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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tecnologia da Ufal é usada em aplicativo de inclusão para surdos

Pesquisa desenvolvida no Instituto de Computação há 12 anos vai permitir a inclusão social de deficientes auditivos


Tecnologia da Ufal é usada em aplicativo de inclusão para surdos
Por trás de um grande projeto, há anos de pesquisas! O professor do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas, Patrick Henrique Brito, comemora o resultado de um trabalho desenvolvido desde 2001 com o objetivo de promover a inclusão social de deficientes auditivos, que têm dificuldades de aprender a língua portuguesa e se comunicam apenas pela linguagem de sinais, a Libras.
O projeto Falibras, de um grupo de pesquisa formado por estudantes e professores da Ufal, criou um sistema computacional que converte textos e áudio em Libras. Uma empresa alagoana investiu na tecnologia para desenvolver um aplicativo utilizado em celular e venceu o prêmio de melhor projeto na categoria Inclusão Social. Considerado o Oscar da tecnologia móvel, o concurso WSA-Mobile, promovido pela ONU, premiou o aplicativo Hand Talk (da tradução em português “Mãos que Falam”), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no último dia 5 de fevereiro.
aplicativo Hand Talk foi fruto de uma parceria da Ufal com a empresa que desenvolveu a versão comercial do software. A expectativa é que até 2014 seja lançada a primeira parte do projeto, voltada para dispositivos móveis, sendo disponibilizada naApple Store e na Google Play. “O sistema tem potencial de ser uma ferramenta de grande contribuição na aprendizagem, principalmente de crianças surdas, podendo possibilitar a integração dessas nas escolas tradicionais e ajudar no aprendizado cognitivo”, ressaltou o professor Patrick.
Fases da pesquisa
O professor Luis Cláudius Coradine, do Instituto de Computação da Ufal, foi o primeiro coordenador do projeto Falibras (2001-2007), concebido, inicialmente, como um sistema que, ao captar a fala no microfone, exibe, no monitor de um computador, a tradução do que foi dito, em Libras, na forma gestual e animada, em tempo real. Na primeira versão lançada, o texto obtido via reconhecimento de fala ou diretamente digitado, realizava apenas a interpretação de palavras e pequenas expressões, ignorando a maior parte do contexto das frases.
Na segunda etapa do projeto, entre 2003 e 2004, foi dado foco na melhoria da qualidade de tradução. Para isso, os pesquisadores investiram em técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN), que é uma parte da Inteligência Artificial responsável por estudar a compreensão e/ou geração de textos em línguas naturais de maneira automatizada.
Somente a partir de 2005, o Instituto de Computação iniciou a montagem da exibição das animações com a preocupação da análise sintática, o que possibilitou a concordância em gênero e número entre as palavras da frase e o gerador da tradução em Libras. Após parceria com professores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi desenvolvida uma ramificação do projeto, mudando completamente a forma de tradução, utilizando uma espécie de banco de dados como memória do tradutor.
Desde 2008, o professor Patrick Henrique da Silva Brito assumiu a coordenação do projeto. Atualmente o Falibras foi reimplementado com componentes de software e interfaces explícitas entre eles. A versão atualizada emprega animação em 3D; módulo de tradução mista; apoio a intérpretes; acessibilidade de conteúdos da Internet; entre outras melhorias operacionais. Foi então que despertou o interesse de investimento por parte da empresa que criou o aplicativo móvel. “Nesse sentido, está sendo firmado um convênio envolvendo o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Ufal e a empresa alagoana HandTalk, que recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo comprometimento social, ideia e iniciativa em comercializar ferramentas voltadas à inclusão digital de pessoas surdas”, destacou Patrick.
Tecnologia interativa
No Estado de Alagoas são mais de 186 mil pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional das que terminam o ensino médio é de 3%, e estima-se que cerca de 90% dos deficientes auditivos não concluem nem o ensino fundamental. Essa realidade é em decorrência de uma série de fatores, entre os mais importantes, a falta de capacitação dos professores nas escolas e indisponibilidade de intérpretes, dificultando o aprendizado da língua portuguesa.
Para interagir com os usuários, o aplicativo Hand Talk criou um boneco em 3D que reage aos estímulos de voz, texto e imagem, gesticulando. O personagem interativo ganhou o nome de Hugo. Ele tem algumas características próprias, é magro, alto, cabeça grande e dedos finos que facilitam a visualização dos mais de 44 mil gestos.
A ideia dos criadores do software que utiliza a tecnologia desenvolvida na Ufal é trabalhar em três frentes. A primeira delas é a conversão de textos para Libras simplesmente copiando a inscrição desejada no programa. Hugo fará a tradução com a simpatia e desenvoltura que marcam o personagem. A segunda vertente é voltada para sons, traduzindo, por exemplo, em tempo real, uma conversa entre surdos e ouvintes, sem a necessidade de intérprete. A terceira ferramenta é a conversão do conteúdo de imagens, sendo bastante prática na leitura de livros, jornais, revistas, e letreiros.
Os jovens empresários alagoanos, da Hand Talk, contam com a ajuda da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (Aappe), que, entre outros, presta serviços clínicos e de educação a alagoanos com surdez. São os surdos atendidos lá que validam tudo, já que a expressão ou um simples detalhe feito com os dedos podem mudar completamente o sentido do que está sendo dito.
O prêmio
WSA-Mobile contempla e promove os projetos com melhores conteúdos e aplicativos online em diversas categorias. Entre os435 projetos de 102 países inscritos gratuitamente no prêmio, o Hand Talk e o MyFunCity foram os únicos representantes brasileiros na disputa. A escolha do melhor aplicativo aconteceu por meio de votação no site da WSA. Oitenta jurados votaram na premiação. Os sócios criadores do Hand Talk, Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz levaram a bandeira de Alagoas ao receberem o prêmio no palco.
Formação acadêmica
O projeto Falibras, desenvolvido no Instituto de Computação da Ufal, contribuiu, nos últimos 12 anos com duas dissertações de mestrado defendidas, 16 trabalhos de iniciação científica concluídos e três trabalhos de conclusão de curso (TCC) de graduação. Atualmente, o projeto conta com três alunos de mestrado, um aluno de iniciação científica, dois alunos de iniciação tecnológica e cinco alunos com TCC.
Recentemente, o trabalho do aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica(Pibic), recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal. Nesse trabalho, o estudante atuou principalmente na modularização do sistema em componentes de software, no aperfeiçoamento do tradutor do Falibras e também na integração do sistema com o navegador Web Firefox, com o intuito de promover a inclusão digital e social de usuários surdos.

O aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Pibic, recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal, pelo trabalho realizado com o Falibras
O aluno Rodrigo Rozendo Bastos, bolsista do Pibic, recebeu reconhecimento de excelência acadêmica no Encontro de Iniciação Científica da Ufal, pelo trabalho realizado com o Falibras.

Hugo é o boneco em 3D criado pela Hand Talk para facilitar a comunicação com os surdos
Hugo é o boneco em 3D criado pela Hand Talk para facilitar a comunicação com os surdos.

UFAL  Universidade Federal de Alagoas

domingo, 17 de fevereiro de 2013

MEC divulga valores das bolsas do PNAIC



Ministério da Educação – MEC divulgou os valores máximos das bolsas do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC (saiba mais). Elas serão destinadas aos profissionais da educação participantes da formação continuada de professores alfabetizadores.

Os valores são R$ 200,00 mensais para o professor alfabetizador; R$ 765,00 para o orientador de estudo; R$ 765,00 para o coordenador das ações do pacto nos estados e municípios; R$ 1.100,00 para o formador da instituição de ensino superior; R$ 1.200,00 para o supervisor da instituição de ensino superior; R$ 1.400,00 para o coordenador adjunto da instituição de ensino superior; e R$ 2.000,00 para o coordenador-geral da instituição de ensino superior.
O pacto é um acordo formal assumido pelos governos federal, dos estados e municípios para a alfabetização de crianças até os 8 anos de idade. A iniciativa foi lançada em novembro passado pela presidente Dilma Rousseff.

Por Agência Brasil.
Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Alfabetizadores terão formação para preparar aulas de 1º a 3º anos



A partir de março, professores alfabetizadores da rede pública de ensino receberão a formação de orientadores de estudos para melhor prepararem as aulas das crianças de 1º a 3º anos do ensino fundamental. A ação é parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).
Os orientadores já receberam ou ainda receberão até o início de março aulas de capacitação ministradas em 40 universidades públicas brasileiras. Para ajudar na formação e nas aulas, um material especial foi desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com colaboração de 11 instituições de ensino superior.

"O material trata da alfabetização de forma que ela se complete em três anos. Não é só uma alfabetização que a criança aprenda a ler palavras. Tem que produzir textos e ler com autonomia", explica a coordenadora adjunta do programa na UFPE, Ana Cláudia Pessoa. Segundo ela, o material não propõe um método a ser seguido em sala de aula, mas uma reflexão a ser feita sobre a função social de ler e escrever.
Um dos textos do material de formação dos professores é sobre a apropriação do sistema de escrita alfabética pelas crianças. Os autores indagam no título: que caminhos percorrer? E logo respondem: "Para que o processo de alfabetização das crianças contribua com o fortalecimento das identidades coletivas e diversos saberes dos povos do campo é preciso que o mesmo se dê de forma estreitamente articulada com as comunidades ali existentes, ampliando e valorizando os conhecimentos e vínculos das crianças com a realidade em que vivem".
Ao todo são oito cadernos para formação dos professores e mais oito unidades voltadas para cada um dos três anos do ciclo de alfabetização. A formação também inclui conteúdos voltados para a educação multisseriada, muito presente nas escolas rurais, onde na mesma sala existem alunos de diferentes níveis.
Para acompanhar o material teórico, os professores já têm disponíveis em sala de aula o chamado Kit de Alfabetização e Linguagem, disponibilizado em 2005 com o programa governamental Pró-Letramento - Mobilização pela Qualidade da Educação, que tem como objetivo a formação de professores para o ensino do português e da matemática até o 5º ano do Ensino Fundamental e cujos preceitos e experiências serviram de subsídio para o Pnaic.
O Pacto traz algumas novidades como os jogos inclusivos, que ainda estão sendo desenvolvidos pela UFPE, mas Ana Cláudia adianta que facilitarão o acesso e poderão ser usados por crianças com ou sem deficiência. "Um exemplo são letras que podem ser embaralhadas. A criança tem que descobrir que palavra elas formam. Para a criança cega há a representação em Braille da letra no próprio brinquedo", diz a coordenadora adjunta.
Os jogos facilitam também na capacitação dos professores. A coordenadora-geral do Pnaic na Universidade de Brasília (UnB), Leila Chalub, conta que duranta a capacitação do Pró-Letramento, muitos professores começaram a entender a matemática por meio de jogos. "Quando os professores viam ali as frações concretas na frente deles entendiam muito melhor".
Para acompanhar o desenvolvimento das crianças, o curso de formação continuada dos professores alfabetizadores prevê, na unidade 1, o planejamento de estratégias de avaliação permanente do desenvolvimento dos estudantes a ser definido pelos próprios professores. Com base no que for observado, os professores poderão, com a ajuda dos orientadores, planejar tarefas para favorecer a aprendizagem. No início e no final do 2º ano, será aplicada a Provinha Brasil, para verificar os domínios de escrita e leitura. A provinha será aplicada também pelos professores.
Ao final do 3º ano haverá uma avaliação externa para checar todo o processo de aprendizagem do aluno. Essa avaliação será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). "A avaliação vem para dar um direcionamento ao professor. Com base na Provinha Brasil e na avaliação final ele vai poder também elaborar as próprias questões e estimular o raciocínio das crianças", afirma a coordenadora de Projetos do Centro de Formação Continuada de Professores em Alfabetização e Linguagem (Cform) da UnB, Paola Aragão.
Perguntada se poderia haver uma formação voltada para as provas e não para o aprendizado em si, Leila Chalub diz: "quem trabalha na área, quem tem uma formação ética, tem um compromisso com o ensino. Mas claro que acontece, se pensarmos que não, seremos ingênuos". Como exemplo ela cita o fato de ter conhecido uma estudante que disse que resolvia as provas do final para o começo, pois os professores já estavam cansados e começavam a dar as respostas das primeiras questões. "Ela aprendeu a fazer prova. Pode-se tentar de todas as formas, mas toda avaliação tem vícios que são inevitáveis".



Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Prefeitos têm desafio de universalizar a pré-escola até 2016


Os prefeitos que assumiram o cargo no início deste ano terão um desafio a cumprir até o fim do mandato, em 2016: universalizar a pré-escola. A matrícula de todas as crianças na faixa etária de 4 a 5 anos tornou-se obrigatória em 2009. O prazo final foi fixado para 2016 e a responsabilidade recai sobre os municípios, aos quais cabe a educação infantil.
O desafio dos prefeitos será garantir vagas para as crianças na rede pública. Alguns municípios, entretanto, não têm unidades suficientes e precisarão construir novos prédios.
Além disso, virão mais gastos com os profissionais contratados e a manutenção das novas instalações.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2010, havia 1.154.572 crianças na faixa de 4 a 5 anos fora da escola. A matrícula na pré-escola, no entanto, avançou na última década. Em 2000, 51,4% das crianças nessa faixa etária tinham acesso à educação, patamar que saltou para 80,1% em 2010.
Há pouco mais de um mês exercendo o mandato de prefeito de Araguapaz, município goiano com 8,5 mil habitantes, Fausto Luciano antecipa que será difícil cumprir a meta sem mais recursos do governo federal. "Hoje, é quase impossível. Os recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) são escassos. Com os recursos de que dispomos hoje, será preciso existir algo mais até 2016 para que isso seja implementado. É um desafio para os gestores que estão entrando agora", disse Luciano.
As prefeituras recebem apoio federal por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). O objetivo é financiar a construção de unidades de educação infantil para atender a crianças de até 5 anos, faixa etária da creche à pré-escola.
Pelo programa, a prefeitura providencia o terreno e o Ministério da Educação (MEC) financia a construção, os equipamentos e o mobiliário. A meta do atual governo é construir 6 mil novas creches e pré-escolas até 2016. Dados do MEC indicam que 742 unidades de educação infantil foram entregues nos dois primeiros anos de gestão da presidenta Dilma Rousseff e cerca de 5,6 mil estão em construção.
Mesmo assim, alguns gestores se preocupam com o custo da manutenção. É o caso do prefeito de Cachoeira Grande, no Maranhão, Francivaldo Souza. "Estamos construindo uma creche, mas, para fazer funcionar, temos que ter a ajuda do governo federal. Não falo só nos equipamentos, mas também da manutenção", disse ele.
A secretária municipal de Educação de Colinas, no Tocantins, Odaléa Sarmento, considera a meta ambiciosa e acredita que uma alternativa seria apoiar a ampliação dos prédios municipais. "Os municípios têm prédios com infraestrutura de escola de ensino fundamental. Temos que adaptar esses ambientes para a educação infantil, para essa faixa etária". Ela também defende que o governo do estado assuma a responsabilidade pela etapa final do ensino fundamental, para que os municípios concentrem esforços na educação infantil.
Embora a questão financeira seja a mais citada entre as dificuldades a serem superadas, a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, aponta que a gestão nos municípios terá importância fundamental para viabilizar a infraestrutura e contratação de profissionais para a universalização da pré-escola até 2016. "Se a gestão e a implementação não forem muito rigorosas e competentes, no espaço de quatro anos, não se dá conta de colocar em pé toda a estrutura necessária para garantir vagas para essas crianças todas."
A inclusão do pré-escolar ocorreu por emenda à Constituição. Antes da mudança, o ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Desde então, o ensino passou a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, abrangendo a pré-escola, o ensino fundamental e o médio.



Por Agência Brasil


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uso de tecnologia em sala de aula melhora rendimento em matérias exatas



O projeto Objetos de Aprendizagem em Sala de Aula: Recursos, Metodologias e Estratégias para a Melhora da Qualidade de Ensino, realizado pelo núcleo de ensino daUniversidade Estadual Paulista – Unesp, mostrou que o uso de ferramentas tecnológicas educativas melhoram em 32% o rendimento dos alunos em matemática e física. A pesquisa foi desenvolvida durante dois anos e avaliou o desempenho de 400 estudantes de oito turmas de 2º e 3° anos do ensino médio da escola estadual Bento de Abreu, em Araraquara (SP).

Para realizar o projeto foram realizadas aulas expositivas e atividades que contavam com recursos tecnológicos, que possibilitavam a interação com o conteúdo, por meio de animações, simulações e jogos. Um desses games ensinava análise combinatória. Nele, os alunos precisavam avaliar quantas possibilidades de roupa uma garota poderia usar para sair à noite.
A experiência foi muito positiva. A pesquisa mostrou que os estudantes com menor desempenho em sala de aula obtiveram maior rendimento com o uso das ferramentas tecnológicas. Aqueles com média cinco, ou abaixo desse valor, melhoraram em 51% seu desempenho em física e matemática. Já aqueles com média acima de cinco, obtiveram um ganho de cerca de 13%.
Segundo Silvio Fiscarelli, coordenador do projeto, os índices evidenciam a importância de olhar com mais atenção para a criação e difusão de recursos que ajudem a inovar as metodologias didáticas. Ao todo, foram trabalhadas cerca de 20 ferramentas digitais nas aulas. Algumas delas, foram criadas pelo próprio núcleo de ensino da Unesp. Porém, a maioria foi aproveitada de repositórios educativos locais, como o Banco Internacional de Objetos Educacionais – BIOE e o Rived, programa daSecretaria de Educação a Distância – SEED,  ou traduzidas de repositórios internacionais.
Os resultados do estudo chamaram a atenção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, que apoiará a segunda fase do projeto. Nela, o número de alunos atingidos subirá para 600 e a pesquisa contemplará os três anos do ensino médio. Também subirá o número de disciplinas: além de matemática e física, os professores usarão as ferramentas em português, química e filosofia.

Por Portal Por Vir.
Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Pronatec vai ofertar mais de 10 mil vagas em cursos profissionalizantes para alunos da rede pública


Secretaria de Estado da Educação oferta cerca de 2.300 vagas em cursos técnicos e de Formação Inicial e Continuada
Pronatec vai ofertar mais de 10 mil vagas em cursos profissionalizantes para alunos da rede pública
Secretária Josicleide Moura
Texto: Ana Paula Lins e Tayana Moura
Foto: Valdir Rocha


Alunos da rede pública estadual, matriculados no ensino médio, terão mais uma oportunidade de capacitação profissional gratuita. Com inscrições previstas para março, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em 2013, vai ofertar 10.395 vagas em cursos de diversas áreas. Os estudantes terão transporte e alimentação custeados pelo Programa.
Este ano, a Secretaria de Estado da Educação, além de demandante, também será ofertante de cursos. Serão oferecidos tanto cursos técnicos, com duração de dois anos (carga horária de 800 horas), quanto de Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga de 200 horas. Ao todo, a pasta ofertará 2.924 vagas em diversas áreas.
“É uma conquista para nós, como Secretaria Estadual, nos colocarmos também como ofertantes de cursos, não apenas como demandantes. Esta medida faz parte de uma ação prioritária dentro da modernização da gestão da pasta. Nossos alunos terão acesso a cursos com formação sólida, que os qualificarão para a inserção no mercado de trabalho”, destaca a secretária adjunta da Educação e gestora do Pronatec, Josicleide Moura.
As 7471 vagas restantes estão distribuídas entre as instituições parceiras, como o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (ETA/UFAL) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Logo após o feriado de carnaval, a Educação Estadual, por meio da secretária adjunta Josicleide Moura, vai se reunir com os parceiros ofertantes para definir detalhes acerca do processo de matrícula, mobilização dos alunos e divulgação dos cursos.
“A partir de março, vamos divulgar a oferta de cursos na mídia, nas redes sociais, nas escolas e nos centros de educação profissionalizante. Será uma oportunidade para nossos alunos conhecerem como funcionam esses cursos e qual a sua expectativa de empregabilidade dentro do mercado de trabalho”, esclarece.
As qualificações são gratuitas e voltadas exclusivamente a estudantes do ensino médio da rede pública, estadual com enfoque especial para alunos do Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da Educação Especial.
Cursos ofertados pela SEE –  Os cursos oferecidos pela SEE serão ministrados nos municípios de Arapiraca (Escola Estadual Pedro de França Reis), Maceió (Centro de Educação Profissional Aurélio Buarque de Hollanda e Escola Estadual Benedita de Castro), Coruripe (Centro de Educação Profissional Maria Alice Beltrão), Teotonio Vilela (Escola Estadual José Aprígio Brandão Vilela) e Santana do Ipanema (Escola Estadual Mileno Ferreira).
Os cursos estão divididos em sete eixos tecnológicos: eixo de infraestrutura, que inclui cursos como eletricista e aplicador de revestimento cerâmico; eixo de Turismo, que inclui cursos como barman, garçom, camareira e técnico em hospedagem; o eixo Gestão e Negócio, que inclui cursos de técnico em administração; eixo Ambiente e Saúde, que inclui curso de recepcionista em serviços de saúde e cabeleireiro; eixo de controle e processos industriais, que inclui instalador de acessórios automotivos, soldador, técnicos em análises químicas; eixo de desenvolvimento educacional e social, que atende a uma demanda do Pronatec Copa, ofertando cursos de espanhol básico e intermediário, inglês básico e intermediário;e, por fim, eixo de Informação e Comunicação, que oferece cursos de operador de computador, montador e reparador de computador e desenhista de produtos gráficos.

Por Secretaria de Estado da Educação e do Esporte

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Bolsa para professor de cursos de formação tem valores definidos


Com o pacto, as unidades da Federação e municípios assumem o compromisso de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade (foto: João Bittar/MEC –13/3/07)
O Ministério da Educação fixou nesta quinta-feira, 7, por meio de portaria, o valor máximo das bolsas dos professores participantes dos cursos de formação continuada do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Como anunciado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, a bolsa mensal para os 360 mil professores alfabetizadores será de R$ 200. Os 18 mil professores orientadores de estudo receberão R$ 765. O mesmo valor será pago aos coordenadores das ações do pacto nos estados, Distrito Federal e municípios.

As universidades federais vão ajudar na formulação de material para os cursos de formação continuada. Nesse caso, os formadores das instituições de educação superior receberão R$ 1,1 mil. O supervisor em cada instituição, R$ 1,2 mil. O orçamento também prevê o pagamento mensal de R$ 1,4 mil para o coordenador-adjunto da instituição e de R$ 2 mil para o coordenador-geral. 

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado em novembro do ano passado, é um compromisso formal assumido pela União, Distrito Federal, estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao fim do terceiro ano do ensino fundamental. 

Ao aderir ao pacto, os entes governamentais comprometem-se a:

  • Alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática
  • Realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com os concluintes do terceiro ano do ensino fundamental
  • No caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às ações do pacto para sua efetiva implementação

Portaria nº 90, de 6 de fevereiro de 2013, que fixa os valores das bolsas, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 7, seção 1, página 6. As regras do pacto foram estabelecidas pela Portaria nº 867, de 4 de julho de 2012, publicada no Diário Oficial da União de 5 de julho de 2012, seção 1, páginas 22 e 23. 

FONTE: PORTAL DO MEC.

Com informações do Blog da Professora Juraci

Softwares que Ajudam a Gerenciar as Redes Sociais

Gerenciamento Redes Sociais
Hoje em dia muitas pessoas possuem um perfil em pelo menos uma rede social. Elas utilizam a web para socializar-se com amigos, manter contato com pessoas que moram longe e fazer contatos profissionais. Porém a variedade de sites é enorme e a maioria desses usuários não consegue gerenciá-los. Mas como ter um bom gerenciamento de redes sociais?
As pessoas geralmente estão muito ocupadas com trabalho, estudos e diversas responsabilidades e precisam administrar da melhor forma possível o seu tempo. Devido a isso e ao aumento de páginas de relacionamento, a quantidade de softwares, os quais permitem ao usuário agregar as informações das redes sociais em uma só página, vêm crescendo consideravelmente. Vários aplicativos são criados para que o internauta gerencie suas redes sem ter que acessar o navegador. Os apps para gerenciamento de redes sociais são variáveis. Conheça alguns:
- Yoono Desktop – nele o usuário seleciona o que deseja verificar e as abas ocupam o mesmo espaço organizadamente. Esse programa exibe informações das últimas postagens dos contatos.
- Inbox2 Desktop – agrega os sites e o e-mail do internauta de forma muito bem-estruturada. Ele gerencia e-mails e redes sociais e consegue reunir essas tarefas em um dispositivo. Também faz o login no Gmail e Twitter e possibilita que todas as funções sejam acessadas diretamente da área de trabalho.
- Digsby – é a ferramenta que serve para administrar redes sociais, e-mail e mensagens instantâneas ao mesmo tempo e, embora seja focado para o uso pessoal, conta com o suficiente para satisfazer uma pequena organização ou fazer simples campanhas.
- Seesmic Desktop – acessa os principais sites da web, como Twitter e Facebook. Ele possibilita a criação de grupos com os perfis seguidos no Twitter e a montagem de abas com notícias e atualizações. Uma excelente ferramenta para aqueles que precisam se planejar e estabelecer os melhores artigos para leitura.
Com informações de i9 Artigos

Inscrições para Olimpíada de Matemática começam no dia 18



As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2013 começam no dia 18 de fevereiro e vão até 5 de abril. A previsão é que aproximadamente 20 milhões de alunos de todo País participem da competição. As inscrições devem ser feitas no site www.obmep.org.br.
A olimpíada visa a estimular a revelação de alunos com grande aptidão para a matemática. Qualquer escola pública poderá inscrever os alunos conforme três níveis: o nível 1 para alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental, nível 2 para 8º e 9º anos e nível 3 para 1º a 3º anos do ensino médio.

As provas da primeira fase da olimpíada serão aplicadas no dia 4 de junho, em horário definido pelas próprias escolas. Os alunos com melhor desempenho serão classificados para a segunda fase, que ocorrerá no dia 14 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília) em locais que ainda serão definidos.
Na edição deste ano, serão lançados os Clubes de Matemática para disseminar o estudo da disciplina no País e incentivar o desenvolvimento intelectual dos alunos. A partir do dia 15 de fevereiro, alunos podem formar Clubes Olímpicos de Matemática e inscrevê-los no bloghttp://clubes.obmep.org.br/blog.
A divulgação dos vencedores da olimpíada será no dia 29 de novembro. No total, 6 mil alunos serão premiados com medalhas, sendo 500 de ouro, 900 de prata e 4,6 mil de bronze. Além disso, 46,2 mil alunos ganharão menções honrosas. Todos os medalhistas serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica da Obmep, em 2014.
A olimpíada é um projeto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e existe desde 2005. É promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação e pelo Ministério da Educação (MEC), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática. No ano passado, mais de 19 milhões de alunos de 46.728 escolas participaram.



Por Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lançado portal que vai ajudar gestão das redes municipais de educação



As mais de 5,5 mil secretarias municipais de Educação do país contam agora com uma ferramenta virtual para apoiá-las a aprimorar a gestão, o portal Conviva Educação, lançado hoje (31) em Brasília por um conjunto de 11 instituições. O ambiente virtual agrupa informações para os gestores de educação de acordo com três eixos: gestão, formação e fórum.

Cada Secretaria de Educação poderá cadastrar dez usuários que terão acesso a conteúdos com orientação sobre temas como alimentação e transporte escolar, material pedagógico, serviços públicos e gestão orçamentária e suprimentos. Os usuários poderão inserir dados sobre seu município e obter relatórios com diagnóstico para auxiliar na construção de planos de ação.
“O Conviva dará uma amplitude ao que é gestão de educação e ao dia a dia dessa gestão, para fazer com que se alcance a qualidade na educação pública”, explicou a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo (SP), Cleuza Repulho.
Para Cleuza, a iniciativa também é importante para apoiar os prefeitos que estão iniciando agora a administração. “Os municípios tiveram um índice de renovação dos prefeitos de 70% nas últimas eleições, então, gestores que nunca trabalharam com gestão pública na área de educação assumiram os cargos”, explicou.
site tem também espaço para um fórum de discussões e, em uma segunda etapa, vai oferecer cursos. Os secretários estaduais de Educação também podem se inscrever no site, embora os conteúdos estejam mais direcionados para a gestão municipal. A administração do Conviva é da Undime e o endereço eletrônico é www.convivaeducacao.org.br.
Para a secretária municipal de Educação de Colinas (TO), Odaléa Sarmento, a informação é fundamental para o bom planejamento das ações educacionais. “Precisamos muito da informação para que consigamos pôr em prática o planejamento. Minha expectativa com o Conviva é conseguir inserir minhas dúvidas e ter um retorno dessa comunicação em rede”.


Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

MEC terá R$ 80 mi para programas e projetos de extensão



O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará aproximadamente R$ 80 milhões para o financiamento de programas e projetos de extensão universitária. De acordo com o portal da pasta, as instituições públicas de educação superior têm até 22 de março para apresentar propostas de atividades de extensão. Pelo Programa de Extensão Universitária (Proext), as instituições de ensino poderão concorrer a um financiamento de até R$ 50 mil por projeto e de até R$ 150 mil por programa.
Podem apresentar propostas universidades públicas federais, estaduais e municipais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica.

De acordo com o edital, para concorrer, deverão ser apresentadas propostas que se relacionem com as atuais políticas públicas e que envolvam estudantes de graduação regularmente matriculados nas instituições. As atividades estudantis de extensão deverão obrigatoriamente estar vinculadas a um curso específico e serem acompanhadas por pelo menos um professor.
Após a avaliação das propostas, o resultado será divulgado até 12 de maio próximo, quando será aberto prazo para recursos. A avaliação dos recursos vai até 7 de junho. O resultado final sai no dia 21 de junho. O edital Proext deve ser publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.
Agência Brasil

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

"Games ensinam mais rápido que qualquer método", diz criador da Atari


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O criador da empresa pioneira de games Atari, Nolan Bushnell, lotou a Arena da Campus Party na noite desta quarta-feira para falar sobre a relação entre games e educação, além de contar histórias de sua relação com Steve Jobs, de quem foi o primeiro e único chefe na década de 70. CEO e fundador de uma empresa que une aprendizado e jogos educativos, a Brainrush, ele foi categórico: "os videogames ensinam mais rápido que qualquer outro método de ensino".

"É ciência, estudantes que aprendem com games 40 minutos por dia aprende 10 vezes melhor", disse. "Em cinco anos, o ensino será 10 vezes mais rápido", afirmou. Segundo ele, após 20 minutos, apenas 25% dos alunos continuam prestando atenção. E isso pode mudar com os games. "Os games são viciantes porque são máquinas de felicidade. Você se sente realmente feliz quando passa de fase", disse.
Solicito com o público da Campus Party, passou todo o tempo entre o momento que chegou à Arena e o que subiu ao palco distribuindo autógrafos e tirando fotos. "Amo o Brasil. Vocês são ótimos", disse. "Estou tão feliz de estar no Brasil, que festa legal!"
A relação com Steve Jobs
Grande parte da palestra foi dedicada a contar a história da relação entre a Atari, Bushnel e Jobs. Depois de fazer um rápido panorama sobre a história dos games, Bushnell levou os participantes às gargalhadas ao fazer uma confissão. "Eu tinha um bom amigo, um funcionário, o Steve Jobs, que me ofereceu um terço da Apple por US$ 50 mil. E eu disse não. Não se acerta sempre."
Jobs foi programador da Atari em 1976. Lá, deveria programar o jogo Brakout, tarefa que terceirizou ao colega Steve Wozniak, com quem fundou a Apple. "Woz nunca foi meu funcionário. Eu tinha dois empregados pelo preço de um", se diverte Bushnell.
Bushnell contou o que acredita ter sido a causa do sucesso da Apple, comandada por Steve Jobs e Steve Wozniak. "Os dois tinham um grande senso de brincar, de entusiasmo", afirmou, e deu aos campuseiros um conselho. "Quando você começar a pensar no que fazer da vida, nunca, nunca, nunca cresça. É o prego da morte para a criatividade. Sempre esteja um pouco sem equilíbiro, um pouco louco e procurando diversão", disse.
Campus Party Brasil 2013
A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.
A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.
Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.
Terra cobre o evento direto do Anhembi Parque e, além do canal especial Campus Party Brasil 2013, os internautas podem acompanhar as novidades pelo blog Direto da Campus. Para seguir a festa pelo Twitter, basta acompanhar a hashtag oficial do evento, #cpbr6.
Campus Party 2013
Terra

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Com tablets, mas sem professores



Na Etiópia, crianças que nunca tiveram contato com nenhuma palavra tentam aprender usando tablets, mas sem a ajuda de um professorCom mais de 100 milhões de crianças sem acesso à escola, a One Laptop per Child, organização voltada à educação que leva laptops e tablets para países em desenvolvimento, executou um experimento polêmico na Etiópia. A iniciativa, que contou com o uso de tablets movidos a energia solar, foi implantada com o objetivo de observar se crianças analfabetas, sem exposição prévia a palavras, são capazes de aprender a ler sozinhas experimentando os aplicativos, jogos, e-books e desenhos animados. Mas como sozinhas? Exatamente isso. O material foi entregue sem nenhuma instrução ou auxílio de professores.

A experiência foi realizada com cerca de 40 crianças em duas vilas rurais isoladas, a 250 km da capital Adis Abeba. Uma das aldeias, chamada de Wonchi, fica na borda de uma cratera vulcânica, numa altitude de mais de 3.000 metros. De acordo com Nicholas Negroponte, fundador da One Laptop per Child, as crianças que receberam o tablet – que nunca haviam visto nem sequer um material impresso, como sinais de trânsito ou embalagens –, levaram cerca de quatro minutos para descobrir como abrir as caixas e ligar os dispositivos. “Eu pensei que eles fossem brincar com as caixas. Dentro de duas semanas, eles estavam cantando canções do alfabeto pela aldeia e em cinco meses já haviam invadido o sistema operacional”, disse Negroponte em entrevista ao Technology Review.
 
Em apenas duas semanas, eles descobriram como burlar o sistema para ativar a função de câmera e personalizar a área de trabalho. Já na terceira semana, cada criança usava 47 aplicativos todos os dias. “As crianças tinham personalizado totalmente a área de trabalho. Nós havíamos instalado um software para impedi-los de fazer isso”, disse Ed McNierney, diretor de tecnologia da organização.
Um técnico visitou as aldeias uma vez por semana para trocar os cartões de memória para que os pesquisadores pudessem estudar como foram utilizados. Depois de sete meses, além de dominar completamente a utilização e a recarga dos aparelhos, algumas das crianças conseguiam até mesmo recitar palavras. Um dos garotos, exposto a um jogo de alfabetização com imagens de animais, abriu um programa de pintura e escreveu a palavra “leão”, por exemplo. “Se eles podem aprender a ler, então eles podem ler para aprender”, diz Negroponte. Veja vídeo gravado durante o experimento.

A pesquisa lembra um outro estudo que ficou bem famoso e ajudou em pesquisas educacionais, o do indiano Sugatra Mitra, que deixou computadores em 1999 em uma aldeia indiana sem nenhum tipo de instrução. Ao voltar, tempos depois, encontrou crianças e jovens manipulando o equipamento sem dificuldades. Apesar da semelhança e dos achados positivos, a pesquisa vem sendo questionada. “Independentemente do sucesso do projeto, o conceito vai contra alguns dos lemas dos defensores da ed-tech, como o fato de que tecnologia é apenas uma ferramenta que deve ser incorporada de maneira racional e com a instrução de um profissional”, afirma Katie Ash, articulista especializada em educação na EdWeek. McNierney, no entanto, rebate. “O que podemos fazer por estes 100 milhões de crianças em todo o mundo que não vão para a escola?”, questiona. ”Podemos dar-lhes ferramentas para ler e aprender, sem ter que fornecer escolas, professores, livros didáticos e tudo isso?” E você, o que acha?

Por Edweek e Technology Review.

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Brasil e Chile firmam acordo educacional



Brasil e Chile assinaram no último sábado, dia 26, uma proposta de entendimento para cooperação educacional. O acordo, firmado entre os ministros da Educação dos dois países, Aloizio Mercadante e Harald Beyer Burgos, estabelece áreas prioritárias para o desenvolvimento conjunto, com ênfase nos programas de pós-graduação, educação superior, educação profissional e tecnológica, educação básica, indicadores e avaliação educacional, educação a distância e inclusão digital. Este é o primeiro documento firmado entre os dois países sobre o tema.

A cooperação pode ainda incluir ações nos campos de intercâmbio e aperfeiçoamento de professores, pesquisadores, estudantes e gestores educacionais; realização de seminários e eventos; estabelecimento de consórcio binacional de universidades, institutos binacionais de pesquisa e doutorado; políticas comuns de credenciamento de cursos com vistas à convalidação de títulos e diplomas; elaboração de projetos de cooperação técnica e investigação científica e intercâmbio de bibliotecas e material didático.
O encontro entre os ministros fez parte da agenda da comitiva da presidenta da República, Dilma Rousseff, em visita ao Chile.
Por Terra

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sábado, 26 de janeiro de 2013

Tecnologia dá suporte a professores no Paraná



Crédito: Portal da Educação
A tecnologia é, hoje, um dos recursos mais utilizados na prática do ensino. Por isso, o governo do Paraná resolveu investir na utilização da tecnologia como uma das principais práticas para melhoria da Educação do estado. “Nós não descartamos nenhuma nova ferramenta. Elas agregam outras possibilidades ao processo educacional e desenvolvem novas habilidades aos nossos estudantes e professores”, explicou a diretora do Departamento de Tecnologia e Difusão Educacional da prefeitura de Curitiba, Letícia Mara de Meira. “Existe responsabilidade dos gestores da rede pública em aperfeiçoar e investir em estrutura e formação, o que não acontece de um dia para o outro”, comentou.
As escolas municipais da capital paranaense receberam 20 mil netbooks, que, segundo a diretora, não substituíram o laboratório de informática. “Cada tecnologia tem a sua função dentro do ensino”, disse. Na rede estadual, a proposta do governo é que, até o ano que vem, 25 mil salas de aulas já estejam equipadas com rede WiFi e acesso à internet. A Diretoria de Tecnologia Educacional do Estado – Ditec prevê também a entrega de 30 mil tablets aos professores do ensino médio ainda este ano.
“O tablet é apenas mais uma ferramenta que estamos oferecendo. O quadro negro, o giz e o livro didático jamais serão substituídos. A ideia é usar a tecnologia a nosso favor, mas sem mexer nas práticas básicas já oferecidas pela escola tradicional”, explicou o diretor de Tecnologia Educacional, Rogério Bufrem Riva. Ele enfatizou, também, que não adianta oferecer a tecnologia e não preparar o professor. “Os professores aprenderão a usufruir das vantagens do tablet em cursos de especialização que serão oferecidos ainda em janeiro aos interessados”, afirmou.
Com informações do Paraná Online.