afirma também que os meios digitais podem ajudar no desempenho dos estudantes ou atrapalhar. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência, que se reflete no desempenho dos estudantes. O mesmo estudo mostrou que os laboratórios podem ser mal utilizados, levando ao pior desempenho por "alocar equivocadamente' o tempo dos estudantes. "Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar", diz a pesquisadora.
Para melhorar o acesso, o Ministério da Educação (MEC) já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.
Ministério da Educação (MEC) já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano
De acordo com o presidente Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), o setor busca o aperfeiçoamento na área para atender à demanda cada vez maior. Ele explica no entanto, que os preços não devem sofrer muitas alterações: "É possível que fique mais barato com a eliminação da cadeia de custo do papel. No entanto, surge outra cadeia, que envolve hospedar a obra em algum servidor para acessá-la pela internet entre outros. No fim, trocam-se alguns custos por outros".
O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamado Recursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC. "O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor". O REA consta no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo.


Por Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Professores que não receberam piso de 2009 a 2011 podem recorrer à Justiça



Professores do ensino básico da rede pública, com jornada de 40 horas semanais, e que não receberam o piso salarial entre janeiro de 2009 e abril de 2011 podem recorrer à Justiça e pedir os valores retroativos. No período, estava valendo liminar que determinava que o piso poderia ser cumprido em diferentes formas de remuneração, ou seja, o vencimento salarial poderia ser complementado com abonos e gratificações para que o piso fosse alcançado.
Aqueles que, nem mesmo com os adicionais, chegaram ao valor estabelecido em lei podem exigir o retroativo, explicou nesta quinta-feira a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ser consultada pela Agência Brasil.
Na quarta-feira, o STF definiu que, embora tenha sido editada em 2008, a lei do piso, que trata do salário nacional do magistério, passa a valer a partir da data na qual o Supremo confirmou sua legalidade, em abril de 2011.
O piso salarial dos professores do magistério público foi estabelecido na Lei 11.738, de 16 de julho 2008. Na ocasião, o valor era R$ 950. Com a sanção da lei, governadores de Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Ceará ajuizaram Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo contra dispositivos da legislação.
Em dezembro de 2008, o STF decidiu, por meio de liminar, que o piso passaria a ser pago a partir do dia 1º de janeiro de 2009. Os ministros estipularam que o piso incorporaria vantagens pecuniárias, em uma espécie de período de experiência para os estados. Isso valeria até o julgamento da Adin, que ocorreu em abril de 2011.
O piso salarial somava R$ 950, em 2009; R$ 1.024,67, em 2010; e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do Ministério da Educação. No ano passado, o valor vigente era R$ 1.451 e, a partir de fevereiro deste ano, passou para R$ 1.567.


Agência Brasil


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Governo convoca hackers a criar programas com dados educacionais



O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC), publicou nesta sexta-feira no Diário Oficial uma convocação para que hackers entrem em seus bancos de dados. Um concurso batizado de Hackaton de Dados Educacionais vai estimular a criação de programas, games e ferramentas montados com as informações existentes sobre a Educação no País.

"O Hackathon é uma maratona de hackers, programadores, desenvolvedores e inventores em geral para promover o desenvolvimento de projetos que visem a transparência de informações públicas por meio de tecnologias digitais", diz a página do evento .
Os participantes da maratona deverão desenvolver softwares, tais como: sites; aplicativos de celular; gráficos interativos; visualização de dados e novos serviço que promovam a mobilização da sociedade com foco na melhoria educacional do país. 
O Hackathon Dados da Educação Básica acontecerá de 12 a 14 de abril em Brasília e oferecerá 3 prêmios aos vencedores para que desenvolvam os projetos apresentados: 1º colocado: R$5mil; 2º colocado: R$3mil; 3º colocado: R$2mil.
As propostas devem ser submetidas até o dia 15 de março. Esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail daeb.hackaton@inep.gov.br.

Por IG

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 1 de março de 2013

STF decide que piso nacional dos professores é válido desde abril de 2011


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou na tarde desta quarta-feira (27) recursos (embargos de declaração) apresentados por quatro Unidades da Federação (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará) e pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) contra a decisão da Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que considerou constitucional o piso nacional dos professores da rede pública de ensino. Após o debate sobre os argumentos trazidos nos recursos, a maioria dos ministros declarou que o pagamento do novo piso instituído pela Lei 11.738/2008 passou a valer em 27 de abril de 2011, data do julgamento definitivo sobre a norma pelo Plenário do STF.
Sindifort
O Sindifort sustentou em seu recurso que a decisão do STF foi omissa por não declarar expressamente o caráter vinculante e amplo da declaração de constitucionalidade do artigo 2º, parágrafo 4º, da Lei 11.738/2008.
Já os estados pediam a modulação dos efeitos da decisão no sentido de aumentar o prazo de cumprimento da medida e, dessa forma, pretendiam que fossem concedidos mais 18 meses a partir da publicação do acórdão dos embargos de declaração. Os estados alegaram temer o desequilíbrio nas finanças públicas locais, uma vez que a declaração de constitucionalidade teria surpreendido os entes federados.
O relator da ADI, ministro Joaquim Barbosa, votou pelo não conhecimento do recurso do Sindifort porque, segundo ele, a orientação do STF é pacífica quanto à ilegitimidade do amicus curiae para apresentar recursos. Em relação aos embargos dos estados, o ministro rejeitou-os por considerar que eventual reforço financeiro proveniente dos recursos da União ou a dilação do prazo para o início da exigibilidade dos aumentos deve ser discutido entre os chefes do Poder Executivo com os Legislativos local e federal.
“A meu sentir, o pedido de modulação temporal dos efeitos da decisão tem o nítido propósito de deslocar uma típica discussão institucional de âmbito administrativo e legislativo para a esfera do Judiciário”, afirmou. Ele ainda lembrou que o Congresso Nacional, ao aprovar a lei, já analisou o prazo de adaptação para os entes federados. Segundo o ministro, o acolhimento da proposta quanto a um novo prazo de adaptação “colocaria por terra toda negociação política cuja legitimidade nunca fora posta em dúvida”.
Divergência
A divergência foi aberta pelo ministro Teori Zavascki que, apesar de não conceder o prazo de mais 18 meses pedido pelos estados, asseverou que a data a partir da qual a determinação passou a valer em definitivo foi a data da conclusão do julgamento da ADI (27/04/2011). Ele foi acompanhado pela maioria que concluiu que, ao conceder a liminar em 2008, o STF de certa forma suspendeu a aplicação da lei. E, com o julgamento definitivo em 2011, revogando a liminar concedida em 2008, a decisão passou a valer em caráter definitivo.
“Não podemos desconhecer a realidade de que, até por força de outras normas constitucionais, durante a vigência dessa medida [cautelar], as administrações públicas envolvidas dos estados e da União obviamente tiveram que pautar a sua programação fiscal e, portanto, a aprovação das suas leis orçamentárias de acordo com a liminar deferida pelo STF em 2008”, afirmou o ministro Teori ao destacar que os gastos em alguns estados são muito elevados e comprometem seriamente a previsão orçamentária e o atendimento de outras necessidades.
“Considerando que esses gastos públicos dependem de contingência orçamentária, me parece em princípio que seria adequado considerar como termo a quo da vigência da decisão do STF a data da revogação da medida liminar. A partir daí se aplica perfeitamente a observação de que a Administração não tinha nenhum motivo para não se programar daí em diante”, afirmou.
Essa sugestão foi seguida pelos ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O ministro Joaquim Barbosa reajustou seu voto para estabelecer a data do julgamento de mérito como marco para o pagamento do novo piso salarial.
O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento por estar impedido pelo fato de ter atuado como advogado-geral da União na ocasião do julgamento da ADI. Já o ministro Marco Aurélio ficou vencido porque acolhia os embargos em maior extensão.
CM/AD
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MEC divulga valores das bolsas do PNAIC



O Ministério da Educação – MEC divulgou os valores máximos das bolsas do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC (saiba mais). Elas serão destinadas aos profissionais da educação participantes da formação continuada de professores alfabetizadores.

Os valores são R$ 200,00 mensais para o professor alfabetizador; R$ 765,00 para o orientador de estudo; R$ 765,00 para o coordenador das ações do pacto nos estados e municípios; R$ 1.100,00 para o formador da instituição de ensino superior; R$ 1.200,00 para o supervisor da instituição de ensino superior; R$ 1.400,00 para o coordenador adjunto da instituição de ensino superior; e R$ 2.000,00 para o coordenador-geral da instituição de ensino superior.
O pacto é um acordo formal assumido pelos governos federal, dos estados e municípios para a alfabetização de crianças até os 8 anos de idade. A iniciativa foi lançada em novembro passado pela presidente Dilma Rousseff.

Por  Agência Brasil.

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Projeto do Campus Arapiraca propõe criação de website para melhorar gestão pública dos municípios


Projeto de extensão prevê a criação de um fórum de debates entre os gestores que estimule as práticas inovadoras de administração pública



Projeto do Campus Arapiraca propõe criação de website para melhorar gestão pública dos municípios
Município de Maravilha, distante 226 quilômetrosd e Maceió, foi o primeiro a receber a visita da equipe da Ufal
Lenilda Luna - jornalista
O projeto para a criação de um website voltado aos gestores públicos municipais é coordenador pelo professor Bruno Setton e conta com a colaboração dos professores João Tude e Patrícia Diniz. Os docentes são ligados ao curso de Administração Pública do Campus Arapiraca e querem envolver os alunos numa proposta que possibilite a aprendizagem das estratégias de gestão pública, ao tempo em que também pretendem contribuir para a qualificação da administração municipal.
Segundo Bruno Setton, a proposta é incentivar a adoção de novas práticas de administração. "Propomos um modelo de gestão do conhecimento, mais consistente e adequado às organizações públicas municipais do Agreste e Sertão alagoano. Para isso, vamos dialogar com os gestores e realizar debates, oficinas e palestras para planejar o conteúdo do website, que seja uma ferramente para consultas técnicas e também possibilite a troca de experiências entre os gestores", explica o professor.
O cronograma de execução deste projeto de extensão já foi iniciado com a apresentação da proposta ao prefeito de Maravilha, Carlos Luiz Martins Marques, eu audiência realizada no início de fevereiro. Outros prefeitos do sertão e agreste alagoanos devem ser convidados a participar do projeto. A previsão é que o website seja lançado em dezembro deste ano. "A execução deste projeto vai possibilitar uma aproximação entre a universidade e os gestores municipais", ressalta Bruno Setton.
Os integrantes do projeto tem como metas estudar o perfil do gestor público do agreste e sertão, contribuir com a profissionalização da gestão pública, conscientizar o gestor sobre a importância do planejamento e apresentar ferramentas de administração que possibilitem uma melhor oferta de serviços à população. "A experiência será muito importante para nossos alunos de administração, que vão vivenciar um desafio concreto, e também pode incentivar uma reflexão dos gestores sobre o que é preciso melhorar na administração das prefeituras", ressalta o coordenador do projeto.
UFAL

Tecnologia da Ufal é usada em aplicativo de inclusão para surdos

Pesquisa desenvolvida no Instituto de Computação há 12 anos vai permitir a inclusão social de deficientes auditivos


Tecnologia da Ufal é usada em aplicativo de inclusão para surdos
Por trás de um grande projeto, há anos de pesquisas! O professor do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas, Patrick Henrique Brito, comemora o resultado de um trabalho desenvolvido desde 2001 com o objetivo de promover a inclusão social de deficientes auditivos, que têm dificuldades de aprender a língua portuguesa e se comunicam apenas pela linguagem de sinais, a Libras.
O projeto Falibras, de um grupo de pesquisa formado por estudantes e professores da Ufal, criou um sistema computacional que converte textos e áudio em Libras. Uma empresa alagoana investiu na tecnologia para desenvolver um aplicativo utilizado em celular e venceu o prêmio de melhor projeto na categoria Inclusão Social. Considerado o Oscar da tecnologia móvel, o concurso WSA-Mobile, promovido pela ONU, premiou o aplicativo Hand Talk (da tradução em português “Mãos que Falam”), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no último dia 5 de fevereiro.
O aplicativo Hand Talk foi fruto de uma parceria da Ufal com a empresa que desenvolveu a versão comercial do software. A expectativa é que até 2014 seja lançada a primeira parte do projeto, voltada para dispositivos móveis, sendo disponibilizada naApple Store e na Google Play. “O sistema tem potencial de ser uma ferramenta de grande contribuição na aprendizagem, principalmente de crianças surdas, podendo possibilitar a integração dessas nas escolas tradicionais e ajudar no aprendizado cognitivo”, ressaltou o professor Patrick.
Fases da pesquisa
O professor Luis Cláudius Coradine, do Instituto de Computação da Ufal, foi o primeiro coordenador do projeto Falibras (2001-2007), concebido, inicialmente, como um sistema que, ao captar a fala no microfone, exibe, no monitor de um computador, a tradução do que foi dito, em Libras, na forma gestual e animada, em tempo real. Na primeira versão lançada, o texto obtido via reconhecimento de fala ou diretamente digitado, realizava apenas a interpretação de palavras e pequenas expressões, ignorando a maior parte do contexto das frases.
Na segunda etapa do projeto, entre 2003 e 2004, foi dado foco na melhoria da qualidade de tradução. Para isso, os pesquisadores investiram em técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN), que é uma parte da Inteligência Artificial responsável por estudar a compreensão e/ou geração de textos em línguas naturais de maneira automatizada.
Somente a partir de 2005, o Instituto de Computação iniciou a montagem da exibição das animações com a preocupação da análise sintática, o que possibilitou a concordância em gênero e número entre as palavras da frase e o gerador da tradução em Libras. Após parceria com professores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi desenvolvida uma ramificação do projeto, mudando completamente a forma de tradução, utilizando uma espécie de banco de dados como memória do tradutor.
Desde 2008, o professor Patrick Henrique da Silva Brito assumiu a coordenação do projeto. Atualmente o Falibras foi reimplementado com componentes de software e interfaces explícitas entre eles. A versão atualizada emprega animação em 3D; módulo de tradução mista; apoio a intérpretes; acessibilidade de conteúdos da Internet; entre outras melhorias operacionais. Foi então que despertou o interesse de investimento por parte da empresa que criou o aplicativo móvel. “Nesse sentido, está sendo firmado um convênio envolvendo o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Ufal e a empresa alagoana HandTalk, que recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo comprometimento social, ideia e iniciativa em comercializar ferramentas voltadas à inclusão digital de pessoas surdas”, destacou Patrick.
Tecnologia interativa
No Estado de Alagoas são mais de 186 mil pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional das que terminam o ensino médio é de 3%, e estima-se que cerca de 90% dos deficientes auditivos não concluem nem o ensino fundamental. Essa realidade é em decorrência de uma série de fatores, entre os mais importantes, a falta de capacitação dos professores nas escolas e indisponibilidade de intérpretes, dificultando o aprendizado da língua portuguesa.
Para interagir com os usuários, o aplicativo Hand Talk criou um boneco em 3D que reage aos estímulos de voz, texto e imagem, gesticulando. O personagem interativo ganhou o nome de Hugo. Ele tem algumas características próprias, é magro, alto, cabeça grande e dedos finos que facilitam a visualização dos mais de 44 mil gestos.
A ideia dos criadores do software que utiliza a tecnologia desenvolvida na Ufal é trabalhar em três frentes. A primeira delas é a conversão de textos para Libras simplesmente copiando a inscrição desejada no programa. Hugo fará a tradução com a simpatia e desenvoltura que marcam o personagem. A segunda vertente é voltada para sons, traduzindo, por exemplo, em tempo real, uma conversa entre surdos e ouvintes, sem a necessidade de intérprete. A terceira ferramenta é a conversão do conteúdo de imagens, sendo bastante prática na leitura de livros, jornais, revistas, e letreiros.
Os jovens empresários alagoanos, da Hand Talk, contam com a ajuda da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (Aappe), que, entre outros, presta serviços clínicos e de educação a alagoanos com surdez. São os surdos atendidos lá que validam tudo, já que a expressão ou um simples detalhe feito com os dedos podem mudar completamente o sentido do que está sendo dito.
O prêmio
O WSA-Mobile contempla e promove os projetos com melhores conteúdos e aplicativos online em diversas categorias. Entre os435 projetos de 102 países inscritos gratuitamente no prêmio, o Hand Talk e o MyFunCity foram os únicos representantes brasileiros na disputa. A escolha do melhor aplicativo aconteceu por meio de votação no site da WSA. Oitenta jurados votaram na premiação. Os sócios criadores do Hand Talk, Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz levaram a bandeira de Alagoas ao receberem o prêmio no palco.
Formação acadêmica
O projeto Falibras, desenvolvido no Instituto de Computação da Ufal, contribuiu, nos últimos 12 anos com duas dissertações de mestrado defendidas, 16 trabalhos de iniciação científica concluídos e três trabalhos de conclusão de curso (TCC) de graduação. Atualmente, o projeto conta com três alunos de mestrado, um aluno de iniciação científica, dois alunos de iniciação tecnológica e cinco alunos com TCC.
Recentemente, o trabalho do aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica(Pibic), recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal. Nesse trabalho, o estudante atuou principalmente na modularização do sistema em componentes de software, no aperfeiçoamento do tradutor do Falibras e também na integração do sistema com o navegador Web Firefox, com o intuito de promover a inclusão digital e social de usuários surdos.

O aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Pibic, recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal, pelo trabalho realizado com o Falibras
O aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Pibic, recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal, pelo trabalho realizado com o Falibras.

Hugo é o boneco em 3D criado pela Hand Talk para facilitar a comunicação com os surdos
Hugo é o boneco em 3D criado pela Hand Talk para facilitar a comunicação com os surdos.

UFAL  Universidade Federal de Alagoas

domingo, 17 de fevereiro de 2013

MEC divulga valores das bolsas do PNAIC



O Ministério da Educação – MEC divulgou os valores máximos das bolsas do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC (saiba mais). Elas serão destinadas aos profissionais da educação participantes da formação continuada de professores alfabetizadores.

Os valores são R$ 200,00 mensais para o professor alfabetizador; R$ 765,00 para o orientador de estudo; R$ 765,00 para o coordenador das ações do pacto nos estados e municípios; R$ 1.100,00 para o formador da instituição de ensino superior; R$ 1.200,00 para o supervisor da instituição de ensino superior; R$ 1.400,00 para o coordenador adjunto da instituição de ensino superior; e R$ 2.000,00 para o coordenador-geral da instituição de ensino superior.
O pacto é um acordo formal assumido pelos governos federal, dos estados e municípios para a alfabetização de crianças até os 8 anos de idade. A iniciativa foi lançada em novembro passado pela presidente Dilma Rousseff.

Por Agência Brasil.
Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Alfabetizadores terão formação para preparar aulas de 1º a 3º anos



A partir de março, professores alfabetizadores da rede pública de ensino receberão a formação de orientadores de estudos para melhor prepararem as aulas das crianças de 1º a 3º anos do ensino fundamental. A ação é parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).
Os orientadores já receberam ou ainda receberão até o início de março aulas de capacitação ministradas em 40 universidades públicas brasileiras. Para ajudar na formação e nas aulas, um material especial foi desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com colaboração de 11 instituições de ensino superior.

"O material trata da alfabetização de forma que ela se complete em três anos. Não é só uma alfabetização que a criança aprenda a ler palavras. Tem que produzir textos e ler com autonomia", explica a coordenadora adjunta do programa na UFPE, Ana Cláudia Pessoa. Segundo ela, o material não propõe um método a ser seguido em sala de aula, mas uma reflexão a ser feita sobre a função social de ler e escrever.
Um dos textos do material de formação dos professores é sobre a apropriação do sistema de escrita alfabética pelas crianças. Os autores indagam no título: que caminhos percorrer? E logo respondem: "Para que o processo de alfabetização das crianças contribua com o fortalecimento das identidades coletivas e diversos saberes dos povos do campo é preciso que o mesmo se dê de forma estreitamente articulada com as comunidades ali existentes, ampliando e valorizando os conhecimentos e vínculos das crianças com a realidade em que vivem".
Ao todo são oito cadernos para formação dos professores e mais oito unidades voltadas para cada um dos três anos do ciclo de alfabetização. A formação também inclui conteúdos voltados para a educação multisseriada, muito presente nas escolas rurais, onde na mesma sala existem alunos de diferentes níveis.
Para acompanhar o material teórico, os professores já têm disponíveis em sala de aula o chamado Kit de Alfabetização e Linguagem, disponibilizado em 2005 com o programa governamental Pró-Letramento - Mobilização pela Qualidade da Educação, que tem como objetivo a formação de professores para o ensino do português e da matemática até o 5º ano do Ensino Fundamental e cujos preceitos e experiências serviram de subsídio para o Pnaic.
O Pacto traz algumas novidades como os jogos inclusivos, que ainda estão sendo desenvolvidos pela UFPE, mas Ana Cláudia adianta que facilitarão o acesso e poderão ser usados por crianças com ou sem deficiência. "Um exemplo são letras que podem ser embaralhadas. A criança tem que descobrir que palavra elas formam. Para a criança cega há a representação em Braille da letra no próprio brinquedo", diz a coordenadora adjunta.
Os jogos facilitam também na capacitação dos professores. A coordenadora-geral do Pnaic na Universidade de Brasília (UnB), Leila Chalub, conta que duranta a capacitação do Pró-Letramento, muitos professores começaram a entender a matemática por meio de jogos. "Quando os professores viam ali as frações concretas na frente deles entendiam muito melhor".
Para acompanhar o desenvolvimento das crianças, o curso de formação continuada dos professores alfabetizadores prevê, na unidade 1, o planejamento de estratégias de avaliação permanente do desenvolvimento dos estudantes a ser definido pelos próprios professores. Com base no que for observado, os professores poderão, com a ajuda dos orientadores, planejar tarefas para favorecer a aprendizagem. No início e no final do 2º ano, será aplicada a Provinha Brasil, para verificar os domínios de escrita e leitura. A provinha será aplicada também pelos professores.
Ao final do 3º ano haverá uma avaliação externa para checar todo o processo de aprendizagem do aluno. Essa avaliação será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). "A avaliação vem para dar um direcionamento ao professor. Com base na Provinha Brasil e na avaliação final ele vai poder também elaborar as próprias questões e estimular o raciocínio das crianças", afirma a coordenadora de Projetos do Centro de Formação Continuada de Professores em Alfabetização e Linguagem (Cform) da UnB, Paola Aragão.
Perguntada se poderia haver uma formação voltada para as provas e não para o aprendizado em si, Leila Chalub diz: "quem trabalha na área, quem tem uma formação ética, tem um compromisso com o ensino. Mas claro que acontece, se pensarmos que não, seremos ingênuos". Como exemplo ela cita o fato de ter conhecido uma estudante que disse que resolvia as provas do final para o começo, pois os professores já estavam cansados e começavam a dar as respostas das primeiras questões. "Ela aprendeu a fazer prova. Pode-se tentar de todas as formas, mas toda avaliação tem vícios que são inevitáveis".



Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Prefeitos têm desafio de universalizar a pré-escola até 2016


Os prefeitos que assumiram o cargo no início deste ano terão um desafio a cumprir até o fim do mandato, em 2016: universalizar a pré-escola. A matrícula de todas as crianças na faixa etária de 4 a 5 anos tornou-se obrigatória em 2009. O prazo final foi fixado para 2016 e a responsabilidade recai sobre os municípios, aos quais cabe a educação infantil.
O desafio dos prefeitos será garantir vagas para as crianças na rede pública. Alguns municípios, entretanto, não têm unidades suficientes e precisarão construir novos prédios.
Além disso, virão mais gastos com os profissionais contratados e a manutenção das novas instalações.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2010, havia 1.154.572 crianças na faixa de 4 a 5 anos fora da escola. A matrícula na pré-escola, no entanto, avançou na última década. Em 2000, 51,4% das crianças nessa faixa etária tinham acesso à educação, patamar que saltou para 80,1% em 2010.
Há pouco mais de um mês exercendo o mandato de prefeito de Araguapaz, município goiano com 8,5 mil habitantes, Fausto Luciano antecipa que será difícil cumprir a meta sem mais recursos do governo federal. "Hoje, é quase impossível. Os recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) são escassos. Com os recursos de que dispomos hoje, será preciso existir algo mais até 2016 para que isso seja implementado. É um desafio para os gestores que estão entrando agora", disse Luciano.
As prefeituras recebem apoio federal por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). O objetivo é financiar a construção de unidades de educação infantil para atender a crianças de até 5 anos, faixa etária da creche à pré-escola.
Pelo programa, a prefeitura providencia o terreno e o Ministério da Educação (MEC) financia a construção, os equipamentos e o mobiliário. A meta do atual governo é construir 6 mil novas creches e pré-escolas até 2016. Dados do MEC indicam que 742 unidades de educação infantil foram entregues nos dois primeiros anos de gestão da presidenta Dilma Rousseff e cerca de 5,6 mil estão em construção.
Mesmo assim, alguns gestores se preocupam com o custo da manutenção. É o caso do prefeito de Cachoeira Grande, no Maranhão, Francivaldo Souza. "Estamos construindo uma creche, mas, para fazer funcionar, temos que ter a ajuda do governo federal. Não falo só nos equipamentos, mas também da manutenção", disse ele.
A secretária municipal de Educação de Colinas, no Tocantins, Odaléa Sarmento, considera a meta ambiciosa e acredita que uma alternativa seria apoiar a ampliação dos prédios municipais. "Os municípios têm prédios com infraestrutura de escola de ensino fundamental. Temos que adaptar esses ambientes para a educação infantil, para essa faixa etária". Ela também defende que o governo do estado assuma a responsabilidade pela etapa final do ensino fundamental, para que os municípios concentrem esforços na educação infantil.
Embora a questão financeira seja a mais citada entre as dificuldades a serem superadas, a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, aponta que a gestão nos municípios terá importância fundamental para viabilizar a infraestrutura e contratação de profissionais para a universalização da pré-escola até 2016. "Se a gestão e a implementação não forem muito rigorosas e competentes, no espaço de quatro anos, não se dá conta de colocar em pé toda a estrutura necessária para garantir vagas para essas crianças todas."
A inclusão do pré-escolar ocorreu por emenda à Constituição. Antes da mudança, o ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Desde então, o ensino passou a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, abrangendo a pré-escola, o ensino fundamental e o médio.



Por Agência Brasil