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sábado, 26 de janeiro de 2013

Entenda o PNAIC



Crédito: Blog da Mobilização Social
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC foi implementado no início desse ano. Para garantir a alfabetização de todas as crianças até os oito anos de idade, o governo federal aportará incentivos financeiros e assistência técnica e pedagógica, visando formar 360 mil professores alfabetizadores até 2015. “A iniciativa doMinistério da Educação partiu dos dados levantados pelo Censo 2010. Ao todo, são 15,2% as crianças brasileiras em idade escolar que não sabem ler, nem escrever”, explicou a professora da Secretaria de Educação Básica – SEB/MEC, Clélia Mara dos Santos, durante o IV Encontro Nacional de Lideranças da Mobilização Social pela Educação.
O objetivo do MEC, segundo Santos, é que 100% das crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas. “E não estamos falando de apenas saber ler e escrever, mas também de saber interpretar textos e fazer contas”, afirmou. “Para isso, o trabalho irá além do governo. É preciso criar um pacto entre sociedade, família, escola e governantes.”
Mais de 5.300 municípios brasileiros aderiram ao PNAIC. Já em dezembro do ano passado, uma parte destas cidades começaram as ações do pacto. “A ideia é que os estados brasileiros deem o apoio necessário aos seus municípios, especialmente os que têm mais dificuldade”, disse.
Eixos de atuação
A primeira ação do PNAIC é a formação continuada de professores alfabetizadores e de orientadores de estudo. O MEC dará um curso presencial de dois anos para professores alfabetizadores, com carga horária de 120 horas por ano, baseado no Programa Pró-Letramento. Os encontros com os educadores serão conduzidos pelos orientadores de estudo.
“Os orientadores de estudo são professores das redes municipal e estadual, que farão um curso específico, com 200 horas de duração por ano, ministrado por universidades públicas. Os municípios tiveram que informar ao MEC quem são os educadores da região com formação em pedagogia e experiência com os anos iniciais do ensino fundamental. Eles serão o foco de atuação do pacto”, explicou Santos. Segundo a professora, o grande diferencial dessa ação é que o curso ocorrerá dentro de cada município, no próprio ambiente de trabalho do profissional.
O segundo eixo trabalhado pelo pacto é a distribuição de materiais didáticos voltados para a alfabetização. “OMEC distribuirá 60 milhões de livros didáticos para os três primeiros anos do ensino fundamental, por meio doPrograma Nacional do Livro Didático – PNLD. Além dos livros, também serão disponibilizados jogos pedagógicos”, disse Santos.
Para avaliar os resultados do PNAIC, o Ministério se baseará nos resultados colhidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. Este eixo reúne três componentes principais: avaliações processuais, debatidas durante o curso de formação, que podem ser desenvolvidas e realizadas pelo professor junto com os alunos; disponibilização de um sistema informatizado no qual os professores deverão inserir os resultados da Provinha Brasil  de cada criança, no início e no final do 2º ano; e aplicação, para os alunos concluintes do 3º ano, de uma avaliação externa universal, visando medir o nível de alfabetização alcançado ao final do ciclo.
“A avaliação é a fotografia que nos faz repensar o que estamos fazendo e o que podemos melhorar, quais caminhos seguir para que o aluno chegue no 3º ano do ensino fundamental com todos os requisitos completos de alfabetização”, afirmou Santos.
Crédito: Ministério da Educação
O quarto eixo de atuação do PNAIC é a atuação da frente de mobilização social pela Educação. “O MEC trabalhará com um comitê gestor nacional, uma coordenação estadual e outra municipal. A ideia é monitorar as ações do pacto, apoiando e assegurando a implementação de várias etapas do programa, por meio de encontros e fóruns”, explicou. Por fim, o Ministério dará ênfase ao fortalecimento dos conselhos de educação, dos conselhos escolares e de outras instâncias comprometidas com a Educação nos estados e municípios.
Investimento
O governo federal investirá R$ 1,5 bilhão em 2013 e R$ 1,8 bilhão em 2014. Para os cursos de formação, por ano, o investimento será de R$ 925 milhões. R$ 300 milhões irão para o fornecimento de material didático e R$ 40 milhões para as avaliações. Os encontros e fóruns voltados aos mobilizadores sociais receberão o montante de R$ 50 milhões. “Nosso maior compromisso é garantir que, juntos, possamos atuar como peças fundamentais na melhoria da Educação”, concluiu Santos.
Por Luana Costa / Blog Educação

Valorizar o professor é segredo das melhores escolas públicas brasileiras, diz estudo



Crédito: Banco de imagens
Seis escolas brasileiras participaram da pesquisa “Excelência e equidade: As lições das escolas brasileiras que oferecem educação de qualidade a alunos de baixo nível socioeconômico”, coordenada pela Fundação Lemann e pelo banco Itaú. A intenção era descobrir como cada uma delas conseguiu fazer com que seus alunos atingissem um nível de aprendizado considerado adequado. A pesquisa uniu escolas públicas do Tocantins, Rio de Janeiro, Goiás, Ceará e Paraná.
O estudo revelou que a valorização dos professores é a principal prática positiva e reflete diretamente na qualidade da Educação. Outras práticas eficazes são a elaboração e execução de planos de metas, o acompanhamento contínuo do trabalho do professor e do rendimento do aluno, além do reforço escolar.
Segundo o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, as práticas dessas escolas não são desconhecidas, mas saber como elas conseguiram implantá-las é importante. As escolas foram selecionadas a partir de um grupo de 215 instituições, da rede pública de ensino fundamental 1 (com turmas do primeiro ao quinto ano), que passaram por diversos filtros.
O primeiro filtro foi a escolha de escolas com alunos do mais baixo nível socioeconômico. As instituições foram selecionadas de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb, que deveria ser igual ou acima da meta para 2022 estipulada pelo governo (no fundamental 1, a meta é 6). Elas ainda precisavam ter participação de pelo menos 70% de seus alunos na Prova Brasil, exame do Ministério da Educação – MEC que avalia a proficiência dos estudantes em Português e Matemática.
O filtro da Prova Brasil exigiu que 70% dos alunos da turma que fizeram a prova alcançassem o nível de proficiência considerado adequado, e não mais que 5% dos alunos ficassem no nível considerado insuficiente. Os pesquisadores avaliaram também a evolução dos resultados da escola em todas as edições do Ideb e selecionaram aquelas que tiveram desempenho consistente.
Satisfação dos professores
Dentro do seleto grupo de escolas, a pesquisa revelou que, mesmo nas instituições consideradas casos de sucesso, os professores estavam insatisfeitos com os planos de carreira e os níveis salariais. Outros fatores que dificultam o desempenho da turma, como a defasagem no aprendizado que os alunos trazem de séries anteriores, também foram encontrados nas visitas.
No caso da valorização dos professores, as estratégias encontradas nas escolas incluem dar destaque aos profissionais que estão se saindo bem. Um exemplo mapeado foi o convite para que o professor ministrasse uma palestra de formação continuada aos colegas.
Outro ponto importante analisado pela pesquisa é que, para implantar metas, é necessário um cuidado especial. A implantação é realizada de forma eficaz quando os gestores conseguem fazer com que os professores não sintam que a meta é um mecanismo de punição para quem ficar abaixo e, sim, uma maneira de valorizar o que está sendo feito de bom. “Se não conseguir passar essa mensagem para o professor, você não vai conseguir implementar a meta direito”, explicou Faria.
Com informações do portal G1. 

Khan Academy e o conceito de videoaulas



Crédito: Divulgação
Salman Khan é um engenheiro norte-americano que trabalhava como analista de fundos de ações na Califórnia e, como tinha facilidade em cálculos, ajudava seus primos mais novos com suas tarefas de Matemática. Foi então que começou a utilizar, em 2004, a ferramenta de desenhos do Yahoo! Messenger para explicar o conteúdo das aulas. “Comecei a gravar meus desenhos e publicar os vídeos no YouTube apenas para ajudar meus primos, para servir como revisão da matéria. Eles poderiam acessar e, ali mesmo, estudar”, explicou em palestra promovida pela Fundação Lemann, no último dia 17 de janeiro, no Brasil.
A ideia ganhou corpo e, para sua surpresa, os vídeos passaram a ser acessados e divulgados entre outros alunos do ensino médio. “Quando coloquei as primeiras aulas no YouTube, percebi dois fenômenos interessantes. O primeiro foi com meus primos, que me disseram que preferiam ver os vídeos na internet ao invés de ter aulas comigo ao vivo. Eles disseram que a versão virtual da explicação lhes permitia voltar na matéria quando quisessem, sem pressão, sem sentirem que estão me atrapalhando ou me fazendo perder tempo. O segundo fenômeno foi a popularidade que estes vídeos tiveram. Muitos adolescentes me deixaram perguntas e comentários positivos, dizendo que, pela primeira vez, gostaram de estudar Matemática.”
Estimulado pela repercussão de sua ideia, Khan abandonou seu emprego, em 2009, para dedicar-se integralmente à produção de vídeos educativos, todos publicados no YouTube e livremente acessados por qualquer interessado. Foi assim que surgiu a Khan Academy, cuja missão está estampada em sua página principal na web: ajudá-lo na aprendizagem do que você quiser, quando você quiser, em seu próprio ritmo. “Fui percebendo que o que eu estava fazendo não só podia ajudar meus primos. Eu estava criando um método de documentar conteúdos educativos e, com isso, deixar que aquilo não envelhecesse. Se Isaac Newton tivesse feito vídeos de cálculo e os colocado na internet, eu não teria que fazer isso agora”, disse Khan.
Em sete anos, suas aulas já foram assistidas mais de 230 milhões de vezes. A Khan Academy usa o mesmo formato para dar aulas de Matemática, Ciências, programação e humanidades. O criador não fornece nenhum diploma e não cobra presença dos alunos. “Hoje, dizer ‘faça isso, faça aquilo’ ao aluno é um péssimo método de ensino.”
Na escola
Khan Academy nunca teve a intenção de substituir a escola. “Achei que este novo método ia fazer bem aos alunos, ao modo como eles iam estudar nas suas casas, mas nunca imaginei que os vídeos pudessem ser usados em sala de aula. Foi então que comecei a receber cartas de professores me dizendo que estavam usando meus vídeos para dar como lição de casa”, explicou Khan.
Posteriormente, alguns professores começaram a fazer experimentos dentro da sala de aula e a utilizar os vídeos do engenheiro como base. “Nesse momento, surgiu mais um ponto interessante. Os alunos, agora, usam a tecnologia junto com seus professores e podem interagir com os outros alunos, discutir a matéria. Os professores estão humanizando o que é ensinado”, afirmou. “Esses educadores pegam uma situação fundamentalmente desumanizada e sem interação e a transformam num espaço de troca. Eles quebraram as regras da velha educação, em que 30 alunos tinham que ficar quietos em sala de aula, sem interagir. Hoje, a nova geração precisa disso, da interação que a internet lhes proporciona.”
No Brasil
Fundação Lemann é a responsável pela tradução para o português e disseminação de mais de 400 vídeos da Khan Academy. As aulas já contêm  mais de 1,9 milhão de visualizações e podem ser visualizadas na página principal da Fundação. Segundo o Ministério da Educação – MEC, o material traduzido deverá integrar o conteúdo dos 600 mil tablets a serem distribuídos aos professores do ensino médio neste ano.
Por Luana Costa / Blog Educação 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

País deve estimular tecnologia na educação, diz Mercadante


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que cerca de 600 mil tablets devem ser distribuídos neste ano aos professores. Diante da baixa avaliação qualitativa, o foco da ação será o ensino médio. Os professores receberão, já salvos nos aparelhos, livros didáticos digitais, textos sobre pedagogia e inclusive as aulas da Khan Academy, fundação sem fins lucrativos responsável por, na avaliação do ministério, "um dos mais democráticos e revolucionários métodos de educação digital" - são mais de 3,8 mil vídeoaulas disponíveis na internet.
"Nada substitui a relação entre professor e aluno, mas precisamos dar novos instrumentos para aprimorar a qualidade da educação nas salas de aula", discursou Mercadante, durante seminário, em Brasília, com Salman Khan, fundador da entidade.

As aulas de Khan são acessadas por mais de seis milhões de estudantes por mês. Esse instrumento permite uma "educação gratuita de padrão internacional e acessível a todos", disse o ministro. Atualmente, o ensino, por exemplo, de matemática, física, química e biologia por meio das ações da fundação Khan Academy já foi traduzido e pode ser acessado pelos professores no portal do MEC na internet.
No começo, Khan produzia as aulas em vídeo para ajudar no aprendizado de parentes. Por meio da internet, mais pessoas tiveram acesso a esse método de ensino. Apesar de fortemente criticado, o método, segundo Khan, estimula a relação entre professores e alunos. "Quando se pensa em tecnologia, nós sempre assumimos que ela vai fazer uma coisa desumana", mas, na prática, o instrumento torna a "sala de aula física mais passível de interação", frisou.

Khan ressaltou que os vídeos podem ser assistidos a qualquer lugar, momento e quantas vezes quiser, ou seja, se adaptam ao dia a dia do estudante. Ao contrário da educação tradicional, o método digital acompanha o ritmo de aprendizado do aluno. No ensino clássico, a programação de conteúdo a ser ensinado continua, mesmo com falhas identificadas, por exemplo, nos testes aplicados pelos professores. Em uma comparação com a construção civil, o criador da fundação disse que as obras de prédios não avançam para o segundo andar se a avaliação do nível anterior for, por exemplo, 80%.

O ministro anunciou ainda que o próximo passo será ampliar o projeto a universidades federais. A ideia é aumentar o acesso a aulas, palestras e cursos de ensino superior que devem ser publicados na internet.
FONTE! UOL EDUCAÇÃO.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ESCOLA NOVO TEMPO INFORMA QUE MATRÍCULAS ESTÃO ABERTAS

INÍCIO DAS AULAS SERÁ  DIA 04 DE FEVEREIRO




VOZ: LUIZ MIGUEL, 4 ANOS (ALUNO NOVO TEMPO)


Esta é uma das nossas propostas: fazer com que o aluno da Escola Novo Tempo utilize os Recursos Tecnológicos não apenas para auxiliar no desenvolvimento da educação dos mesmos, mas no profissionalismo como um todo, integrando o ensino e prática profissional, utilizando a pedagogia, a educação, as TICs (Tecnologia de Informação e Comunicação).

Com informações da Escola Novo Tempo

domingo, 20 de janeiro de 2013

O genial reinventor da educação



Está chegando ao Brasil um jovem que está ajudando a reinventar a escola e, ainda por cima, ajudando a fazer com que as pessoas mais pobres, em qualquer lugar do planeta, tenham acesso à educação de mais qualidade: Salman Khan. Ele faz parte de um dos movimentos contemporâneos mais interessantes e generosos. É daquelas coisas que servem como marcos na humanidade (mais detalhes aqui ).
Ele tem encontro marcado com a presidente Dilma Rousseff e com ministro Aloizio Mercadante (Educação), quando vai falar não apenas de seus vídeos sobre as mais diferentes matérias, cada vez mais populares na internet, mas sobre um sistema de ensino em que o professor assume uma posição diferente em sala de aula. Tudo de graça.

Boa parte da transmissão do conteúdo fica com o computador, capaz de analisar o ritmo do aprendizado de cada aluno e até propõe exercícios de reforço. A partir daí, o professor consegue ajudar melhor o aluno.
O professor vira então uma espécie de tutor.
Imagine quanto tempo e dinheiro poderíamos economizar com esses recursos usados corretamente dentro e fora da sala de aula.
*
Muitas dessas aulas estão sendo traduzidas para o português pela Fundação Lemann
*
Aproveito para colocar uma seleção das melhores universidades (Harvard, Stanford, USP, MIT) que disponibilizam gratuitamente seu conteúdo na internet (veja aqui ).

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sábado, 12 de janeiro de 2013

Escola britânica troca papel e lápis por tablets



A escola substituiu praticamente todo o material escolar pelos tablets Foto: BBC Brasil
Uma escola em Bolton, no noroeste da Inglaterra, decidiu revolucionar o método de ensino tradicional ao substituir praticamente todo o seu material escolar por um único dispositivo: o tablet. 
Cada um dos 840 alunos da instituição ganhou um iPad com o qual acompanha as aulas. Segundo o diretor da escola, Showk Badat, a mudança foi "natural" e acompanhou a evolução do ensino.
A professora Jane Taylor é outra entusiasta da medida.
Ela conta que, com a tecnologia, pode agora acompanhar em tempo real o desempenho de seus alunos, o que não era possível no passado.
Terra


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Prevendo o futuro da educação e da tecnologia



A educação vive hoje um turbilhão de mudanças provocado pelo desenvolvimento tecnológico. De um lado, ela tem a responsabilidade de preparar o aluno para um mundo em constante mudança e crescentemente mais complexo. De outro, na prática da sala de aula, as mudanças não ocorrem na velocidade que se espera. “Essa dicotomia é particularmente agravada quando se fala em tecnologia, em que as únicas constantes são a inovação rápida e as mudanças frequentes”, diz o futurologista Michell Zappa, brasileiro e cidadão do mundo, que ficou conhecido ao importar as tendências da tecnologias para as mais diversas áreas, tentando antever seus impactos em um futuro próximo.
Uma de suas produções mais populares foi justamente aquela em que tratou do futuro da educação – foi, inclusive, considerado pela Fast Company um dos infográficos mais importantes de 2012.
Porvir traduziu (o original é em inglês), adaptou e traz aqui a imagem, que tem por objetivo organizar uma série de tecnologias emergentes e que podem influenciar a educação nas próximas décadas. “Apesar da natureza inerentemente especulativa do infográfico, as tendências que estão por trás da tecnologia já podem ser observadas, o que significa que é uma questão de tempo antes de esse cenário começar a aparecer mais claramente nos ambientes de aprendizagem ao redor do mundo”, diz ele.
Em sua proposta, Zappa tem uma linha do tempo até 2040 com seis temas centrais que se subdividem, se entrelaçam e se apresentam em três espaços distintos: as salas de aula, as oficinas e os ambientes virtuais. A sala de aula é por Zappa entendida como o local onde o paradigma predominante é o de um professor, que se dirige unidirecionalmente a dezenas de alunos reunidos em um espaço físico. Não por acaso é a primeira a aparecer. Em seguida, estão as oficinas – ou ateliês –, ambientes de ensino-aprendizagem entre pares onde grupos discutem, aprendem e resolvem problemas juntos e onde o professor deve agir como um facilitador. Por fim, aparecem os ambientes virtuais, espaços em que aprendizado, discussões e avaliações ocorrem, não importando a presença física ou a localização geográfica dos envolvidos.


Com informações do Blog do Professor Ivanilson

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Salas do futuro trocam quadros e cadernos por telas interativas



Na escola fundamental, alunos poderão trabalhar em mesas que permitem interações. Na universidade, a virtualidade pode transformar qualquer lugar num cenário para aprender. Algumas escolas da Alemanha estão usando tecnologia de ponta como apoio didático. O Futurando mostrou como os alunos aprendem de forma divertida, fazendo passeios virtuais por lugares históricos ou estudando o corpo humano em visualizações tridimensionais.
Mas essa não é a única proposta. No mundo inteiro, pesquisadores buscam soluções tecnológicas para incrementar o ambiente de ensino e proporcionar cenários mais atraentes para uma geração que já nasceu na era digital.
No que depender da criatividade e das pesquisas, vai ser cada vez mais interessante ir à escola.
Gigantes da tecnologia estão interessadas em participar desse mercado. A Microsoft e a Intel desenvolvem projetos para antecipar os próximos passos. A empresa de Bill Gates criou um vídeo com animações computadorizadas que mostram o conceito de uma sala de aula como espaço para trocas multiculturais. Nela, crianças de diferentes países conversam em tempo real sobre suas culturas, por meio de telas interativas gigantes que funcionam como janelas do conhecimento.
Mas também existem sugestões mais imediatas, como a integração à sala de aula de uma plataforma de vídeo-games com sensores de movimento. Outra estratégia da Microsoft são os softwares voltados para atividades em diversas disciplinas, facilitando a vida dos professores, na hora de executar o planejamento.
Já a Intel propõe soluções específicas para o ambiente escolar e criou computadores portáteis para uso em sala. Os laptops substituem papel, cadernos e livros. Mas a visão de futuro vai além: o quadro-negro perde espaço para uma tela interativa de largas dimensões, na qual o professor precisa apenas tocar para buscar imagens, textos ou fazer simulações de projetos. Para transformar o conteúdo das aulas em objetos palpáveis, a sugestão é que os alunos tenham acesso a impressoras tridimensionais.
Mesas
Um projeto da universidade inglesa de Durham transforma as mesas em computadores. No lugar das tradicionais carteiras, as crianças trabalham em telas interativas sensíveis a toques simultâneos. Os primeiros testes das mesas feitos pelos pesquisadores apontaram um ganho no desempenho dos estudantes em matemática.
Já um projeto da Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, faz um exercício de imaginação e esboça como seria uma sala de aula de ensino superior em 2020. A primeira mudança está no espaço físico. No conceito desenvolvido pelos pesquisadores, o estudante não precisa mais se deslocar até a escola: ele acompanha as aulas à distância, e os conteúdos são apresentados em seminários pelos próprios alunos, num programa colaborativo de educação. Além disso, as aulas podem ser acompanhadas até mesmo por telefones celulares conectados à internet, o que confere mobilidade aos estudantes e transforma qualquer espaço numa sala de aula.
 
Deutsche Welle

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Comissão aprova prioridade para quadra e laboratórios escolares



A Comissão de Educação e Cultura aprovou proposta que busca garantir ofertas de quadras esportivas cobertas em escolas públicas e privadas, além de laboratórios de ciências e informática. O texto prioriza a alocação de verbas públicas para desporto educacional, previstas na Constituição, em insumos e infraestrutura desportiva.
A proposta aprovada é um substitutivo do deputado Artur Bruno (PT-CE) ao Projeto de Lei 2368/11, do deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI). O projeto original determinava prioridade de recursos apenas para quadras esportivas.

Segundo o texto aprovado, a quantidade de quadras e laboratórios por escola deverá ser calculada a partir do custo mínimo por aluno para assegurar um ensino de qualidade, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96).
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informaçoes da Agência Câmara Notícias

Por Terra

Com informações do Blog do Professor Antonio Matias

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Analistas: royalties são insuficientes para cumprir metas da educação



No início de dezembro, a presidente Dilma Rousseff sinalizou que os royalties dos futuros contratos de concessão para exploração do petróleo repassados aos governos federal, estadual e municipal serão destinados integralmente à educação. A decisão foi anunciada com a publicação da medida provisória que aplica a regra para contratos firmados a partir de 3 de dezembro de 2012. Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, trata-se de uma oportunidade para promover um salto na educação brasileira. Economistas e especialistas em educação também consideram importante a decisão, mas afirmam que, apesar de necessária, a medida não é suficiente.


A consideração dos especialistas leva em conta outro projeto, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue para apreciação no Senado. O Plano Nacional da Educação (PNE) lista 20 metas a serem cumpridas no prazo de 10 anos, entre elas o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Para se ter uma ideia, em 2011 o PIB ficou em R$ 4,143 trilhões. No mesmo ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) calculou que os recursos públicos destinados à área educacional equivaleram a 5,3% do PIB - cerca de R$ 220 bilhões, desconsiderando investimentos privados, como o Financiamento Estudantil (Fies). Se o PNE já estivesse sancionado e a meta dos 10% fosse colocada em prática, o País deveria aplicar R$ 414 bilhões na área.

A MP também prevê o investimento de 50% do Fundo Social, que recebe recursos originados por bônus de assinatura dos contratos de partilha de produção, parcela dos royalties e participação especial da União em blocos do pré-sal que cabe à União, fatia dos royalties de outros blocos que cabe à União, além da receita gerada com a venda do petróleo e do gás natural. Todas essas receitas devem ser complementares ao mínimo estabelecido pela Constituição - 18% dos impostos arrecadados pelo governo federal e 25% por estados e municípios.
Ainda assim, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (Unb) Remi Castioni, especializado na área de políticas públicas, considera que, com as medidas atuais, o País não vai alcançar a meta. "É evidente que nós precisamos de mais recursos para a educação. O governo está apostando que a ampliação dos recursos teriam como origem os royalties. A não concretização desse processo colocaria em dúvida de onde viria esse dinheiro", analisa Castioni.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), foram creditados ao todo, em 2011, quase R$ 13 bilhões oriundos de royalties de petróleo. O valor engloba repasses para Estados, municípios e outros beneficiários previstos por lei. Em 2012, o balanço divulgado em novembro já demonstrava o crédito de R$ 14,2 bilhões. Os valores são aquém dos quase R$ 220 bilhões necessários para suprir o déficit em investimentos, tomando como referência a meta do PNE.
A ANP não divulga estimativas de quanto os contratos futuros de exploração de petróleo poderiam render - a assessoria informa que o cálculo dos royalties está sujeito a variáveis como a alíquota aplicada ao campo produtor, o volume de produção mensal de petróleo e gás natural e o preço de referência mensal (que varia conforme a cotação do dólar). Em dezembro do ano passado, contudo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou comunicado elencando possibilidades de financiamento para a educação. O documento lista o valor presente da riqueza em petróleo do pré-sal ao todo, que, em 2009, poderia gerar R$ 1,27 trilhões em um cenário pessimista - equivalente a 39% do PIB daquele ano.

Na prática, poucos recursos e carência na gestão da educação
O pesquisador Maurício Canêdo Pinheiro, da área de Economia e Petróleo do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que os contratos atuais vão durar muito tempo até que tenham que ser renovados. Até lá, essas áreas vão perdendo produtividade, e os royalties para a educação passam a depender de novos blocos licitados pelo governo. O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, aponta o mesmo problema. Segundo ele, os acordos firmados até 2 de dezembro de 2012 são de longo prazo e abrangem uma área praticamente já explorada. "Na prática, a MP não trouxe efetivamente os recursos do petróleo para a educação", critica.

Para contornar esse cenário, Cara enumera mudanças necessárias para beneficiar, de fato, a educação. Entre elas, a destinação de 50% dos rendimentos dos contratos atuais e de 100% dos novos contratos para a educação pública - uma das reivindicações é que o documento provisório não restringe a verba, possibilitando que ela seja investida na educação privada, algo contestado por Cara.
O professor da UnB Remi Castioni também afirma que a busca de outros mecanismos para ampliar os investimentos na educação é importante, caso a MP não se sustente. Ele sugere que o superávit primário - valor arrecadado pelo governo, descontadas as despesas - seja reduzido de 3,11% (índice de 2011) para 1% em relação ao PIB, e que essa diferença seja destinada à educação.

No documento do Ipea, diversas possibilidades de financiamento são listadas pela assessoria técnica da presidência do instituto. Entre elas, alterações em impostos como ITR, IPTU, IPVA e outros, regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), além da diminuição de subsídios fiscais e da ampliação da vinculação de recursos para a educação (de 18% para 20% para a União e de 25% para 30% para estados e municípios). Para o coordenador da Campanha Nacional, esse cálculo viabilizaria um investimento de até 12% do PIB em educação.
"O País tem condições de pagar os 10%. A pergunta é se vai dar prioridade para a área que, na prática, é a mais estratégica", define Cara. O professor Castioni também ressalta o poder multiplicador do investimento em educação, que traz retornos a longo prazo e em outras áreas. "Nós temos uma riqueza finita, com duração de mais ou menos 30 anos, ao mesmo tempo em que estamos em um momento transitório, de preparar uma nova geração para conduzir o destino do país", atesta.

Além da destinação dos recursos, outra questão preocupa os especialistas: a gestão desse orçamento e do próprio sistema educacional. O professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) e doutor em educação Afonso Celso Galvão acredita nos benefícios financeiros da medida, mas afirma que será ineficaz caso o dinheiro não chegue às escolas. "O problema é a gestão da educação como um todo, incluindo a formação dos professores. É bom que o governo comece a pensar em um modelo", opina. Para o professor, a destinação dos royalties pode gerar reflexos positivos a médio prazo, desde que o governo promova melhorias no sistema e uma aprendizagem de qualidade. O dinheiro, apesar de trazer condições, não viabiliza automaticamente esse ganho. Injetar mais recursos sem atacar os gargalos educacionais, diz Galvão, seria um desperdício de verbas.
"Para funcionar, o governo deve ter coragem de enfrentar o problema, um sistema que é caquético, irresponsável no trato com a educação pública", frisa o professor da UCB. Pesquisador da FGV, Canêdo sustenta a mesma posição. "É importante mudar a gestão para que o dinheiro seja mais bem aproveitado", diz.

Congresso vai votar vetos da presidente
O Congresso Nacional ainda deve votar se aprova ou não os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de mudanças no regime de exploração de petróleo. No início de dezembro, Dilma vetou artigos que tratavam da redistribuição dos royalties, além de ter publicado a MP que vinculou os recursos dos contratos futuros à educação.
Castioni aposta que o Congresso vá derrubar o veto, no sentido de fazer uma distribuição sem estabelecer vinculação. "O que os Estados e municípios querem é ampliar a arrecadação e ter liberdade para destinar esses recursos", avalia. "Se não houver uma mobilização da sociedade e dos educadores para que a ampliação dessa verba beneficie a educação, eu vejo muita dificuldade para que isso se concretize no Congresso", acrescenta.
 
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Software desenvolvido pela UFAL alia tecnologia à educação


O processo de aprendizagem é diferente para cada pessoa. A harmonia com os números da matemática ou da física, muitas vezes, não é tão simples para alguém que se identifica com as fórmulas da química ou as letras da história. Partindo dessas variáveis, um grupo de alunos e professores do Instituto de Computação (IC) da Universidade Federal de Alagoas e de outras instituições, teve a ideia de criar um sistema para facilitar os métodos de ensino utilizados pelos estudantes.
Baseado em pesquisas feitas sobre a defasagem no ensino básico, a equipe desenvolveu um software denominado “MeuTutor”. É o conceito de tecnologia aliada à educação. “Nossa missão é atender aos alunos do estado de Alagoas para que eles possam suprir a defasagem que tiveram durante o processo de aprendizagem. Os alunos que terminaram o ensino fundamental em 2011 entraram em 2012, no ensino médio, com 90% de defasagem do que deveriam ter aprendido, então, precisam de um suporte para a preparação do Enem”, ressalta o professor Alan Pedro da Silva, do Instituto de Computação.
Acreditando na viabilidade do projeto, o grupo criou uma empresa incubada, e sistematizou o ambiente virtual de aprendizagem. A finalidade da ferramenta é identificar os pontos específicos onde um aluno tem dificuldade de aprender e, executar o direcionamento do estudo. “As pessoas são diferentes, com necessidades e dificuldades diferentes, então o MeuTutor quer personalizar o modo de aprendizagem. Se o aluno gosta mais de atividades com vídeo, o software vai focar o ensino com vídeos. E assim o aluno vai se adaptando com o conteúdo e as próprias necessidades”, explica Endhe Elias, mestrando em Informática e presidente da empresa.
Para avaliar sua funcionalidade, a ferramenta foi testada com aproximadamente 500 alunos voluntários do projeto Conexão de Saberes, da Ufal, que prepara estudantes de escolas públicas para o Enem; e do Instituto Federal de Alagoas. A aluna da disciplina de Programação, no Ifal, Larissa Artemis, utilizou o software na fase de experiência. “Eu tive dificuldades em memorizar a sintaxe da programação. Entendi os conceitos bem rápido, mas precisei de mais de um exercício para não esquecer a sintaxe. Dessa forma, vários exercícios de diversas abordagens focaram a sintaxe até que eu tivesse uma alta taxa de acertos nos exercícios”, conta.
Após o período de teste, Larissa destacou os benefícios para o aluno. “Achei o MeuTutor bem completo e dinâmico no ensino, porque levou em conta até o tempo que eu demorei pra responder. O melhor de tudo é que o acompanhamento acaba sendo personalizado”, disse. Mas o professor Ig Ibert Bittencourt, do IC, esclarece que o sistema não substitui o ensino em sala de aula.
“A gente não ensina, a gente auxilia. É como se fosse um incremento, um apoio para o estudante aprender. Por exemplo, o sistema pode detectar que o aluno tem deficiência em matemática, e dentro da matemática a maior dificuldade é com logaritmos, então o sistema vai mandando conteúdo e exercícios e personalizando o estudo para ele, exatamente para superar os problemas de cada assunto, de cada disciplina”, explica.
Reconhecimento e conquistas
Pioneira no Brasil no uso dessas tecnologias, a empresa incubada na Ufal pretende lançar a primeira versão comercial do software MeuTutor já em 2013. A proposta é disponibilizar online para os estudantes de todo o Brasil. Dos oito empreendedores, cinco são professores e alunos da Ufal, mas a equipe também conta com profissionais experientes do mercado de tecnologia de São Paulo e da Universidade de São Paulo (USP).
No mês de novembro, a empresa incubada ganhou o prêmio RHAE (programa de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas), e foi contemplada com um investimento para financiar cinco bolsas destinadas a estudantes da graduação e mestres. O recurso será utilizado em 24 meses, mas a ideia é que os profissionais sejam absorvidos pela equipe, abrindo espaço no mercado da inovação tecnológica.
Fonte: UFAL

sábado, 22 de dezembro de 2012

Dilma: educação de qualidade é prioridade do governo para 2013



A presidente Dilma Rousseff  disse que a educação de qualidade é uma de suas prioridades no governo para 2013. Segundo ela, todo o dinheiro do projeto de distribuição dos royalties do petróleo deveria ser destinado à Educação. Para Dilma, os rendimentos do pré-sal serão investidos nessa área. A presidente fez a declaração durante um discurso, na manhã de hoje, em Palmas-TO, em cerimônia de formatura de estudantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

A presidente disse que a meta até 2014 oferecer oportunidades de formação profissional gratuita a oito milhões de estudantes em todo Pais, com 39 mil vagas são para o Tocantins. "Tenho muito orgulho de estar aqui com os mais 4 mil alunos, pois todos eles têm entre 16 e 18 anos e a gente sabe o que é o inicio da vida. Por isso eu fico muito feliz em saber que nós temos aqui uma vida exito. Sabemos também que isso é o Brasil moderno, porque nós estamos fazendo cursos para agricultura", frisou.
Afirmando ainda que o Pronatec é um dos melhores programas de seu governo. "Esse programa tem pouco mais de um ano e nesse um ano e meio nós alcançamos mais de 2 milhões de jovens”. Para o Pronatec Rural serão dez mil novas vagas destinadas ao estado. Nesse ano foram atendidos 25 mil jovens em todo país. A meta é que em 2013, sejam 50 mil, conforme a presidente. A primeira visita da presidente ao Tocantins foi para entregar certificados a cinco mil formandos da primeira turma do programa.
O governador do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), citou que a Educação é uma forte aliada no combate à criminalidade e ainda disse estar feliz com a parceria no programa. "Estamos felizes com sua presença, bem vinda à terra do desenvolvimento", completou.
O estudante da zona rural do município de Pedro Afonso, Samuel Mota, 17 anos, recebeu o certificado pelo curso de Bovinocultura e afirmou estar satisfeito com os conhecimentos adquiridos no curso, os quais poderão ser aplicados no seu dia a dia. “Posso desenvolver o que aprendi lá na fazenda e sei que isso ajudará muito em nossas atividades”. Mota ainda confessou estar emocionado com a certificação. “Receber esse diploma da mulher mais importante do país me deixou bastante feliz”.
Programa
Por meio do programa Brasil Profissionalizado, criado para fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica, foram firmados convênios, até o fim deste ano, de R$ 35,26 milhões para execução de obras e aquisição de recursos pedagógicos no Tocantins. Outros R$ 4,7 milhões são aplicados na construção de 48 laboratórios, que serão entregues em 2013. O governo federal também repassou recursos para a ampliação e reforma de dez escolas municipais. 
Terra

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

OPINIÃO: A tecnologia não muda os valores que devemos ensinar


Imagem: sxc.hu
Por Talita Moretto
Nova década inicia e um surto tecnológico toma conta dos bancos escolares. É a tecnologia, que antes vista somente na vida social como arte para o entretenimento e bem estar, a partir dos anos 2000 começa a ficar mais evidente nos bancos escolares. Professores ganham novas preocupações que extrapolam o corrigir os cadernos manuscritos dos alunos, as provas subjetivas, os trabalhos pesquisados na biblioteca. Surgem as tais redes sociais e, junto com elas, a mobilidade; as relações com as máquinas ficam mais próximas e que pânico, o que fazer agora?
Mas isso não é nada, de repente começam a aparecer pesquisas que apontam que a maioria dos jovens esconde as suas atividades na web, que a pirataria cresce pela facilidade de baixar filmes e músicas da Internet, que o plágio se intensifica pela técnica rápida do Copiar e Colar, que o bullying migra para o cyber espaço. Pensamos: nossos filhos estão desprotegidos, nossos alunos perderam o foco.
Antes de continuar, acho oportuno esclarecer algo. As “redes sociais” não surgiram com o Orkut ou Facebook, não são frutos da tecnologia ou do mundo virtual. Elas sempre existiram. Formar “redes sociais” é natural em uma comunidade, ou seja, sempre vivemos em nossas redes sociais. O que aconteceu com a chegada dessas “mídias digitais” (o que realmente são) é que elas intensificaram as relações pessoais, justamente por quebrarem fronteiras físicas. Assim, as pessoas migraram suas redes para o mundo virtual, para as plataformas digitais, por isso chamamos Facebook de “mídia social”. Ficou mais claro?
Eu sou jovem e talvez o que eu diga possa não estar de acordo com a maioria dos preceitos, mas eu percebo que a tecnologia está em todas as inovações que presenciamos, só não admitimos isso. Se escrevíamos com lápis e hoje temos caneta, é a evolução tecnológica no escrever; se escrevemos com caneta e hoje temos teclado, é a evolução tecnológica de escrever; mas, se eu quero escrever com lápis mesmo tendo tanta tecnologia nova, é a opção que eu fiz para melhor escrever.
Usar as “novas tecnologias” na educação não é abrir mão do que funciona, do que é conhecido, é optar por um novo modelo de passar o mesmo conhecimento. O ato de ensinar não muda, o que muda são os caminhos que estarão disponíveis para o jovem aprender o que lhe é ensinado.
Um exemplo bem sucedido está no vídeo “Tecnologia na Educação: Monitoria Tecnológica no CIEP Adão Pereira Nunes” (se não existisse Youtube eu não teria acesso a este vídeo, nem vocês que leem este artigo). Uma escola descobriu como adequar-se à vontade dos alunos em utilizar as mídias sociais sem perder o rumo do estudo. Assistam!
O Facebook é uma ótima ferramenta para criar grupos de discussão. Gratuita e prática, ela permite ao professor estar próximo de seus alunos em bate-papos monitorados na rede, bem produtivos por sinal. Mas é necessário conhecer o Facebook antes de criar os grupos. É possível também conduzir pesquisas riquíssimas na Internet utilizando uma prática bem simples e divertida: a WebQuest. É um questionário online que pode ser feito através de uma gincana, por exemplo, onde os alunos são guiados em um tour por sites confiáveis, onde, em grupos, ele precisam achar as respostas para as perguntas colocadas pelos professores. Mas estes precisam conhecer os sites antes de aplicar o questionário. Quando o professor sente que seu trabalho não está sendo visto, que fica apenas entre quatro paredes de uma sala de aula, a Internet, mais uma vez, pode ser sua melhor amiga. Basta criar um blog (existem muitas plataformas gratuitas) e divulgar o que você anda fazendo de legal com seus alunos, estimulando que eles também façam isso. Uma dica: o Blog Função Coruja (fujaenoiz.blogspot.com.br). Pasmem: criado por uma professora de Matemática (não errei não, ela é das exatas mesmo, nada de língua portuguesa) que adora produção textual e envolve todos os alunos na divulgação de informações (notícias) sobre a escola e o bairro. Mas ela pesquisou o que era blog e aprendeu a mexer na ferramenta antes de começar a postar.
A minha visão diante da tecnologia é que ela não mudou os valores pretendidos um uma sociedade. Acredito que os pais continuam sendo os responsáveis por educar, guiar e conduzir seus filhos. Na educação, vejo a web como um espaço que agrega informações boas sim e verdadeiras quando os alunos sabem onde e como pesquisá-las. Afinal, a apropriação de conteúdo alheio, informações falsas, a técnica do Copiar e Colar também podem estar no papel, não apenas no teclado. O mundo virtual não é pior do que é real quando aceitamos conhecê-lo.
Artigo publicado na agência de notíciasAdital Jovem – América Latina e Caribe, em 19 de setembro de 2012.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

IBGE: 10,8% dos alunos em universidades buscam novo diploma



Parcela significativa dos estudantes em universidades já concluíram algum outro curso superior. De acordo com dados inéditos do Censo 2010, revelados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,8% dos alunos se enquadram nesta situação, sendo que boa parte têm mais de 40 anos. Do total de estudantes desta faixa etária que estavam cursando o nível superior em 2010, 30,1% já eram formados.

Entre os homens que estavam nos bancos das universidades cursando uma graduação, 10,5% já tinham um diploma de nível superior. Entre as mulheres, tal proporção chegou a 11%.
Entre os estudantes com até 24 anos, 3,9% estavam na mesma situação; para os alunos de 25 a 29 anos de idade, 12,8% buscavam mais um diploma de nível superior; para os que têm de 30 a 34 anos, a proporção é de 17%; já para os estudantes dos 35 a 39 anos, 19,1% já estavam formados.
Na rede pública, 13,2% dos alunos de alguma graduação já tinham outra formação de nível superior. Nas universidades particulares, 9,8% dos estudantes  se enquadravam em situação semelhante.
A rede pública de ensino do país absorve 78,1% dos estudantes do país, mas a participação no ensino superior ainda é pequena, ainda segundo o IBGE. Do total de alunos que estão cursando alguma graduação na universidade, 28,9% estudam em instituições públicas.
Nas regiões Norte e Nordeste, a participação das universidades públicas é mais elevada. No Norte, 36,1% dos alunos que cursam o ensino superior estavam em instituições públicas. Já no Nordeste, essa proporção chegou a 37,3%. No Centro-Oeste, correspondeu a 27,6%, acima do Sul (27,1%) e Sudeste (24,7%).
Entre os alunos que cursavam alguma especialização de nível superior, a participação do setor público é ainda mais baixa. Apenas 22,4% dos estudantes não estavam em instituições privadas. Já nos cursos de mestrado, 52,7% dos alunos estavam na rede pública; entre os que faziam doutorado, 69,8% estudavam em instituições públicas.
Nos cursos de nível mais básico, a participação da rede pública é predominante. Na alfabetização de jovens e adultos, cobriu 95,7% dos estudantes. No ensino fundamental, 92,2% dos alunos estava na rede pública. No ensino médio, essa proporção chegou a 87,2%.

Por Terra

Com informações do Blog do Professor Ivanilson

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Game de matemática chegará a 500 mil alunos



 - Reprodução
Um grupo de cientistas precisa de ajuda para montar um gerador nuclear. Eles buscam um operador novato que crie átomos corretamente, a partir de respostas a equações algébricas que, no início, são até fáceis, mas vão ficando cada vez mais complexas na medida em que o ajudante avança nos seus desafios. Parece complicado, mas diante de situações como a descrita acima e de outras também transformadas em games de matemática, cerca de 7.000 alunos do sistema Sesi e de algumas escolas estaduais do Rio têm visto suas notas e seu interesse pela disciplina aumentarem.
Há um ano eles têm usado os jogos Manga High, que propõe exercícios lúdicos, boa parte deles com o famoso traço japonês, para alunos do ensino fundamental ao médio, exigindo desde conceitos simples, como adição, até mais complexos, como fatoração quadrática. Até 2015, o número de estudantes com acesso aos jogos deve saltar para 500 mil.

“Identificamos que a matemática é uma grande carência no ensino médio e que, por consequência, afeta diretamente a qualificação dos empregados na indústria”, afirmou Bruno Gomes, assessor de tecnologias educacionais do Sistema Firjan, do qual as escolas Sesi fazem parte. A partir desse diagnóstico, o sistema foi buscar tecnologias que apresentassem uma possível solução ao problema. Foi então que eles conheceram de perto a empresa inglesa Manga High, que já vinha desenvolvendo games para a área de matemática.

“Passamos um ano traduzindo a plataforma e adaptando ao currículo nacional, que é bem diferente do currículo inglês”, diz Gomes. Hoje, um site em português reúne todos os jogos disponíveis. O dos cientistas, voltado para equações lineares, é um deles, mas a gama de opções tem mais de uma dezena de games, que passam por trigonometria, áreas e perímetros, reflexões, rotações, fatoração em números primos e outras áreas. Para aprenderem formas de incluir esses jogos em sua rotina, os professores passaram por capacitações.

De acordo com Vinícius Mano, professor de matemática na escola Sesi Petrópolis, cada docente escolhe a forma como prefere usar o recurso em sala de aula. “Eu posso usar como exercício durante a aula, posso pedir para que eles façam em casa”, diz ele. Mesmo na classe, ele consegue propor desafios diferentes para os alunos, conforme o nível de cada um, uma vez que os jogos registram o desempenho de todos os estudantes inscritos. “O interesse dos alunos cresceu muito. E para nós, professores, a praticidade é muito maior”, afirma Mano.

Outro fator de estímulo, conta Mano, é que os alunos conseguem competir entre si e com outras escolas, inclusive de fora do país. “Os jovens adoram”, afirma o professor. A liberdade que crianças e jovens têm de errar, sem que isso seja tomado como um grande problema, também é apontada como mais um aspecto que leva os alunos a quererem aprender pelos games. Um terceiro ponto que aumenta a vontade que os alunos têm de participar é o fato de os jogos serem atualizados a cada seis ou oito semanas, o que dá a sensação de que há algo a descobrir.

“Com quase um ano de projeto implementado, percebemos resultados importantes de melhora na atenção, realização de mais exercícios e maior interesse dos alunos em matemática. Estamos acompanhando também o impacto e a correlação [do uso dos games] no aumento do desempenho escolar dos alunos”, diz Gomes, que esteve envolvido no estudo Horizon Report. O estudo apontou as tecnologias que estarão presentes em escala nas escolas brasileiras em um período de tempo de um a cinco anos. Entre as conclusões da pesquisa, que Gomes reafirma, está o futuro dos games. “O processo de inclusão de games nos ambientes educacionais é uma tendência forte e será ampliadas para outras disciplinas.”

Estadão

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pesquisa revela como os jovens têm acessado e usado novas tecnologias



Para mapear usos e hábitos de consumo das novas gerações diante das tecnologias da informação e comunicação digitais no Brasil, a Fundação Telefônica, junto ao Ibope e a Escola do Futuro (USP) realizou a pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”.
Os dados, coletados entre 2010 e 2011, junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos, confrontam informações sobre as formas de uso e acesso diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. O levantamento leva em conta ainda as regiões do país, a faixa etária, o sexo e o meio - rural ou urbano.

De acordo com a pesquisa, o celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, os entrevistados declararam que utilizam o aparelho para: falar (89,5% dos jovens); mandar mensagens (60,8%); ouvir música ou rádio (60,6%); como relógio e despertador (57,2%); jogar (49,2%),  como calculadora (45%); para fazer fotos (42,9%); gravar vídeos (40,9%); ver fotos e vídeos (40,3%); usar a agenda (38,4%); baixar arquivos (22,5%); assistir TV (22,1%); bater papo (20,8%); e navegar na internet (19%).
Já a internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar email. Um total de 11,1% dos jovens relatam que aprenderam a navegar com um professor.
Os números revelam que as diferenças socioeconômicas entre as regiões brasileiras impactam na posse e acesso a esses recursos. Observou-se que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% das residentes no Sul, no Norte e Nordeste esse número cai para 23,6% e 21,2%, respectivamente.
Publicação
Num total de oito capítulos, o levantamento traz também parte do referencial teórico abordado pela pesquisa. Em um de seus capítulos, termos ainda pouco usados no Brasil são explicados, entre eles, “Literacia” (“conjunto de competências relacionados à leitura, escrita e cálculo nas mais diferentes formas de representação”) e “Grafocêntrico” (“diz respeito ao estado ou condição no qual se considera a escrita como centro das atividades da produção e disseminação do conhecimento”).
Entre os tópicos abordados, estão desde perguntas ligadas a posse dos equipamentos, a percepção do tempo gasto com cada instrumento de acesso, e também sobre as mediações dadas pelos contextos de uso, como o envolvimento de pais e famílias, com recomendações de uso, até o acesso à infraestrutura dado por cada região. O nível de engajamento das escolas e o papel dos professores na assimilação das tecnologias digitais pelos alunos também foram abordados.

Aprendiz 


Com informações do Blog do Professor Ivanilson